Inflação em 2014 exigirá atenção especial

Por Marcel Caparoz / Everton Carneiro, da RC Consultores

O IPCA de novembro avançou 0,54%, segundo dados divulgados nesta manhã pelo IBGE. O resultado é inferior ao esperado pelo mercado e contraria a expectativa de aceleração do índice no último quadrimestre do ano. Em outubro de 2013, o avanço foi de 0,56%. É a primeira vez que há uma desaceleração de outubro para novembro desde 2008. No ano, a alta acumulada é de 4,95%, abaixo do registrado em 2012, de 5,01% no mesmo período. Destacam-se a inflação persistente de serviços, com alta acumula em 12 meses de 8,56%, assim como a variação dos preços administrados, cuja variação acumulada em 12 meses foi de apenas 0,94%, destoando dos demais grupos que compõem o IPCA.

Ontem o Banco Central divulgou a ata da reunião do COPOM que elevou a Taxa Selic de 9,5% para 10% ao ano, indicando possível nova elevação, ainda que menor, nas próximas reuniões, devido ao efeito defasado da Selic sobre a inflação. Apesar disso, o cenário de inflação para o próximo ano permanece preocupante. Uma eventual desvalorização do real acima das expectativas poderá pressionar os preços dos bens, enquanto os serviços serão ainda mais impulsionados em função da realização da Copa do Mundo e das eleições. Além disso, a política de controle da inflação via preços administrado se esgotou. Neste cenário, o olhar sobre a inflação em 2014 deverá ser, como indica a ata do Banco Central, “especialmente vigilante”.

Ed.328

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