Desaquecimento da construção civil se ampliou em setembro

Por José Valter Martins de Almeida, da RC Consultores

Segundo a sondagem realizada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI – a atividade no setor da construção civil no mês de setembro registrou 42,3 pontos, em uma escala na qual valores abaixo dos 50 pontos indicam retração. O desempenho foi ainda pior que o obtido em agosto, quando o índice ficou em 43 pontos. De acordo com a sondagem, a margem de lucro operacional e a situação financeira das empresas do setor também ficaram menos satisfatórias no mês. O uso da capacidade instalada ficou em 67%. Segundo a sondagem, também ampliou-se o ritmo de demissões na indústria de construção civil. Numa escala na qual 50 pontos significa a manutenção de vagas no setor, o indicador registrou 43,1 pontos, o que significa uma queda no emprego mais intensa do que a verificada em agosto, quando o índice ficou em 43,5 pontos.

A sondagem demonstra expectativas declinantes em relação ao desempenho atual e futuro do setor de construção civil. Dados do consumo de cimento corroboram a fraca atividade do setor. Os dois segmentos da construção, a indústria imobiliária e as obras de infraestrutura, não sinalizam sinais de melhora no curto e médio prazos. Além dos problemas há muito apontados como limitadores do crescimento do setor, como a carga tributária excessiva, falta de trabalhadores qualificados, custo de mão de obra e juros altos, agora se junta a queixa da deficiência de crédito e fraca demanda, esta em razão do cenário econômico que vem forçando as famílias a agir com mais cautela e o governo a aplicar menos recursos em obras de infraestrutura.

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