Crise no Iraque pode elevar pressão no caixa da Petrobras

Por José Valter Martins de Almeida, da RC Consultores

A tomada de Mosul, a segunda maior cidade iraquiana, por rebeldes apoiados pela Al-Qaeda fez disparar o preço do petróleo. O contrato futuro do barril de petróleo WTI para entrega em julho chegou a US$ 106,73 no mercado de Nova York, com alta de 2,5% no dia, a máxima em nove meses. Ao mesmo tempo, o preço do barril Brent, referência para as importações europeias, para entrega em julho chegou a US$ 113,32 em Londres, com uma valorização de mais de 3%.

O risco de guerra civil no Iraque, segundo maior produtor da OPEP, elevou mais uma vez os riscos geopolíticos da região para o topo da atenção dos investidores internacionais. A barreira simbólica dos US$ 110,00 do Brent foi ultrapassada. Esse efeito é de curto prazo, ajudado pelo excesso da liquidez internacional. No entanto, no caso do Brasil, é mais uma pressão no caixa da Petrobras, na medida em que a elevação do preço internacional do petróleo requer maior subsídio da Petrobras para manter o preço dos combustíveis inalterados no Brasil.

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