Inflação acumulada em 12 meses atinge 9,32% em maio

De acordo com o IBGE, a apuração do resultado da inflação oficial (IPCA) foi de 9,32% em maio considerando os valores acumulados em 12 meses, resultado que ficou um pouco acima do registrado em abril (9,28%). Com relação a abril vemos um aumento de 0,17p.p. atingindo 0,78%, a taxa mais alta para maio desde 2008. O maior responsável pela elevação do índice foi o grupo de Habitação, que variou 1,79% na comparação mensal. Especificamente, a taxa de água e esgoto do grupo Habitação foi a que mais colaborou para a elevação mensal deste grupo.

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Dos nove grupos analisados, cinco registraram desaceleração na comparação mensal com abril: Alimentação e Bebidas passou de 1,09% para 0,78%; Transportes variou -0,58% em maio, ante 0,03% em abril; a variação de Saúde e Cuidados Pessoais passou de 2,33% no mês anterior para atuais 1,62%; Educação variou 0,16% nesta aferição ante 0,20% registrados anteriormente e Comunicação passou de 1,47% em abril para 0,01% no resultado deste mês. Os demais grupos apresentaram aceleração em maio: Habitação variou 1,79% Artigos de Residência subiu 0,63%; Vestuário 0,91% e Despesas Pessoais acelerou para 1,35%.

O resultado do mês ainda está distante da proposta estabelecida pelas metas de inflação (permite até 6,5% de inflação no ano) e até mesmo do resultado consenso de mercado medido pelo relatório Focus do BC divulgado no início da semana, o qual prevê um IPCA de 7,12% para 2016.  Já para 2017 o relatório Focus já prevê uma inflação dentro da meta, de 5,12%.

Por ora, podemos descartar uma queda mais forte da inflação para 2016. Este racional é derivado do fato de que as políticas implementadas pela autoridade monetária possuem um horizonte de eficácia mínimo de 6 meses e entende-se, portanto, que não haverá tempo hábil para arrefecimento da inflação (as expectativas de alteração dos juros são remotas e a próxima reunião do COPOM ocorre amanhã). Com isso, a dinâmica da inflação passará a depender quase que na totalidade da influência de fatores exógenos da economia, como câmbio, preço de commodities, entre outros. Em resumo, grandes mudanças de juros e inflação ficam somente para 2017.

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