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Varejo cai 5,0% no acumulado em 12 meses, diz Boa Vista SCPC

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O movimento do comércio varejista caiu 5,0% em abril, na avaliação dos valores acumulados em 12 meses (maio/15 até abril/16 contra os 12 meses antecedentes), de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Já na comparação mensal dos dados com ajuste sazonal, abril apresentou queda de 0,4% frente a março. Na comparação interanual, contra o mesmo mês do ano anterior, a queda observada foi de 5,2%.

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O resultado marca novo recorde negativo na série histórica dos valores acumulados em 12 meses, do indicador, iniciado em 2010. Desta forma, abril intensifica a tendência de queda mostrada pelo varejo desde julho de 2015, quando entrou em território negativo. Fatores como elevação de juros, piora do mercado de trabalho e inflação em patamar elevado podem ainda serem considerados como os principais condicionantes deste cenário.

Com as mesmas adversidades vivenciadas no ano passado, as vendas do varejo para o ano deverão permanecer negativas até o final do ano, marcando outro ano consecutivo de desempenho negativo do setor.

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 2,3% entre março e abril, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de -7,9%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” caiu 0,6% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Já na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve recuo de 5,7%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” subiu 1,1% no mês, na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses recuou 4,3%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” apresentou queda de 0,2% no mês – considerando dados dessazonalizados. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 4,4%.

Abaixo segue a tabela contemplando os valores citados acima.

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Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/movimento-comercio/

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Percentual de cheques devolvidos atingiu 2,59% em março, segundo Boa Vista SCPC

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O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos) como proporção do total de cheques movimentados[1] atingiu 2,59% em março de 2016, registrando o maior percentual da série histórica iniciada em 2006, de acordo com dados da Boa Vista SCPC.

O indicador apresentou alta na comparação com fevereiro, quando havia registrado 2,22%, e também superou o resultado do ano anterior, de 2,27%.

Os cheques devolvidos aumentaram 22,6% na comparação mensal, enquanto os cheques movimentados subiram apenas 4,9%, o que contribuiu para a alta do percentual no período.

O gráfico 1 mostra a evolução recente dos dados citados.

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No acumulado do trimestre, o percentual de cheques devolvidos sobre movimentados atingiu 2,39% ante 2,15% registrado no mesmo período do ano anterior. Nessa mesma base de comparação, o percentual deste mês é o maior da série histórica.

No acumulado do ano, os cheques devolvidos recuaram 3,5%, enquanto os cheques movimentados diminuíram 13,3%. Separando os cheques devolvidos de pessoas físicas e jurídicas, na mesma base de comparação, observamos que a devolução foi 5,3% menor para as pessoas físicas e 0,7% maior para as pessoas jurídicas.

A tabela 1 resume os dados.

Tabela 1 – Cheques
Período Devolvidos

(2ª devolução)

Compensados

(Trocados)

Movimentados Devolvidos/

Movimentados

Março 2016 1.354.990 50.932.420 52.287.410 2,59%
Fevereiro 2016 1.105.579 48.718.790 49.824.369 2,22%
Março 2015 1.415.154 60.879.810 62.294.964 2,27%
Acum. 2016 3.590.084 146.485.310 150.075.394 2,39%
Acum. 2015 3.720.737 169.357.500 173.078.237 2,15%
Acum. 2014 4.010.143 190.569.080 194.579.223 2,06%
Acum. 2013 4.316.844 206.035.910 210.352.754 2,05%
Acum. 2012 4.711.106 230.627.960 235.339.066 2,00%
Acum. 2011 4.827.058 255.190.730 260.017.788 1,86%
Acum. 2010 5.406.421 281.070.200 286.476.621 1,89%
Acum. 2009 7.363.009 311.494.150 318.857.159 2,31%

Fonte: Boa Vista SCPC

Metodologia

O Indicador de Cheques Devolvidos da Boa Vista SCPC é a proporção de cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) sobre o total de cheques movimentados, que é o total de cheques compensados somados aos devolvidos.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/cheques-devolvidos/

[1] Desde maio de 2012 a Boa Vista passou a utilizar como base para o cálculo da proporção de cheques devolvidos o total de cheques movimentados e não mais o total de cheques compensados. Consideramos o total de cheques movimentados a soma do total dos cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) com o total dos cheques compensados em um determinado período.

PMC: No acumulado em 12 meses, comércio registra alta de 5,0% em fevereiro

Movimento do Comércio cai 7,1% no primeiro trimestre, diz Boa Vista SCPC

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O movimento do comércio caiu 7,1% no primeiro trimestre de 2016, na comparação contra o mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados nacionais do varejo apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Na avaliação dos valores acumulados em 12 meses, a tendência de queda foi intensificada em 0,3 p.p., atingindo 4,5%. Na comparação de março contra o mesmo mês do ano anterior, a queda observada foi de 5,4%. Já na comparação dos dados com ajuste sazonal, março apresentou elevação de apenas 0,3% contra fevereiro de 2016.

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O resultado marca novo recorde negativo na série histórica do indicador, iniciado em 2010. Desta forma, março continua a tendência de queda mostrada pelo varejo desde julho de 2015, quando entrou em território negativo. Fatores como elevação de juros, piora do mercado de trabalho e inflação em patamar elevado podem ser considerados como os principais condicionantes deste cenário.

Para 2016, o cenário econômico continua desafiador. Com as mesmas adversidades vivenciadas no ano passado, as vendas do varejo para o ano possivelmente continuarão em patamar negativo.

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 0,6% entre fevereiro e março, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de -7,7%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” caiu 0,7% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Já na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve recuo de 5,6%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” subiu 1,1% no mês, na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses recuou 3,5%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” apresentou elevação de 0,2% no mês – considerando dados dessazonalizados. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 4,0%.

Abaixo segue a tabela contemplando os valores citados acima.

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Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/movimento-comercio/

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Demanda do consumidor por crédito cai 1,0% em março, diz Boa Vista SCPC

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A demanda do consumidor por crédito apontou queda de 1,0% na avaliação mensal (mar/16 contra fev/16), de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), na série dos dados com ajuste sazonal. Contudo, na variação acumulada em 12 meses, o indicador manteve tendência negativa, com queda de 5,6%. Já na avaliação interanual, contra o mesmo mês do ano anterior, a retração foi de 3,8%.

Considerando os segmentos que compõem o indicador, a avaliação mensal dessazonalizada mostrou que nas instituições financeiras houve aumento de 6,1%, enquanto para o segmento não-financeiro a variação foi negativa em 5,3%.

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A grande incerteza econômica gerou um cenário bastante adverso para o consumidor em 2015 e que permanece em 2016. A gradual deterioração dos indicadores econômicos contribuiu decisivamente para piora do índice e que agora, de forma tímida, tenta se recuperar.

Fatores como a alta das taxas de juros, inflação consistentemente elevada e piora do mercado de trabalho são apenas algumas das variáveis condicionantes desse resultado. Como consequência, o consumidor mantém-se bastante cauteloso. Assim, a demanda por crédito que já havia sido negativa em 2014, continua com essa tendência. Mesmo com uma leve inflexão a partir do segundo semestre de 2015, a retomada ainda não ocorre de forma significativa para que a procura por crédito retorne a níveis positivos.

Abaixo segue a tabela contendo o resumo dos dados apresentados no texto.

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Metodologia

O indicador de Demanda por Crédito – Pessoa Física é elaborado a partir da quantidade de consultas de CPF à base de dados da Boa Vista por empresas. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica deste indicador inicia em 2010 e está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/demanda-por-credito/

imprensa

Inadimplência do consumidor atinge 2,8% em 12 meses, diz Boa Vista SCPC

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A inadimplência do consumidor obteve alta de 2,8% no acumulado em 12 meses até março (acumulado entre abril de 2015 a março de 2016 contra os 12 meses antecedentes) de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Já no primeiro trimestre do ano, houve elevação de 5,8%, quando comparado ao mesmo período de 2015. Na avaliação contra o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 1,8%, enquanto na série com ajuste sazonal, a inadimplência recuou 8,4% na comparação com o mês anterior.

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Regionalmente, em termos interanuais (março de 2016 contra março de 2015) o Centro-Oeste apresentou a maior elevação, de 1,0%, seguido pelo Sudeste, onde o indicador subiu 0,5%. As demais regiões apresentaram quedas, sendo a mais acentuada na região Sul, de 9,0%, seguido pelo Nordeste e Norte, que apresentaram variações de -5,1% e -3,0% respectivamente.

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O aumento da desocupação no mercado de trabalho, a queda dos rendimentos e a elevação dos juros e inflação elevada têm contribuído decisivamente para diminuição do orçamento das famílias, levando ao atraso nos pagamentos. Após três anos de estabilidade, a inadimplência dos consumidores finalmente dá sinais nítidos de que sua taxa deverá elevar-se ao longo de 2016.

Metodologia

O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau. Em virtude da Lei Estadual de São Paulo n° 15.659/2015, a partir de setembro de 2015 passou-se a usar como referência para este estado o número de cartas de notificação enviadas aos consumidores em vez dos números de débitos ativos na base do SCPC.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/registro-de-inadimplencia/

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No 1º trimestre do ano, títulos protestados acumulam alta de 16,4%, segundo Boa Vista SCPC

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De acordo com os dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), o número total de títulos protestados no país registrou alta de 16,4% no primeiro trimestre do ano em reação ao mesmo período do ano anterior. Mantida a base de comparação, os protestos das empresas e dos consumidores continuaram em alta, registrando 9,3% e 27,4%, respectivamente.

Na comparação interanual, os títulos protestados subiram 11,3%. Os protestos aumentaram para os consumidores (39,1%) e recuaram para as empresas (-6,5%).

Na comparação mensal, o número de títulos protestados subiu 15,3%. Para as famílias os números cresceram 34,7% e para as empresas apenas 1,5%.

O valor médio dos títulos protestados para o mês de março de 2016 foi de R$ 3.735, sendo R$ 2.140 para as pessoas físicas e R$ 5.246 para as pessoas jurídicas. A tabela 1 mostra os dados citados.

 

Tabela 1 – Variação Títulos Protestados
  Jan-Mar 2016/2015 Mar 2016/

Mar 2015

Mar 2016/

Fev 2016

Ticket

Médio

Pessoa Física 27,4% 39,1% 34,7% 2.140
Pessoa Jurídica 9,3% -6,5% 1,5% 5.246
TOTAL 16,4% 11,3% 15,3% 3.735

Fonte: Boa Vista SCPC

 

Títulos protestados de empresas por regiões

Em março de 2016, os títulos protestados de empresas representaram mais da metade do total dos protestos no país (51,3%). A região Sudeste contribuiu com a maior parcela dos títulos protestados (52,6%), seguida das regiões Sul (21,5%), Nordeste (11,6%), Centro-Oeste (10,0%) e Norte (4,4%).

No acumulado do ano, todas as regiões registraram alta, com destaque para o Centro-Oeste que obteve o maior crescimento, de 30,0%. Na comparação interanual, apenas as regiões Centro-Oeste e Sudeste registraram valores superiores aos do ano passado, com 2,8% e 1,4%, respectivamente.

O maior valor médio dos títulos protestados em março de 2016 foi na região Centro-Oeste (R$ 14.893), ante uma média nacional para pessoa jurídica de R$ 5.246. A tabela 2 mostra as variações nos protestos de títulos para as pessoas jurídicas entre as regiões do país para os diferentes períodos.

 

Tabela 2 – Variações nos Protestos de Títulos PJ – Regiões
Região Variação no acumulado do ano Variação sobre o mesmo mês do ano anterior Variação sobre o mês anterior Valor médio (R$)
Norte 0,3% -20,1% -6,2% 6.606
Nordeste 1,8% -18,4% 2,7% 5.633
Sul 2,9% -16,4% -7,8% 2.911
Sudeste 11,6% 1,4% 6,2% 4.167
Centro-Oeste 30,0% 2,8% 1,7% 14.893
Brasil 9,3% -6,5% 1,5% 5.246
Período Jan-Mar 

2016/2015

Mar 2016/

Mar 2015

Mar 2016/

Fev 2016

Março 2016

Fonte: Boa Vista SCPC

Nota metodológica

O indicador de títulos protestados mostra a evolução da quantidade de registros de débitos decorrentes de protestos de títulos, informados por cartórios de protestos no referido mês.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/titulos-protestados/

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Pedidos de falência registram alta de 31,6% no 1º trimestre de 2016, segundo Boa Vista SCPC

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Os pedidos de falência registraram alta de 31,6% no 1º trimestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, segundo dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional. Em março, o número de pedidos de falências aumentou 13,5% na comparação mensal e 25,2% na comparação com março de 2015.

No 1º trimestre do ano, as falências decretadas subiram 6,6% em relação ao período equivalente do ano anterior. Na comparação interanual cresceram 17,2% e 28,9% ante o mês anterior.

Os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas, no acumulado do trimestre, também seguiram tendência de alta, registrando 165,7% e 172,3%, respectivamente.  A tabela 1 resume os dados.

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Os números acumulados no primeiro trimestre de 2016 surpreenderam. No primeiro trimestre de 2015, os pedidos de falência recuaram 5,8%, enquanto os de recuperação judicial caíram 15,2%.

A fraca atividade econômica e os elevados custos atingiram em cheio o caixa das empresas ao longo de 2015, e os pedidos de falência fecharam aquele ano com crescimento de 16,4%. Já as recuperações cresceram 51,0%. A tendência de alta não só continuou como se intensificou no primeiro trimestre do ano.

Sem previsão de mudança no cenário macroeconômico em 2016, os indicadores parecem conservar, de forma mais intensa, a tendência observada ao longo de 2015.

Distribuição das falências e recuperações judiciais por porte

A tabela 2 mostra como estão distribuídas as falências e recuperações judiciais por porte de empresa no 1º trimestre de 2016, a partir dos critérios de porte de empresa adotados pelo BNDES.

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As pequenas empresas, por exemplo, representam cerca de 88% dos pedidos de falências e 89% das falências decretadas. Tanto nos pedidos de recuperação judicial como nas recuperações judiciais deferidas, as pequenas empresas também correspondem ao maior percentual, 91% em ambas.

Distribuição das falências e recuperações judiciais por setor

Na divisão por setor da economia, o setor de serviços foi o que representou mais casos nos pedidos de falência (40%), seguido do setor industrial (34%) e do comércio (26%). Embora não seja o setor responsável pelo maior percentual de falências, o setor industrial foi o único que cresceu acima dos 31,6%: indústria (46,6%), serviços (26,1) e comércio (23,1%). Para os demais dados, segue o resumo apresentado na tabela 3 abaixo:

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Metodologia

O indicador de falências e recuperações judiciais é construído com base na apuração dos dados mensais registradas na base de dados da Boa Vista SCPC, oriundas dos fóruns, varas de falências e dos Diários Oficiais e da Justiça dos estados.

A série histórica deste indicador se inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/falencias-e-recuperacoes-judiciais/

A CIRCULAR Nº 11/2010 do BNDES de 05 de março de 2010 classifica as categorias de porte das empresas de acordo com a receita operacional bruta anualizada. Microempresa – menor ou igual a R$ 2,4 milhões; Pequena empresa – maior que R$ 2,4 milhões e menor ou igual a R$ 16 milhões; Média empresa – maior que R$ 16 milhões e menor ou igual a R$ 90 milhões; Média-grande empresa – maior que R$ 90 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões; Grande empresa – maior que R$ 300 milhões.

Customer care, care for employees, human resources, life insurance, employment agency and marketing segmentation concepts. Central composition.

Desemprego dispara como principal motivo da inadimplência

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O desemprego disparou como principal causa da inadimplência dos brasileiros, segundo a pesquisa nacional Perfil do Consumidor Inadimplente, realizada pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), referente ao 1º. trimestre de 2016. De acordo com o levantamento, 41% dos entrevistados não conseguiram pagar as contas em dia em consequência do desemprego.

A diminuição da renda foi o segundo motivo causador da inadimplência, com 18% de menções, o que representa um crescimento de sete pontos percentuais na comparação com o resultado do 1º trimestre do ano passado. O levantamento foi realizado pela Boa Vista SCPC, em todo o País, no período de 22 de fevereiro a 3 de março, com 1.019 consumidores inadimplentes respondentes.

Ainda segundo a pesquisa, o desemprego tem afetado a inadimplência principalmente para as famílias que ganham até três e entre três a dez salários mínimos, com 49% e 34% das menções, impossibilitando-as de efetuarem o pagamento de suas contas regularmente. No ano passado, esses percentuais eram de 41% e 30%, respectivamente.

Já o descontrole financeiro como causa do não pagamento da dívida, diminuiu nas três faixas de renda observadas: até três salários mínimos (de 25% para 13%), entre três a dez salários mínimos (de 31% para 19%) e acima de dez salários mínimos (de 27% para 16%). Para aqueles com renda familiar acima de dez salários mínimos, aumentam os casos de “esqueceram de pagar” com 24%, contra 19% do mesmo período do ano anterior.

O percentual de consumidores que declararam possuir apenas uma conta que causou a restrição passou de 40% para 49%, se comparado ao primeiro trimestre de 2015. A pesquisa da Boa Vista SCPC mostrou também que 17% possuem quatro contas ou mais em atraso, contra 23% registrados no mesmo trimestre do ano anterior. Uma fatia de 29% dos consumidores declarou que o valor devido nas contas em atraso não ultrapassa R$ 500. E ao aumentar o valor para até R$ 1 mil o percentual passa para 50% das menções. Para 16% as contas vencidas ultrapassam o valor de R$ 5 mil.

Meios de pagamento

Entre as famílias com renda de até três e entre três a dez salários mínimos, houve aumento da inadimplência em função do não pagamento de empréstimo pessoal – o salto foi de 6% para 10% em ambos os perfis.

Mais de 80% dos consumidores entrevistados no primeiro trimestre de 2016 registraram intenção de quitar o valor total das dívidas que causaram a restrição, com maior incidência entre aqueles com renda entre três a dez salários mínimos, passando de 75% para 88%. Os consumidores com renda familiar acima de dez salários mínimos passam a negociar mais o valor da dívida, antes de efetuarem o pagamento, com 18% das menções, contra 12% entre os que ganham entre três a dez salários e 15% entre aqueles com até três salários mínimos.

A percepção do consumidor quanto a estar mais endividado, ou seja, com mais contas para pagar, mas não necessariamente vencidas, aumentou quatro pontos percentuais no primeiro trimestre de 2016, comparado ao mesmo trimestre do ano anterior, passando de 26% para 30%. Outros 70% dos consumidores se dividem em mais ou menos e pouco endividados. Também nos três primeiros meses de 2016, 39% dos consumidores estão com até 25% da renda familiar comprometida com o pagamento de dívidas (era 32% no 1º trimestre de 2015). Outros 61% estão com mais de 25% da renda comprometida com o pagamento de dívidas, vencidas ou não, contra 68% registrados no primeiro trimestre do ano anterior.

Situação Financeira Atual e “Sonhos de Consumo”

A pesquisa da Boa Vista SCPC mostra também que a percepção de que é igual a relação “recebimentos versus gastos” caiu 11 pontos percentuais no primeiro trimestre de 2016, de 44% para 33% das menções, enquanto aumentou a fatia dos que consideram que a relação entre recebimentos e gastos piorou, passando de 26% para 38%.

O otimismo dos consumidores apresentou queda de quatro pontos percentuais em comparação ao mesmo trimestre de 2015, passando de 80% para 76% das menções de que a relação recebimentos e gastos para os próximos meses estaria melhor. Para 24% deles, no próximo ano de 2017, esta relação estará igual ou pior à atual.

Ainda de acordo com o levantamento, a situação econômica está deixando o consumidor retraído: 74% dos entrevistados não pretendem fazer novas compras nos próximos meses, tão logo consigam quitar as dívidas que causaram a restrição. Entre os que pretendem voltar às compras depois de saldados seus compromissos, a compra de um carro zero km continua a ser o “sonho de consumo”, com 43% dos respondentes, três pontos percentuais acima em relação ao ano anterior. A compra de imóveis surge em segundo lugar, mesmo diminuindo a intenção de 23% para 18% das menções.

A pesquisa na íntegra está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/wp-content/uploads/2016/04/perfil-consumidor-inadimplente-1otrim16.pdf

Metodologia

A Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente, da Boa Vista SCPC, tem por objetivo traçar o perfil do inadimplente observando as causas da inadimplência, as formas de pagamento utilizadas, a intenção de pagamento e o nível de endividamento. A metodologia utilizada é a quantitativa para a coleta das informações, que se dá por meio de entrevistas realizadas trimestralmente com consumidores que procuram o atendimento do Serviço Central de Proteção ao Crédito. Esta pesquisa foi realizada de 22 de fevereiro a 03 de março de 2016, com uma amostra de 1.019 consumidores inadimplentes respondentes.

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Vendas para a Páscoa recuaram 5,8% em 2016, segundo Boa Vista SCPC

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Dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) mostraram que em 2016 as vendas do comércio para a Páscoa recuaram 5,8% quando comparadas ao mesmo período do ano anterior. Em 2015, a queda foi menos intensa (-0,3%). O resultado deste ano é o segundo negativo da série histórica, que teve início em 2008, conforme gráfico 1.

 

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Diante do fraco desempenho econômico, do mercado de trabalho desaquecido e da perda de poder aquisitivo das famílias, uma retomada de confiança dos consumidores ainda parece distante para movimentar a economia e as vendas do varejo. Podemos observar que as vendas na Páscoa seguem a tendência do varejo, portanto, antecipa mais um ano difícil para o comércio.

Metodologia: O cálculo do volume de vendas para esta data foi baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Para esta data foram consideradas as consultas realizadas no período de 21 a 27 de março de 2016, comparadas às consultas realizadas entre 30 de março e 5 de abril de 2015.

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Páscoa não anima e consumidor deve gastar menos neste ano, constata Boa Vista SCPC

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Os consumidores estão pouco animados em relação à Páscoa: 79% pretendem gastar menos nas comemorações da data e 70% darão atenção prioritária ao preço e às promoções, e não para a qualidade dos produtos. Os dados são da Pesquisa Hábitos de Consumo realizada pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), em todo o Brasil, com a finalidade de verificar o comportamento do consumidor em relação às comemorações da data.

A retração dos consumidores para a Páscoa ficou clara também quando se comparam os números deste ano com o levantamento de 2015 da Boa Vista SCPC. A porcentagem dos que pretendem comprar ovos de Páscoa em 2016 é de 45%, ou 15 pontos percentuais abaixo do ano passado. A maior parte deles (55%) vai optar este ano por produtos como bombons, colombas e barras de chocolate. A pesquisa da Boa Vista SCPC revelou que o valor a ser gasto nas comemorações da Páscoa será de R$ 82 em 2016, em comparação a R$ 95 no ano passado.

Na divisão por regiões do País, a procura por preço menor e promoções será maior no Centro-Oeste, onde 77% farão essa opção (contra 52% em 2015). No Sul a fatia é de 72% (55% no ano passado), no Sudeste, 72% (55%) e no Norte, 67% (45%) e no Nordeste 57% (62%). A prioridade para preço e promoções será maior na classe C (74%), vindo a seguir as classes D/E (70%) e as A/B (62%).

Além disso, segundo a pesquisa da Boa Vista SCPC, 53% dizem que a Páscoa gera despesas extras de supermercado pela compra de produtos como bacalhau, peixe, colomba, bebidas, entre outros. Para 60%, a data é sinônimo de celebração, enquanto 20% relacionam a Páscoa com feriado e outros 20% a associam ao consumo de chocolate.

A maioria (83%) pretende pagar à vista as compras referentes à data, dos quais 53% usarão dinheiro como meio de pagamento; depois vem o cartão de débito, com 38%, e cartão de crédito, com 8%. Entre os 17% que pagarão a prazo, 86% planejam usar o cartão de crédito.

Confira a Pesquisa Hábitos de Consumo – Páscoa 2016 na íntegra no endereço: http://www.boavistaservicos.com.br/wp-content/uploads/2016/03/resultados-pesquisa-pascoa-2016.pdf

Nota metodológica

Os dados da pesquisa “Hábitos de Consumo – Páscoa 2016” foram obtidos por meio de um levantamento eletrônico realizado pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), de 02 a 23 de fevereiro de 2016, com 504 consumidores usuários do site Consumidor Positivo www.consumidorpositivo.com.br. Para leitura geral dos resultados, deve-se considerar 95% de grau de confiança e margem de erro de 4%, para mais ou para menos.