Dia das Mães confirma ano difícil para o comércio

O Dia das Mães é a segunda data mais importante para o comércio varejista, perdendo apenas para o Natal. Daí a expectativa que todo o ano se coloca sob os resultados das vendas nessa data, que serve como um termômetro para as vendas do ano.

Sondagem realizada pela Boa Vista SCPC com mais de 1.100 pessoas em todo o país e divulgada no dia 6 de maio já mostrava que o ânimo do consumidor não era dos melhores e que provavelmente os resultados seriam mais modestos do que no ano passado. A fatia de consumidores que planejava comprar presentes para a data recuou de 86% em 2014 para 75% em 2015. Além disso, o percentual dos que pretendiam gastar menos com o presente em 2015 aumentou de 25% para 38%.

Os resultados da sondagem não foram surpreendentes. A cautela dos consumidores, refletida nos baixos índices de confiança, já vem influenciando o comércio nas datas comemorativas desde o ano passado. Os orçamentos apertados com o aumento dos preços, o crédito mais caro e restrito e as recentes preocupações com o mercado de trabalho vem gradativamente reduzindo o ímpeto dos consumidores.

Menos surpreendente ainda foi o resultado do indicador de movimento do Dia das Mães divulgado hoje pela Boa Vista SCPC, que apontou queda de 1,2% nas vendas deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. É o primeiro recuo das vendas para esta data desde 2008, quando o indicador foi criado. Levantamento da Fecomércio com base nos dados da Boa Vista e do IBGE estima que o recuo represente uma perda de R$ 7 bilhões para o comércio brasileiro em relação ao ano passado.

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