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Varejo cai 5,0% no acumulado em 12 meses, diz Boa Vista SCPC

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O movimento do comércio varejista caiu 5,0% em abril, na avaliação dos valores acumulados em 12 meses (maio/15 até abril/16 contra os 12 meses antecedentes), de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Já na comparação mensal dos dados com ajuste sazonal, abril apresentou queda de 0,4% frente a março. Na comparação interanual, contra o mesmo mês do ano anterior, a queda observada foi de 5,2%.

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O resultado marca novo recorde negativo na série histórica dos valores acumulados em 12 meses, do indicador, iniciado em 2010. Desta forma, abril intensifica a tendência de queda mostrada pelo varejo desde julho de 2015, quando entrou em território negativo. Fatores como elevação de juros, piora do mercado de trabalho e inflação em patamar elevado podem ainda serem considerados como os principais condicionantes deste cenário.

Com as mesmas adversidades vivenciadas no ano passado, as vendas do varejo para o ano deverão permanecer negativas até o final do ano, marcando outro ano consecutivo de desempenho negativo do setor.

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 2,3% entre março e abril, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de -7,9%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” caiu 0,6% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Já na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve recuo de 5,7%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” subiu 1,1% no mês, na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses recuou 4,3%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” apresentou queda de 0,2% no mês – considerando dados dessazonalizados. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 4,4%.

Abaixo segue a tabela contemplando os valores citados acima.

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Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/movimento-comercio/

Movimento do Comércio cai 0,6% em fevereiro, afirma Boa Vista Serviços

No primeiro trimestre de 2016, varejo acumula queda de 7,0%

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De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio divulgada pelo IBGE, o volume de vendas no Varejo Restrito recuou 7,0% no acumulado do ano, o pior trimestre desde o início da série histórica iniciada em 2001. O acumulado em 12 meses também segue a tendência, registrando -5,8%. Já na análise mensal dos dados dessazonalizados, a queda foi de 0,9%, sendo o pior resultado para março desde 2003.

A queda foi puxada por seis dos oito setores analisados – apenas Artigos farmacêuticos e Materiais para escritório, informática e comunicação registraram elevação na comparação mensal com ajuste sazonal, de 0,7% e 6,1% respectivamente. No restante dos setores a configuração foi de: Móveis e Eletrodomésticos (-1,1%), Combustíveis e lubrificantes (-1,2%), Hipermercados e supermercados (-1,7%), Tecidos, vestuário e calçados        (-3,6%), Livros, jornais revistas e papelaria (-1,1%%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,5%).

Mantida a base de comparação, para as categorias Material de Construção e Veículos e Motos, partes e peças, as quedas foram de 0,5% e 0,3% respectivamente. Ambas agregam o resultado do Varejo Ampliado, que recuou 1,1% no mesmo tipo de análise.

A queda observada em março colabora para intensificar a tendência de queda do segmento varejista, deixando uma possível melhora de resultados postergada somente para 2017. Por ora a projeção para 2016 do segmento varejista é de retração de 4,0%.

Segue abaixo o gráfico com a evolução das séries dessazonalizadas da PMC Restrita e do indicador de Movimento do Comércio.

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Vendas para o Dia das Mães crescem 2,7% em 2014, revela Boa Vista SCPC

Vendas para o dia das mães recuaram 4,6% em 2016, segundo Boa Vista SCPC

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Dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, mostram que em 2016 as vendas do comércio para o dia das mães recuaram 4,6% em relação a 2015.

Segunda data comemorativa mais importante do ano, o dia das mães não trouxe boas notícias aos varejistas, uma vez que apresentou um recuo das vendas ainda maior do que a queda de 1,2% registrada no ano passado.

Com base na queda de 4,6% das vendas reais calculado pela Boa Vista SCPC, a FecomercioSP estimou que o faturamento total no varejo deve ter sido 12% menor do que em 2015 (descontada a inflação), ou de cerca de R$ 5,1 bilhões a menos do que no mesmo período do ano passado.

Segundo a Boa Vista e a FecomercioSP, o movimento do dia das mães segue a tendência de queda das vendas do varejo e aponta para mais um ano negativo para o comércio decorrente da inflação ainda elevada, dos juros altos, do forte aumento do desemprego e da disposição cada vez menor das famílias de contrair novas dívidas diante de um cenário ainda incerto.

Metodologia

O cálculo do volume de vendas para esta data foi baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Para esta data foram consideradas as consultas realizadas no período de 2 a 8 de maio de 2016, comparadas às consultas realizadas entre 4 e 10 de maio de 2015.

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Menos consumidores farão compras no Dia das Mães

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O consumidor brasileiro está mais tímido este ano em relação ao Dia das Mães. Pesquisa realizada pela Boa Vista SCPC mostrou que 61% dos entrevistados vão comprar presentes para comemorar a data, em comparação aos 75% que manifestaram essa intenção no ano passado. A pesquisa teve abrangência nacional e aconteceu de 7 a 25 de abril.

O levantamento constatou também que 52% irão gastar menos este ano na compra do presente para as mães, um salto de 14 pontos percentuais em relação aos 38% que reduziram a quantia despendida na comemoração da data no ano passado.

Em relação ao valor dos presentes, 75% pretendem gastar até R$ 200 no Dia das Mães, em comparação a 61% no ano passado. De acordo com o estudo da Boa Vista SCPC, o valor médio será até R$ 197, o que representa 28% menos que o gasto em 2015. A maior fatia dos pesquisados (68%) planeja comprar o presente à vista (47% com dinheiro e 31% no cartão de débito).

Além disso, a pesquisa da Boa Vista SCPC revelou que 39% dos consumidores não comprarão presentes neste Dia das Mães. Desse universo, a maioria (55%) afirma que não poderá comprar nenhuma lembrança por não ter condições financeiras ou então por estar endividada. No ano passado, 48% alegaram esses motivos para passar a data “em branco”.

Os consumidores pretendem dar presentes a outras pessoas, além das mães, nessa data. Segundo o levantamento, 44% vão presentear as mães, mas 12% pretendem dar lembranças a outras pessoas como irmãs, tias e amigas. Outros 12% planejam comprar presente para a sogra, 8% para a avó e 5% para a esposa.

Os itens de uso pessoal são os preferidos para presentear na data, com 52% das menções (em comparação a 43% no ano passado). Especificamente, os que optarão por esses produtos escolherão itens de perfumaria (25%), vestuário, calçados e bolsas (23%) e joias e relógios (4%).

Segundo a pesquisa da Boa Vista SCPC, 31% disseram que a decisão de compra do presente será baseada no desejo das mães. Em segundo lugar, o motivo da escolha será a necessidade e utilidade do presente, com 28%.

O local preferido dos consumidores para comprar as lembranças do Dia das Mães serão as lojas físicas, que têm 92% das preferências. Entre esses respondentes, 43% farão as compras em shopping centers e 39% em lojas de rua.

Nota metodológica

Os dados da sondagem de opinião do consumidor para o Dia das Mães de 2016 foram obtidos por meio de consulta eletrônica realizada pela Boa Vista SCPC, de 07 a 25 de abril de 2016, com 483 consumidores usuários do site Consumidor Positivo www.consumidorpositivo.com.br. Para leitura geral dos resultados, deve-se considerar 95% de grau de confiança.

A pesquisa na íntegra, com os gráficos comparativos por ano, região do país e classe social está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/wp-content/uploads/2016/04/pesquisa-habitos-dia-das-maes-16.pdf.

Pedidos de falência recuam 29,9% em novembro, acumulando queda de 3,2% no ano, aponta Boa Vista Serviços

Confiança do Comércio recua em abril, mas expectativa futura melhora

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Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) recuou 0,5 ponto em abril, atingindo 66,6 pontos, o terceiro menor valor da série, iniciada em março de 2010, uma queda de 0,7% em relação a março.

O índice da Situação Atual (ISA) caiu 4,0%, enquanto o de Expectativas (IE) aumentou 2,0%. Na comparação interanual dos dados sem ajuste sazonal, o índice geral apresentou retração de 4,7%, sendo que o ISA caiu 10,5% e o IE aumentou 2,4%.

O resultado de abril foi determinado pela piora da avaliação da situação atual, o setor vê um cenário ruim, com demanda desfavorável, escassez do crédito e confiança do consumidor no mínimo histórico. Para os próximos meses o pessimismo vem diminuindo, já que o Indicador de Expectativas registrou alta em abril, o principal componente responsável para esse resultado positivo foi a evolução no grau de otimismo quanto a situação dos negócios em um horizonte de 6 meses.

O gráfico abaixo compreende a evolução do ICOM ao longo dos últimos anos, com dados ajustados sazonalmente:Sem título

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Percentual de cheques devolvidos atingiu 2,59% em março, segundo Boa Vista SCPC

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O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos) como proporção do total de cheques movimentados[1] atingiu 2,59% em março de 2016, registrando o maior percentual da série histórica iniciada em 2006, de acordo com dados da Boa Vista SCPC.

O indicador apresentou alta na comparação com fevereiro, quando havia registrado 2,22%, e também superou o resultado do ano anterior, de 2,27%.

Os cheques devolvidos aumentaram 22,6% na comparação mensal, enquanto os cheques movimentados subiram apenas 4,9%, o que contribuiu para a alta do percentual no período.

O gráfico 1 mostra a evolução recente dos dados citados.

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No acumulado do trimestre, o percentual de cheques devolvidos sobre movimentados atingiu 2,39% ante 2,15% registrado no mesmo período do ano anterior. Nessa mesma base de comparação, o percentual deste mês é o maior da série histórica.

No acumulado do ano, os cheques devolvidos recuaram 3,5%, enquanto os cheques movimentados diminuíram 13,3%. Separando os cheques devolvidos de pessoas físicas e jurídicas, na mesma base de comparação, observamos que a devolução foi 5,3% menor para as pessoas físicas e 0,7% maior para as pessoas jurídicas.

A tabela 1 resume os dados.

Tabela 1 – Cheques
Período Devolvidos

(2ª devolução)

Compensados

(Trocados)

Movimentados Devolvidos/

Movimentados

Março 2016 1.354.990 50.932.420 52.287.410 2,59%
Fevereiro 2016 1.105.579 48.718.790 49.824.369 2,22%
Março 2015 1.415.154 60.879.810 62.294.964 2,27%
Acum. 2016 3.590.084 146.485.310 150.075.394 2,39%
Acum. 2015 3.720.737 169.357.500 173.078.237 2,15%
Acum. 2014 4.010.143 190.569.080 194.579.223 2,06%
Acum. 2013 4.316.844 206.035.910 210.352.754 2,05%
Acum. 2012 4.711.106 230.627.960 235.339.066 2,00%
Acum. 2011 4.827.058 255.190.730 260.017.788 1,86%
Acum. 2010 5.406.421 281.070.200 286.476.621 1,89%
Acum. 2009 7.363.009 311.494.150 318.857.159 2,31%

Fonte: Boa Vista SCPC

Metodologia

O Indicador de Cheques Devolvidos da Boa Vista SCPC é a proporção de cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) sobre o total de cheques movimentados, que é o total de cheques compensados somados aos devolvidos.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/cheques-devolvidos/

[1] Desde maio de 2012 a Boa Vista passou a utilizar como base para o cálculo da proporção de cheques devolvidos o total de cheques movimentados e não mais o total de cheques compensados. Consideramos o total de cheques movimentados a soma do total dos cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) com o total dos cheques compensados em um determinado período.

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Confiança dá trégua, mas comércio ainda não reage

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Por Bruna Martins

Nos últimos meses, os indicadores de confiança vêm oferecendo uma certa trégua. Apesar de altos e baixos, o Indicador de Confiança do Consumidor da FGV manteve-se relativamente estável a partir de outubro de 2015, enquanto o comércio seguiu ladeira abaixo.

O descontentamento com a atual situação econômica e com as incertezas que pairam no campo político refletem diretamente nos indicadores de confiança e, consequentemente, modificam o comportamento dos consumidores. Com o orçamento mais apertado, devido ao aumento do desemprego, dos juros e da inflação, e sem perspectiva de melhora no curto prazo, os consumidores tiveram que readequar suas despesas à atual realidade. O comércio que o diga.

O Indicador de Movimento do Comércio, divulgado ontem pela Boa Vista SCPC, apontou recuo de 7,1% no 1º trimestre de 2016 em comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado em 12 meses, a tendência de queda foi intensificada em 0,3 p.p., atingindo -4,5%.

Responsável por puxar o crescimento econômico até 2014, o comércio demorou mais que os outros setores para perceber a situação que a economia se encontrava e, por isso, a adaptação do setor tem sido demorada. Apesar da trégua, a confiança continua bem distante da média histórica, e uma retomada de esperança a ponto de impactar as vendas do varejo só é plausível em um cenário com menos incertezas políticas e econômicas. Dado o cenário de transição, está na hora do comércio começar a reagir.

PMC: No acumulado em 12 meses, comércio registra alta de 5,0% em fevereiro

Movimento do Comércio cai 7,1% no primeiro trimestre, diz Boa Vista SCPC

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O movimento do comércio caiu 7,1% no primeiro trimestre de 2016, na comparação contra o mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados nacionais do varejo apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Na avaliação dos valores acumulados em 12 meses, a tendência de queda foi intensificada em 0,3 p.p., atingindo 4,5%. Na comparação de março contra o mesmo mês do ano anterior, a queda observada foi de 5,4%. Já na comparação dos dados com ajuste sazonal, março apresentou elevação de apenas 0,3% contra fevereiro de 2016.

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O resultado marca novo recorde negativo na série histórica do indicador, iniciado em 2010. Desta forma, março continua a tendência de queda mostrada pelo varejo desde julho de 2015, quando entrou em território negativo. Fatores como elevação de juros, piora do mercado de trabalho e inflação em patamar elevado podem ser considerados como os principais condicionantes deste cenário.

Para 2016, o cenário econômico continua desafiador. Com as mesmas adversidades vivenciadas no ano passado, as vendas do varejo para o ano possivelmente continuarão em patamar negativo.

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 0,6% entre fevereiro e março, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de -7,7%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” caiu 0,7% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Já na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve recuo de 5,6%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” subiu 1,1% no mês, na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses recuou 3,5%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” apresentou elevação de 0,2% no mês – considerando dados dessazonalizados. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 4,0%.

Abaixo segue a tabela contemplando os valores citados acima.

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Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/movimento-comercio/

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Demanda do consumidor por crédito cai 1,0% em março, diz Boa Vista SCPC

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A demanda do consumidor por crédito apontou queda de 1,0% na avaliação mensal (mar/16 contra fev/16), de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), na série dos dados com ajuste sazonal. Contudo, na variação acumulada em 12 meses, o indicador manteve tendência negativa, com queda de 5,6%. Já na avaliação interanual, contra o mesmo mês do ano anterior, a retração foi de 3,8%.

Considerando os segmentos que compõem o indicador, a avaliação mensal dessazonalizada mostrou que nas instituições financeiras houve aumento de 6,1%, enquanto para o segmento não-financeiro a variação foi negativa em 5,3%.

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A grande incerteza econômica gerou um cenário bastante adverso para o consumidor em 2015 e que permanece em 2016. A gradual deterioração dos indicadores econômicos contribuiu decisivamente para piora do índice e que agora, de forma tímida, tenta se recuperar.

Fatores como a alta das taxas de juros, inflação consistentemente elevada e piora do mercado de trabalho são apenas algumas das variáveis condicionantes desse resultado. Como consequência, o consumidor mantém-se bastante cauteloso. Assim, a demanda por crédito que já havia sido negativa em 2014, continua com essa tendência. Mesmo com uma leve inflexão a partir do segundo semestre de 2015, a retomada ainda não ocorre de forma significativa para que a procura por crédito retorne a níveis positivos.

Abaixo segue a tabela contendo o resumo dos dados apresentados no texto.

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Metodologia

O indicador de Demanda por Crédito – Pessoa Física é elaborado a partir da quantidade de consultas de CPF à base de dados da Boa Vista por empresas. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica deste indicador inicia em 2010 e está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/demanda-por-credito/

Movimento do comércio apresenta alta de 1,9% em 2013, revela Boa Vista Serviços

Varejo apresenta alta de 1,2%, a maior desde julho de 2013

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De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio divulgada pelo IBGE, o volume de vendas no Varejo Restrito subiu 1,2% em fevereiro, na análise mensal dos dados dessazonalizados, sendo a maior alta desde julho de 2013. No entanto, no acumulado em 12 meses o indicador continua a apresentar queda em sua tendência (-5,3%).

A elevação foi puxada por metade dos setores: Artigos farmacêuticos (0,3%), Móveis e Eletrodomésticos (5,0%), Combustíveis e lubrificantes (0,6%), Hipermercados e supermercados (0,8%). Para os outros setores a configuração foi de: Tecidos, vestuário e calçados apresentou (-2,8%), Materiais para escritório, informática e comunicação (-1,3%), Livros, jornais revistas e papelaria (-2,4%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,1%).

Para as categorias: Material de Construção e Veículos e Motos, partes e peças, as elevações foram de 3,8% e 3,3% respectivamente. Ambas agregam o resultado do Varejo Ampliado, que aumentou 1,8% na análise mensal.

O cenário para 2016 permanece pessimista e uma possível melhora é esperada apenas para 2017. Portanto, por ora a projeção do segmento varejista é de retração de 3,5%.

Segue abaixo o gráfico com a evolução das séries dessazonalizadas da PMC Restrita e do indicador de Movimento do Comércio.

 

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