Dívida com cartão de crédito e boleto levam paulistano a mutirão de renegociação de dívidas

A maioria (60%) dos consumidores que compareceu ao mutirão “Acertando suas Contas”, da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), na cidade de São Paulo, com a intenção de negociar suas dúvidas, buscou a renegociação do débito causado pelo cartão de crédito.

A constatação é de levantamento realizado no próprio local pela Boa Vista SCPC, que realiza o evento no centro de São Paulo de 25 de novembro a 3 de dezembro, ao qual compareceram, nos seis primeiros dias, 14 mil pessoas que puderam renegociar suas dívidas, obter o guia para economizar em tempos de crise e ainda participar de palestras de educação financeira.

O fluxo de consumidores pode ser atribuído, entre outros fatores, à inadimplência do consumidor na cidade de São Paulo. A Boa Vista SCPC informou nesta quinta-feira (1º. de dezembro) que esse indicador cresceu 1,8% no acumulado do ano (de janeiro a outubro).

De acordo com o levantamento, 23% dos que compareceram ao mutirão nos primeiros dias ficaram inadimplentes por problemas no pagamento de boleto e carnê. Entre que se endividaram por não pagamento de boleto, 60% deixaram de saldar seus compromissos referentes a telefone, TV por assinatura e serviços de internet, enquanto 16% não pagaram mensalidades escolares; 13% não saldaram conta de celular e 8% de telefone fixo. Já os 35% que ficaram inadimplentes por causa do carnê não conseguiram pagar compras de móveis e eletrodomésticos.

A maior fatia (82%) dos consumidores foi ao mutirão para negociar valor ou juros da dívida e 8% compareceram para tentar conseguir maior prazo para pagamento. Além disso, 48% disseram que a restrição ao nome aconteceu em consequência do desemprego, enquanto 30% atribuíram a inadimplência ao descontrole financeiro e 7% emprestaram o nome a terceiros. E 55% tinham apenas uma dívida a renegociar.

Perfil do consumidor

O levantamento da Boa Vista SCPC revela que a maioria dos consumidores que foi ao mutirão é da classe DE (67%), tem carteira de trabalho assinada (56%), com idade entre 25 e 34 anos (34%).  Entre eles, 31% se deslocaram da Zona Sul para o Centro de São Paulo, local onde acontece o mutirão, enquanto 20% são das Zonas Norte e Leste. Houve equilíbrio entre os gêneros (55% de homens e 45% de mulheres), e entre consumidores casados (42%) e solteiros (41%).

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