Varejo terá menor crescimento desde 2003

Por Thiago Custódio Biscuola, da RC Consultores

As vendas no comércio varejista aumentaram em setembro pelo segundo mês consecutivo. Segundo dados do IBGE, o varejo restrito avançou 0,4% frente a agosto na série livre de influências sazonais. Em relação a igual mês de 2013, houve incremento de 0,5%, primeira variação positiva em dois meses nesse tipo de comparação. Entre janeiro e setembro a alta de é de 2,6% em comparação com igual período do ano passado. No acumulado em 12 meses o crescimento manteve a trajetória de desaceleração, atingindo 3,4%, menor taxa desde junho de 2004.

O processo de desaceleração das vendas se acentuou nos últimos meses. Dentre os segmentos pesquisados apenas dois registram crescimento comparável a anos anteriores, são eles as vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (crescimento de 9,4% no ano) e outros artigos de uso pessoal e doméstico, com crescimento no ano de 7,9%. A queda do ritmo de crescimento da renda e, principalmente, o aumento dos desligamentos começam a ter um impacto negativo mais forte em alguns setores. É o caso das vendas de tecidos, vestuário e calçados que registram nesse ano retração de 1,1%. A confiança do consumidor em patamar reduzido, atrelada ao elevado endividamento das famílias e a deterioração das perspectivas de reativação da economia, sugere que a retomada mais firme das vendas está ainda distante. A RC consultores estima um crescimento de 2,5% do volume de vendas em 2014, menor crescimento desde o recuo de 3,7% em 2003.

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