O país do salário mínimo

Por Marcel Caparoz, da RC Consultores

O desemprego médio no 2º trimestre de 2014 caiu para 6,8%, ante 7,1% nos primeiros três meses do ano, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE na PNAD contínua. Este dado é muito mais amplo e representativo do que a taxa de desemprego oficial, divulgada pelo próprio IBGE, que abrange apenas seis regiões metropolitanas e que em setembro de 2014 indicava desemprego de 4,9% para o país. No caso da PNAD, são considerados em média 3.500 municípios, de todas as regiões brasileiras.

Os principais indicadores analisados para o emprego apresentaram melhora no período. A população empregada aumentou para 92,1 milhões de pessoas, enquanto a desempregada caiu para 6,8 milhões. Por outro lado, a perspectiva é que essa fase positiva do mercado de trabalho tenha chegado ao fim. Quando analisamos a evolução do emprego formal do CAGED, fica evidente que o Brasil parou de gerar novas vagas, e as que ainda estão surgindo são com salários reduzidos. Nos nove primeiros meses de 2014 foram criados cerca de um milhão de novas vagas com salários de até dois salários mínimos (R$ 1.448), enquanto que para as faixas acima deste patamar houve o fechamento de 338 mil postos de trabalho. Nos últimos sete anos o Brasil já fechou 3 milhões de vagas para salários acima de dois salários mínimos. A consequência deste fenômeno é direta na economia. Menos renda, menor poder de consumo e, portanto, menor nível de crescimento.

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