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Inadimplência sobe 5,6% em abril, diz Boa Vista SCPC

Inadimplência das empresas sobe 6,8% no primeiro semestre de 2016, diz a Boa Vista SCPC

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A inadimplência das empresas em todo o país aumentou 6,8% no primeiro semestre do ano na comparação contra o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). O indicador é um somatório dos principais mecanismos de apontamento de inadimplência empresarial, isto é, cheques devolvidos, títulos protestados e registros realizados na base da Boa Vista SCPC.

A inadimplência registrada em 4 trimestres, isto é, quantidade de restrições acumuladas desde o 3º trimestre de 2015 até o 2º trimestre deste ano frente aos 4 trimestres antecedentes, encontra-se em 7,8%. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior houve aumento de 3,4%. Por fim, na avaliação contra o trimestre imediatamente anterior, o indicador apresentou queda de 4,1%, descontados efeitos sazonais.

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Apesar da diminuição marginal da inadimplência no trimestre, a inadimplência das empresas ainda segue em patamares elevados na avaliação dos últimos 4 trimestres, próximos de 8%, valor consideravelmente elevado quando comparados aos últimos 3 anos. Mesmo com a melhoria da situação futura da economia, ainda prevalece um quadro de forte incerteza econômica com atividade econômica em queda, forte restrição ao crédito orientado para o caixa das empresas, inflação elevada, entre outros fatores. Para os próximos meses, a expectativa para inadimplência continua elevada, devendo ceder somente a partir de 2017.

cheques

Percentual de cheques devolvidos atinge pior resultado no acumulado do 1º semestre desde 2006

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O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos) como proporção do total de cheques movimentados[1] atingiu 2,36% no acumulado do 1º semestre do ano, registrando o pior resultado da série histórica, iniciada em 2006, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC.

No 1º semestre de 2016, os cheques devolvidos recuaram 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Tanto os cheques devolvidos de consumidores quanto os de empresas diminuíram no período, 6,8% e 1,7%, respectivamente. Na mesma base de comparação, os cheques movimentados contraíram 13,8%.

O gráfico 1 mostra os percentuais acumulados no 1º semestre de cada ano.

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O percentual de cheques devolvidos sobre movimentados recuou em junho de 2016, ficando em 2,31% ante o resultado de 2,33% de maio de 2016. Em contrapartida, o indicador foi maior na comparação com junho do ano anterior, quando havia registrado 1,98%.

Os cheques devolvidos recuaram 5,5% na comparação mensal, enquanto os cheques movimentados diminuíram 4,3%, o que contribuiu para a queda do percentual no período.

O gráfico 2 mostra a evolução recente dos dados citados.

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A tabela 1 resume os dados.

Tabela 1 – Cheques
Período Devolvidos

(2ª devolução)

Compensados

(Trocados)

Movimentados Devolvidos/

Movimentados

Junho 2016 1.143.310 48.445.970 49.589.280 2,31%
Maio 2016 1.209.792 50.622.590 51.832.382 2,33%
Junho 2015 1.228.734 60.748.790 61.977.524 1,98%
Acum. 2016 7.064.878 292.598.790 299.663.668 2,36%
Acum. 2015 7.458.561 340.326.440 347.785.001 2,14%
Acum. 2014 7.873.574 378.442.250 386.315.824 2,04%
Acum. 2013 8.675.626 416.324.881 425.000.507 2,04%
Acum. 2012 9.496.368 458.170.920 467.667.288 2,03%
Acum. 2011 9.852.479 508.827.840 518.680.319 1,90%
Acum. 2010 10.514.488 560.569.890 571.084.378 1,84%
Acum. 2009 14.273.069 618.691.440 632.964.509 2,25%

Fonte: Boa Vista SCPC

Nota metodológica

O Indicador de Cheques Devolvidos da Boa Vista SCPC é a proporção de cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) sobre o total de cheques movimentados, que é o total de cheques compensados somados aos devolvidos.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/cheques-devolvidos/

 

[1] Desde maio de 2012 a Boa Vista passou a utilizar como base para o cálculo da proporção de cheques devolvidos o total de cheques movimentados e não mais o total de cheques compensados. Consideramos o total de cheques movimentados a soma do total dos cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) com o total dos cheques compensados em um determinado período.

Recuperação de crédito cresce 3,5% em 2013, aponta Boa Vista Serviços

Boa Vista SCPC: recuperação de crédito sobe 3,8% no ano

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O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista SCPC – apontou alta de 3,8% no primeiro semestre. Apesar da elevação no ano, o indicador ainda aponta queda de 0,2% na variação acumulada em 12 meses (período que abrange julho de 2015 até junho de 2016 contra os 12 meses antecedentes). Já na avaliação mensal contra junho de 2015 houve queda de 8,6%, enquanto na análise da série de dados ajustada sazonalmente houve queda de 5,1% frente a maio.

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Em termos regionais, na comparação do primeiro semestre contra o mesmo período do ano anterior observou-se alta em todas as regiões. Desta forma, ficou a seguinte configuração: Norte (6,6%), Centro-Oeste (5,4%), Nordeste (5,0%), Sul (0,2%) e Sudeste (3,7%).

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Após grande avanço no indicador de recuperação de crédito registrado no último mês, a aferição atual mostrou novos resultados negativos. Desta forma, o quadro de inadimplência na economia torna a se deteriorar, uma vez que o aumento dos registros de consumidores inadimplentes realizados nos últimos meses ainda ocorre em maior intensidade do que a do pagamento das contas.

Metodologia

O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista SCPC pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/recuperacao-de-credito/

Tendência de inadimplência é manter ritmo de queda

Inadimplência do consumidor cresce 2,8% no 1º semestre, segundo Boa Vista SCPC

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A inadimplência do consumidor obteve alta de 2,8% no primeiro semestre de 2016 de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Nos valores acumulados em 12 meses até junho (entre julho de 2015 e junho de 2016 contra os 12 meses antecedentes) a elevação foi de 3,2%. Na avaliação contra o mesmo mês do ano anterior, junho apresentou queda de 8,1%, enquanto na série com ajuste sazonal houve alta de 2,6% na comparação com o mês anterior.

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Regionalmente, na análise acumulada em 12 meses, a maior elevação ocorreu na região Centro-Oeste, com 4,6%, seguida das regiões Sudeste (3,3%) e Norte (2,9%). As regiões Sul e Nordeste também obtiveram altas, de 3,1% e 2,2% respectivamente.

A deterioração crescente do mercado de trabalho tem contribuído decisivamente para piora do orçamento das famílias e tem levado consequentemente a uma elevação dos atrasos nos pagamentos de dívidas e contas em geral. Por fim, após três anos de estabilidade, a inadimplência dos consumidores esboça sinais de crescimento e deverá se elevar ao longo de 2016.

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Metodologia

O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista SCPC pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau. Em virtude da Lei Estadual de São Paulo n° 15.659/2015, a partir de setembro de 2015 passou-se a usar como referência para este estado o número de cartas de notificação enviadas aos consumidores em vez dos números de débitos ativos na base do SCPC.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/registro-de-inadimplencia/

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PNAD: Desemprego atinge 11,2% em maio

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De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), o desemprego tornou a subir no país e atingiu 11,2% no trimestre móvel encerrado em maio. Este valor é 1,0 p.p. maior que o registrado no trimestre móvel encerrado em fevereiro, é o mesmo valor do trimestre móvel encerrado em abril e 3,1 p.p. maior do que a taxa de desemprego registrada no mesmo período do ano passado (comparação interanual).

A taxa de ocupação no Brasil (TO) – que mede a porcentagem da população com idade de trabalhar que está efetivamente ocupada – manteve-se praticamente estável, com avanço de 0,1 p.p., alcançando o nível de 54,7%. Já a população economicamente ativa (PEA), cresceu 2,0% na comparação interanual, nível de crescimento maior que o registrado nos outros trimestres móveis do ano.Sem título

O rendimento habitual real, por sua vez, continua com tendência negativa, com queda de 1,8% na variação acumulada em 12 meses.

Apesar da tendência de queda o rendimento real habitual se manteve relativamente estável quando comparado aos três meses anteriores.

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O recuo na atividade econômica tem levado as empresas a reduzirem seus custos, diminuindo o número de postos de trabalho e consequentemente aumentando a demanda por vagas. Ou seja, há um duplo movimento de intensificação da taxa de desemprego, uma vez que há maior número de desempregados e concomitantemente uma elevação da demanda por postos de trabalho, gerando a taxa elevada de 11,2%.

Contudo, já é possível observar estagnação da TO e certa reversão do crescimento da população desocupada, movimentos que contribuem para a estabilidade da taxa de desemprego neste atual patamar. Nos rendimentos ainda ocorre intensificação da tendência de queda, porém tal movimento deverá ser amenizado até o final do ano, devido ao movimento desinflacionário da economia, sinalizando uma pequena melhoria das condições do mercado de trabalho no curto prazo.

Desta forma, com a manutenção dessas tendências, espera-se para o final do ano uma taxa de desemprego em torno de 11% e uma queda de 1% dos rendimentos reais.

 

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Movimento do comércio cai 5,1% em maio no acumulado em 12 meses e atinge novo recorde negativo

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De acordo com os dados do varejo apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), o movimento do comércio caiu 5,1% em maio na avaliação dos valores acumulados em 12 meses (desde junho de 2015 até maio contra os 12 meses antecedentes). Já na comparação dos dados com ajuste sazonal, maio apresentou avanço de 0,1% frente a abril. Na comparação mensal contra o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 4,2%.

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O resultado no acumulado em 12 meses marca novo recorde negativo na série histórica do indicador, iniciado em 2010. Desde junho de 2015 o movimento do comércio entrou em território negativo, o resultado de maio, apesar do pequeno avanço na comparação mensal, segue a tendência de queda do setor, que deve permanecer negativo até o fim do ano. Fatores como elevação de juros, piora do mercado de trabalho e inflação em patamar elevado ainda são considerados como os principais condicionantes deste cenário.

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 2,5% entre abril e maio, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de -7,7%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” caiu 0,2% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Já na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve recuo de 6,3%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” subiu 1,2% no mês, na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses recuou 4,2%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” subiu 0,3% no mês – considerando dados dessazonalizados. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 4,4%.

Abaixo, a tabela contemplando os valores citados.

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Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/movimento-comercio/

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Demanda por crédito cai 6,8% em maio, revela Boa Vista SCPC

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A demanda do consumidor por crédito teve queda de 6,8% em maio/2016, na comparação com o mês anterior, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). O indicador caiu 8,9% na avaliação interanual, 6,3% no acumulado do ano (até maio/16), e 4,3% na variação acumulada em 12 meses. 

Considerando os segmentos que compõem o indicador, a avaliação mensal dessazonalizada mostrou que nas instituições financeiras houve queda de 3,8%, enquanto para o segmento não-financeiro caiu 8,8%.

A grande incerteza econômica gerou um cenário bastante adverso para o consumidor em 2015 e que permanece em 2016. A gradual deterioração da economia contribuiu decisivamente para piora do índice e que agora, de forma tímida, tenta se recuperar. Fatores como a alta das taxas de juros e inflação consistentemente elevada, aumento do desemprego são apenas algumas das variáveis condicionantes deste resultado, que gera como consequência um consumidor bastante cauteloso. Assim, a expectativa é que a demanda por crédito continue em território negativo, tornando a obter crescimento somente a partir de 2017.

A seguir, a tabela contendo o resumo dos dados apresentados.

Metodologia

O indicador de Demanda por Crédito – Pessoa Física é elaborado a partir da quantidade de consultas de CPF à base de dados da Boa Vista por empresas. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica deste indicador inicia em 2010 e está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/demanda-por-credito/

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Percentual de cheques devolvidos fica estável em maio, segundo Boa Vista SCPC

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O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos) como proporção do total de cheques movimentados permaneceu em 2,33% em maio de 2016. Com este resultado, o indicador não sofreu alteração em relação ao mês passado, mas superou o percentual atingido em maio de 2015, de 2,24%.

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Os cheques devolvidos aumentaram 7,9% na comparação mensal, enquanto os cheques movimentados cresceram 7,6%, o que levou à estabilidade do percentual no período.

O gráfico 1 mostra a evolução recente dos dados citados.

No acumulado do ano, o percentual de cheques devolvidos sobre movimentados atingiu 2,37% ante 2,18% registrado no mesmo período do ano anterior. Nessa mesma base de comparação, o percentual deste mês é o maior da série histórica.

No acumulado do ano, os cheques devolvidos recuaram 4,9%, enquanto os cheques movimentados diminuíram 12,5%. Separando os cheques devolvidos de pessoas físicas e jurídicas, na mesma base de comparação, observamos que a devolução foi 6,5% menor para as pessoas físicas e 1,3% inferior para as pessoas jurídicas.

A tabela 1 resume os dados.

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Metodologia

O Indicador de Cheques Devolvidos da Boa Vista SCPC é a proporção de cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) sobre o total de cheques movimentados, que é o total de cheques compensados somados aos devolvidos.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/cheques-devolvidos/

Desde maio de 2012 a Boa Vista passou a utilizar como base para o cálculo da proporção de cheques devolvidos o total de cheques movimentados e não mais o total de cheques compensados. Consideramos o total de cheques movimentados a soma do total dos cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) com o total dos cheques compensados em um determinado período.

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Vendas no Dia dos Namorados recuam 5,8% em 2016, segundo Boa Vista SCPC

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Dados da Boa Vista SCPC mostram que em 2016 as vendas do comércio para o Dia dos Namorados recuaram 5,8% comparadas a 2015, registrando a segunda queda desta data comemorativa desde 2009. Em 2015, as vendas diminuíram 0,5% em relação ao mesmo período de 2014.

Com base na projeção de uma nova queda real no faturamento do comércio varejista, na proporção de vendas do período do dia dos namorados em relação ao total do mês e no resultado de queda de 5,8% no número de consultas da base de dados da Boa Vista SCPC, a FecomercioSP estimou que o faturamento total no varejo deve ter sido 11% menor do que em 2015 (descontada a inflação), ou de cerca de R$ 5 bilhões a menos do que no mesmo período do ano passado.

O movimento do Dia dos Namorados segue a tendência de queda das vendas do varejo e das demais datas comemorativas. Com esse resultado, aponta para mais um ano negativo para o comércio decorrente da inflação ainda elevada, dos juros altos, do forte aumento do desemprego, que afetam a disposição das famílias em consumir.

Metodologia

O cálculo do volume de vendas para o Dia dos Namorados de 2016 é baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Para este Dia dos Namorados foram consideradas as consultas realizadas no período de 1º a 12 de junho de 2016, comparadas às consultas realizadas entre 1º e 12 de junho de 2015.

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Recuperação de crédito do consumidor sobe 5,4% no ano, diz Boa Vista SCPC

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A recuperação de crédito do consumidor – obtida a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes – cresceu 5,4% no acumulado do ano (até maio de 2016), em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Também houve elevação de 0,7% na variação acumulada em 12 meses (período que abrange junho de 2015 até maio de 2016 contra os 12 meses antecedentes), e na avaliação mensal (maio/16 contra maio/15) a elevação foi de 16,4%. Já na análise mensal da série de dados ajustada sazonalmente (maio/16 contra abril/16) houve queda de 2,8% na recuperação de crédito do consumidor. 

Na observação dos dados pelas regiões do país, no resultado acumulado em 12 meses, houve alta em todas as regiões, exceto na Sudeste, que ainda apresenta queda de 3,4%. 

O indicador de recuperação de crédito apresentou nessa última aferição grande avanço, retornando em patamar positivo após praticamente dois anos. Apesar da melhoria, o quadro de inadimplência na economia ainda é negativo para o ano, uma vez que o aperto do orçamento das famílias e o consequente aumento dos registros de consumidores inadimplentes ainda ocorre em maior intensidade do que o pagamento das contas.

Metodologia

O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/recuperacao-de-credito/