Renda real do trabalhador ainda cresce

Por Marcel Caparoz, da RC Consultores

O Brasil gerou em julho apenas 11,8 mil vagas de emprego formal, segundo dados do CAGED. É o pior resultado do mercado de trabalho desde 1999 e já reflete o baixo dinamismo econômico do País. Mesmo assim, a renda real ainda registra elevação. Segundo o DIEESE, das 340 categorias que negociaram reajustes no primeiro semestre de 2014, 93,2% delas conseguiram reajuste acima da inflação. Em média, o aumento real no primeiro semestre foi de 1,54%.

No entanto, estes reajustes não garantem necessariamente um aumento do poder de compra dos trabalhadores. Itens importantes do dia a dia das famílias têm registrado inflação acumulada em 12 meses muito acima do índice oficial de preços ao consumidor (IPCA), que hoje já se encontra no teto máximo estipulado pelo Banco Central, de 6,5% a.a. A energia elétrica residencial, por exemplo, registra alta de 12,3%; aluguel residencial e condomínio, 10,2% e 7,5%, respectivamente; empregado doméstico (10,1%) e refeição fora do domicílio (9,7%) também estão muito acima do índice geral de inflação. Para as famílias em que estes itens possuem peso significativo no orçamento, a impressão é que a inflação já estourou, e por muito, o teto da meta.

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