Impasses fiscais derrubam perspectivas de melhora na Europa

Por Paulo Rabello de Castro, da RC Consultores

Os mercados asiáticos e europeus abriram a semana em baixa. A leitura dos indicadores recentes na China confirmam desaceleração bastante generalizada, além de incertezas quanto ao novo quadro de dirigentes chineses  que substituirá a geração de Hu Jintao e Wen Giabao. Na Europa, é certo que a Grécia pedirá mais tempo e novas condições para tentar cumprir o ajuste programado. Em Portugal, milhares protestam contra a pretendida alta na taxa previdenciária descontada do salário dos trabalhadores, hoje de 11%, que subiria para 18%, a fim de viabilizar redução na contribuição previdenciária das empresas, de 23,5% para 18%. São taxas muito elevadas, só comparáveis às brasileiras.

É inescapável que a escalada tributária na Europa, que agora também alcança Espanha, França e Inglaterra, venha a produzir estagnação em 2013, ano em que o ajuste fiscal  ganhará contornos recessivos. Por isso, os investidores que aproveitaram a recente alta nas bolsas preferem aguardar o novo ano fora das pistas especulativas.

Ed.35

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