Inflação permanece pressionada

Por Marcel Caparoz, da RC Consultores

A inflação (IPCA) de maio de 2014 recuou para 0,46%, acumulando alta de 6,38% a.a. em 12 meses, próximo ao teto de 6,5% a.a. estipulado pelo Banco Central. Embora tenha recuado em comparação aos meses anteriores, a inflação de maio ainda é elevada. Em 2012 e 2013 a variação dos preços no mesmo mês foi de 0,36% e 0,37%, respectivamente. Os responsáveis pela redução da inflação em maio de 2014 foram os alimentos em domicílio, refletindo as recentes quedas dos preços no atacado, o recuo das passagens aéreas e do etanol, e também a forte queda das taxas de água e esgoto, em função do bônus implementado pelo governo paulista para os consumidores que pouparem água na região metropolitana de São Paulo.

O resultado de maio não reduz a pressão sobre a inflação no Brasil, apenas dá mais tempo para respirar. Em junho, a inflação deverá romper o teto de 6,5% a.a. (no acumulado em 12 meses). Por características sazonais, o IPCA tende a recuar nos meses de maio, junho e julho, para enfim subir nos últimos meses do ano. Nos primeiros cinco meses de 2014 a inflação já alcança 3,33%, contra “apenas” 2,88% de 2013. É bom relembrar que a inflação no ano passado foi de 5,91% a.a. Desta forma, estamos caminhando para uma inflação ainda mais elevada neste ano (a RC Consultores espera alta de 6,3%). E a pressão pode ser ainda maior em 2015, com o início dos repasses dos preços represados pelo Governo, e que agora conta com um novo integrante, taxa de água e esgoto.

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