Energia em alta

O país está prestes a realizar uma nova mudança no setor de energia elétrica. Desta vez o alvo será a distribuição da energia, que deverá renovar cerca de 42 contratos no ramo até 2017. O objetivo principal é otimizar o sistema, que enfrenta rotineiramente excessos de frequência por parte das distribuidoras, além de cortes duradouros de fornecimento em algumas áreas.

A extrapolação da frequência tem como referência os limites impostos anualmente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Tais limites visam a preservação das reservas hídricas, gastos adicionais com termelétricas, entre outros. Contudo, para atender à crescente demanda, as distribuidoras acabam ultrapassando o limite, encarecendo assim o preço final da energia, repassado ou para o consumidor ou para o próprio governo. Os cortes, por sua vez, ocorrem quando o próprio sistema não consegue entregar a energia demandada. No final das contas, o grande problema consiste na falta de planejamento/investimento para o setor, imerso em incertezas e altamente dependente da regulação do governo.

A expectativa do governo com seu novo modelo de renovação de contratos é realizar um plano de investimentos quinquenal, com auditoria anual e penalizações mais severas para as empresas que não cumprirem as metas estabelecidas no contrato. A partir de agora, quem não entregar obras no prazo vai primeiramente ter sua garantia executada, aplicação de multas e até mesmo cassação do contrato licitado. Além disso, propõe extensão para novos contratos entre 20 e 25 anos, aliviando o caixa de diversas empresas, que poderão ter maior folga na rolagem de dívidas, extensão das garantias bancárias, juros menores etc.

Enquanto no curto prazo algumas distribuidoras discutem o dilema racionalização-racionamento de energia elétrica, sem propor melhorias significativas para o sistema, a mudança acaba sendo vista como alternativa plausível para o enfrentamento de uma possível crise de abastecimento.

Comentários

comentários

Posts relacionados

Percentual de cheques devolvidos atingiu 2,06% em fevereiro, segundo Boa Vista SCPC

O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos) como proporção do total de cheques movimentados atingiu 2,06% em fevereiro, registrando diminuição em relação a fevereiro de 2016, quando alcançou 2,22%. O percentual de cheques devolvidos sobre movimentados também recuou na comparação mensal (em janeiro o nível foi de 2,07%), sendo o resultado…

Boa Vista SCPC: Demanda por Crédito do Consumidor cai 4,0% em fevereiro

A Demanda por Crédito do Consumidor caiu 4,0% em fevereiro, na avaliação dessazonalizada contra janeiro, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Contudo, na avaliação dos valores acumulados em 12 meses (março de 2016 até fevereiro de 2017 frente aos 12 meses antecedentes) houve retração de 9,5%,…

Movimento do Comércio cai 1,0% em fevereiro, diz Boa Vista SCPC

Informações do varejo apuradas pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), apontam que o Movimento do Comércio caiu 1,0% em fevereiro, considerando os dados mensais com ajuste sazonal. Na avaliação acumulada em 12 meses (março de 2016 até fevereiro de 2017) houve queda de 3,8% frente aos 12 meses antecedentes. Já na…