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PME: Desemprego atinge 4,6% em julho, após ajustes estatísticos

Por Yan Cattani, economista da Área de Indicadores e Estudos Econômicos da Boa Vista SCPC  

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego de julho registrou 4,6% da população economicamente ativa, após reponderação entre as regiões metropolitanas divulgadas (realizada através do cálculo entre população ocupada de cada região e a soma total dessas regiões), dado que o Instituto passa por problemas operacionais ocasionados pela greve de funcionários em alguns escritórios. Incorporando os mesmos ajustes na série dessazonalizada pela Boa Vista SCPC, o resultado foi 4,5%, aumentando 0,3 p.p. em relação ao mês anterior.

Na série sem ajuste sazonal, de junho para julho de 2014, a taxa de desocupação foi considerada estável nas quatro regiões metropolitanas que tiveram suas informações divulgadas: Recife (6,6%), Belo Horizonte (4,1%), Rio de Janeiro (3,6%) e São Paulo (4,9%). Em relação a julho de 2013, houve estabilidade em Recife e Belo Horizonte, e recuos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Também incorporando os ajustes de peso aos rendimentos reais, o valor médio real habitual foi de R$2.075,29, aumentando 1,1% na comparação mensal com junho, ajustada sazonalmente. Na comparação interanual (mesmo mês do ano anterior), julho obteve alta de 6,6%, tornando a acelerar a média em 12 meses, que passou de 3,2% no mês passado, para 3,6% neste mês.

Em linhas gerais, apesar da greve na instituição ter afetado o cálculo geral para o desemprego, deve-se ressaltar que as principais regiões (em termos de proporção da população ocupada) foram divulgadas, seguindo ainda em patamares muito baixos historicamente. No entanto, já observa-se leve piora do desemprego, seguindo nossos diagnósticos anteriores (encolhimento da população econômica ativa e baixo crescimento da população ocupada), evidenciando uma mudança de cenário. Adicionalmente, com a continuidade de resultados macroeconômicos fracos, esperamos uma elevação (ainda que pequena) na taxa média de desemprego para 2014, que deverá manter-se em torno de 5,0% até dezembro.

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