Acordo do Chipre anima mercados

Por José Valter Martins de Almeida, da RC Consultores

O dia começou animado nos mercados financeiros, depois de líderes cipriotas e europeus terem chegado a um acordo que evita que o Chipre entre em falência. O acordo acertado em Bruxelas prevê o fechamento do Laiki, segundo maior banco, com a divisão de seus ativos em dois. A parte saudável do banco, formada por todos os depósitos garantidos, ou seja, inferiores a € 100 mil, passará a fazer parte do Bank of Cyprus, a maior instituição financeira do Chipre e que será reestruturada. Os depósitos superiores a € 100 mil do Laiki farão parte do banco podre e poderão enfrentar fortes perdas.
Embora as bolsas e o mercado de petróleo se valorizem hoje, vale lembrar que o EBI (índice de probabilidade de quebra) da zona do euro, calculado pelo Instituto Sentix subiu para 41,05% em março, ante os 19,25% do mês anterior. A maioria dos investidores ainda acredita que o quadro pode mudar para pior nos próximos 12 meses, com a saída do Chipre do bloco. A animação do mercado deve durar pouco. A zona do euro enfrentará o descontentamento dos depositantes russos, os mais prejudicados por terem muitos depósitos superiores a € 100 mil.

Ed.150

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