Bolsas brasileira e americana redefinem seus índices

Por Paulo Rabello de Castro, da RC Consultores

Em movimentos coincidentes, as duas bolsas, de São Paulo e de Nova York, estão revendo as respectivas carteiras teóricas que compõem seus índices mais conhecidos, o Ibovespa e o Dow Jones Industrial Average (DJIA). Num caso e noutro, o objetivo é atualizar a lista de empresas listadas que fazem parte do cálculo diário das variações das bolsas. Como índice sintético, ele é uma amostra, não o universo, de todas as ações negociáveis. E vai ficando desatualizado na medida em que empresas antes muito relevantes no mercado vão perdendo terreno para outras, mais dinâmicas, cujo peso no índice não reflete sua importância relativa. Dai a necessidade de atualizar a lista, umas até saindo, outras entrando, todas tendo sua ponderação percentual alterada para mais ou menos, conforme um critério estabelecido, seja de capitalização total, de capital em circulação ou de valor negociado.

No caso americano, será a maior mudança em três décadas e entra em vigor na semana que vem. Comporão a lista de 30 ações do DJIA, as da Visa, Nike e Goldman Sachs; substituem as que saem, HP, Alcoa e Bank of America. Essas últimas, apesar de grandes marcas, têm perdido valor de mercado de modo significativo. No caso brasileiro, ainda não está definido o novo critério, que vigorará em 2014. Mas é certo que se trata de uma resposta indireta a uma difícil situação, a presença da OGX, hoje cotada em centavos, mas com peso de 4,31% no Ibovespa. Embora não haja descontinuidade nos índices divulgados, a mudança em ambos os casos deve alterar o comportamento do índice e sua oscilação, motivo suficiente para os investidores estarem bem atentos às mudanças.

Ed.268

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