Bolsas americanas continuam em alta

Por José Valter Martins de Almeida

As reiteradas declarações de Bernanke de amenizar a interpretação de que o FED suspenderia as injeções de recursos no curto prazo, que inundam os mercados de dinheiro, tem sustentado as bolsas americanas em euforia. O Dow Jones está na casa dos 15.500 pontos.

No entanto, o medo de uma subida forte na taxa de juros nos EUA é um “fantasma” sempre presente. Ainda ontem, o presidente do FED de Dallas, Richard Fischer, declarou que “quanto mais mantivermos a política monetária expansionista, mais difícil será encontrar uma saída depois”. A justificativa para manter essa expansão monetária é que a recuperação da economia americana está “longe de ser satisfatória”, segundo Bernanke. E o medo do “fantasma” se justifica. Vivemos em um mundo da bolha monetária: quanto pior a situação, maior a possibilidade das autoridades monetárias injetarem muito dinheiro, que migram direto para os mercados especulativos. Assim funciona a economia das bolhas.

Ed.245

Comentários

comentários

Posts relacionados

Movimento do Comércio sobe 0,5% em julho

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, subiu 0,5% em julho quando comparado a junho na análise com ajuste sazonal, de acordo com os dados apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Na avaliação acumulada em 12 meses (agosto de 2016…

Percentual de cheques devolvidos atinge 1,90% em julho

O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos), como proporção do total de cheques movimentados[1] atingiu 1,90% em julho, registrando considerável redução em relação ao mesmo mês do ano anterior (-0,31 p.p.). Na comparação mensal, o percentual de cheques devolvidos sobre movimentados obteve leve alta frente ao mês anterior (em junho o…

PNAD: Rendimentos apresentam leve melhora no 2T17

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), os rendimentos reais dos trabalhadores apresentaram melhora em todas as regiões quando avaliadas os valores acumulados em 4 trimestres. A Região Nordeste registrou a primeira marcação positiva (1,6%), ao lado da região Sudeste (0,1%) e Centro Oeste (0,8%). Em relação ao mesmo período…