Ritmo de elevação de preços dos imóveis perde força

Por José Valter Martins de Almeida, da RC Consultores

O índice FipeZap Composto, que mede o comportamento do preço médio do metro quadrado dos imóveis anunciados no portal Zap em sete cidades brasileiras, subiu 1% em agosto. No ano, a alta foi de 7,8%. Em São Paulo, no mesmo mês os preços subiram acima da média, com alta de 1,2%. Já em Belo Horizonte, em agosto, os preços regrediram 0,3%.

O ritmo de elevação dos preços anunciados vem perdendo força, não só em Belo Horizonte que teve uma variação negativa, mas também em Brasília e São Paulo. De janeiro de 2008 a agosto deste ano os preços dos imóveis na cidade de São Paulo subiram 181% e no Rio de Janeiro 225%. Bem mais que o IGPM que, no mesmo período, teve alta de 37,8%. Se comparado com o CDI, que acumulou uma alta de 72% no período, o ganho real em SP foi de quase 64% e no Rio de mais de 88%. A pergunta que não quer calar é se isso seria uma bolha ou é uma correção de preços que por muitos anos ficaram deprimidos. A diferença entre a alta geral dos preços e dos imóveis está se reduzindo, mas, por enquanto, as quedas nos preços nominais dos imóveis são exceções como em Belo Horizonte e Brasília. Se há uma bolha, ela começará a ser esvaziada pelas pequenas salas comerciais onde pode haver sobrepreço e elevados estoques. Tudo vai depender do comportamento da economia nos próximos anos. Se na hipótese do PIB não crescer como se espera e os investidores não conseguirem bancar os custos de manter imóveis fechados ou achar que os preços não voltam, a bolha pode começar a se esvaziar.

Ed.270

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