Indicadores revelam queda de confiança nos serviços e no comércio

Por José Valter Martins de Almeida, da RC Consultores

Hoje a Fundação Getúlio Vargas divulgou o Índice de Confiança de Serviços no mês de novembro. O indicador recuou 2,1%, de 101,9 pontos no mês passado para 99,8 pontos. É o nível mais baixo da série histórica da pesquisa, iniciada em 2008. Na comparação com o mesmo período de 2013, houve queda de 14,3%. O resultado negativo foi determinado tanto pelas avaliações sobre o presente quanto pelas expectativas sobre o futuro. A avaliação negativa da situação atual atingiu dez dos 12 segmentos pesquisados. A piora das expectativas sobre o futuro foi menos disseminada, atingindo seis dos 12 segmentos.

A FGV também divulgou o Índice de Confiança do Comércio. O indicador caiu 1% em novembro na comparação com outubro e foi o segundo menor patamar da série histórica, iniciada em março de 2010. A queda foi provocada pela piora da confiança do empresário do comércio em relação ao futuro. A principal desconfiança dos empresários é em relação à situação de seus negócios nos próximos seis meses, componente que recuou 3,5%. De fato, a confiança do consumidor em patamar reduzido, atrelada ao elevado endividamento das famílias e à deterioração das perspectivas de reativação da economia, sugere que a retomada mais firme das vendas está ainda distante. Em 2014, o volume de vendas do comércio varejista deve crescer apenas 2,5%, o menor desde o recuo de 3,7% em 2003. Para 2015, a RC Consultores projeta que este ritmo de crescimento mais baixo deverá se repetir.

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