Boa Vista: Pedidos de falência sobem em julho e acumulam 17% de crescimento em 2012

O número de falências decretadas acumula crescimento de 0,8% no ano.

Dados da Boa Vista, com abrangência nacional, mostram que o número de pedidos de falência subiu 29,4% em julho na comparação com junho de 2012. No acumulado do ano o número de pedidos de falência apresentou crescimento de 17,4% contra o mesmo período de 2011. Em relação ao mesmo mês de 2011, os pedidos de falência cresceram 22,2%.

Falências Decretadas

As falências decretadas, por sua vez, recuaram 10,2% em julho e acumulam crescimento de 0,8% no ano ante o mesmo período de 2011. Sobre julho de 2011 o número de falências decretadas caiu 25,4%.

Recuperação Judicial

Os pedidos de recuperação judicial e o deferimento dos pedidos de recuperação também cresceram em julho e continuam com forte tendência de alta no acumulado do ano, na comparação com o mesmo período de 2011.

O aumento da inadimplência de consumidores e empresas ao longo de 2011 e 2012 e o recuo da atividade econômica nos últimos meses vêm prejudicando o desempenho financeiro das empresas e diminuindo a capacidade de pagamento, resultando na maior insolvência das empresas, refletida nos pedidos de falência e de recuperação judicial. Ainda espera-se que o cenário favorável do mercado de trabalho mantenha a demanda interna aquecida e o consumo em alta em 2012, reduzindo o impacto sobre as empresa. A ampliação de medidas de apoio à indústria e a redução nas taxas de juros podem ajudar a aliviar essa pressão.

Falências e recuperações judiciais por porte das empresas

As micro e pequenas empresas, representam cerca de 77% dos pedidos de falências no acumulado do ano e 95% das falências decretadas.

Utilizamos para a classificação de porte de empresa aquela adotada pelo BNDES e aplicável a todos os setores da economia*.

Falências e recuperações judiciais por Setor

Na divisão por setor da economia, a indústria contribuiu para o maior número nos pedidos de falência no acumulado do ano, com 39% dos casos, seguida dos serviços (31%) e do comércio (30%).

Quando observamos separadamente os setores por porte das empresas, percebemos que os pedidos de falências entre as micro e pequenas empresas foram liderados pelo comércio com 33%, enquanto que para as médias e grandes empresas prevaleceram os pedidos de falência na indústria (57%).

*A CIRCULAR Nº 11/2010 do BNDES de 05 de março de 2010 classifica as categorias de porte das empresas de acordo com a receita operacional bruta anualizada. Microempresa – menor ou igual a R$ 2,4 milhões; Pequena empresa – maior que R$ 2,4 milhões e menor ou igual a R$ 16 milhões; Média empresa – maior que R$ 16 milhões e menor ou igual a R$ 90 milhões; Média-grande empresa – maior que R$ 90 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões; Grande empresa – maior que R$ 300 milhões.

Comentários

comentários

Posts relacionados

CAGED: Setembro registra sexto saldo positivo consecutivo

Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho, em setembro o saldo de vagas no mercado de trabalho (diferença entre novas contratações e demissões) foi positivo em 34,4 mil postos. Deste modo, a leitura atual contrasta quando comparado ao mesmo período do ano anterior, quando foram encerradas 39,3…

Movimento do Comércio sobe 1,5% em setembro

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, subiu 1,5% em setembro quando comparado a agosto na análise com ajuste sazonal, de acordo com os dados apurados pela Boa Vista SCPC. Na avaliação acumulada em 12 meses (outubro de 2016 até setembro de 2017 frente ao…

IBC-BR recua 0,38% em agosto e 1,0% no acumulado 12 meses

18 de outubro 2017 – Segundo o Banco Central, o indicador antecedente da atividade econômica (IBC-BR[1]) recuou 0,38% na comparação mensal contra o mês de julho (dados dessazonalizados). Considerando a variação acumulada em 12 meses, o ritmo de queda segue diminuindo: a leitura de agosto apresentou um recuo de 1,0% (após registrar queda de 1,4%…