Gastos até setembro comprometem meta fiscal do governo

Por Paulo Rabello de Castro, da RC Consultores

A meta fiscal de superávit primário em 2012 não deverá ser atingida. Nos nove meses da execução orçamentária até setembro o governo cobriu cerca de 56% da meta anual e, assim mesmo, graças à forte contribuição de dividendos pelas estatais federais. O secretário do Tesouro Arno Augustin afirma ter esperança de recuperar o atraso no cumprimento da meta anual ao contar com maior arrecadação de tributos proveniente do que chama de “aceleração da economia no fim do ano”.

Não é realista contar com melhoria no desempenho fiscal. O gasto corrente do governo tem demonstrado resistência a qualquer tipo de controle mais rigoroso. O secretário do Tesouro reconhece que a verba de Pessoal, por exemplo, encosta numa cifra indigesta, quase 10% de expansão nominal, em um ano que se consideraria decisivo para um controle mais efetivo da despesa pública. Por outro lado, a aceleração do investimento ainda é tímida. Em 2012 o governo terá desperdiçado a grande c de controle oferecida pela forte redução dos encargos com juros.

 Ed.60

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