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Percentual de cheques devolvidos foi de 2,33% em abril, segundo Boa Vista SCPC

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O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos) como proporção do total de cheques movimentados atingiu 2,33% em abril de 2016, de acordo com dados da Boa Vista SCPC.

O indicador apresentou queda na comparação com março, quando havia registrado 2,59%, mas superou o resultado do ano anterior, de 2,21%.

Os cheques devolvidos recuaram 17,2% na comparação mensal, enquanto os cheques movimentados caíram apenas 7,9%, o que contribuiu para a redução do percentual no período.

O gráfico 1 mostra a evolução recente dos dados citados.

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No acumulado do ano, o percentual de cheques devolvidos sobre movimentados atingiu 2,38% ante 2,16% registrado no mesmo período do ano anterior. Nessa mesma base de comparação, o percentual deste mês é o maior da série histórica.

No acumulado do ano, os cheques devolvidos recuaram 5,5%, enquanto os cheques movimentados diminuíram 14,0%. Separando os cheques devolvidos de pessoas físicas e jurídicas, na mesma base de comparação, observamos que a devolução foi 7,2% menor para as pessoas físicas e 1,6% inferior para as pessoas jurídicas.

A tabela 1 resume os dados.

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Metodologia

O Indicador de Cheques Devolvidos da Boa Vista SCPC é a proporção de cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) sobre o total de cheques movimentados, que é o total de cheques compensados somados aos devolvidos.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/cheques-devolvidos

Desde maio de 2012 a Boa Vista passou a utilizar como base para o cálculo da proporção de cheques devolvidos o total de cheques movimentados e não mais o total de cheques compensados. Consideramos o total de cheques movimentados a soma do total dos cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) com o total dos cheques compensados em um determinado período.

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Varejo cai 5,0% no acumulado em 12 meses, diz Boa Vista SCPC

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O movimento do comércio varejista caiu 5,0% em abril, na avaliação dos valores acumulados em 12 meses (maio/15 até abril/16 contra os 12 meses antecedentes), de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Já na comparação mensal dos dados com ajuste sazonal, abril apresentou queda de 0,4% frente a março. Na comparação interanual, contra o mesmo mês do ano anterior, a queda observada foi de 5,2%.

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O resultado marca novo recorde negativo na série histórica dos valores acumulados em 12 meses, do indicador, iniciado em 2010. Desta forma, abril intensifica a tendência de queda mostrada pelo varejo desde julho de 2015, quando entrou em território negativo. Fatores como elevação de juros, piora do mercado de trabalho e inflação em patamar elevado podem ainda serem considerados como os principais condicionantes deste cenário.

Com as mesmas adversidades vivenciadas no ano passado, as vendas do varejo para o ano deverão permanecer negativas até o final do ano, marcando outro ano consecutivo de desempenho negativo do setor.

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 2,3% entre março e abril, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de -7,9%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” caiu 0,6% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Já na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve recuo de 5,7%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” subiu 1,1% no mês, na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses recuou 4,3%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” apresentou queda de 0,2% no mês – considerando dados dessazonalizados. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 4,4%.

Abaixo segue a tabela contemplando os valores citados acima.

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Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/movimento-comercio/

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Boa Vista SCPC: Demanda por Crédito do Consumidor cai 1,4% em abril

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De acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), em abril o indicador de Demanda por Crédito do Consumidor apontou queda de 1,4% na avaliação mensal contra março, na série de dados com ajuste sazonal. Na variação acumulada em 12 meses, a queda foi de 4,9%. Já na avaliação contra o mesmo mês do ano anterior, o indicador obteve retração de 4,3%.

Considerando os segmentos que compõe o indicador, a avaliação mensal dessazonalizada mostrou que nas instituições financeiras houve queda de 5,1%, enquanto para o segmento não-financeiro a variação foi positiva, registrando 1,0%

 

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Fonte: Boa Vista SCPC

 

A grande incerteza econômica gerou um cenário bastante adverso para o consumidor em 2015 e que permanece em 2016. A gradual deterioração da economia contribuiu decisivamente para piora do índice e que agora, de forma tímida, tenta se recuperar. Fatores como a alta das taxas de juros e inflação consistentemente elevada são apenas algumas das variáveis condicionantes deste resultado. O aumento do desemprego diminuiu a renda das famílias, e que gera como consequência, um consumidor bastante cauteloso. Assim, a expectativa é que a demanda por crédito continue em território negativo, tornando a obter crescimento somente a partir de 2017.

Abaixo segue a tabela contendo o resumo dos dados apresentados.

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Fonte: Boa Vista SCPC

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Boa Vista SCPC promove palestras de Educação Financeira em parceria com a Unibes

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A Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) dá sequência ao seu programa de Educação Financeira com uma extensa agenda de palestras para os jovens participantes dos programas da Unibes (União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social), instituição que oferece capacitação e orientação profissional para jovens a partir dos 16 anos.

O objetivo é levar educação financeira por meio de treinamentos e palestras presenciais sobre orçamento doméstico, consumo consciente, poupança e crédito para os jovens inscritos nos programas sociais da instituição.

As palestras ocorrem em meio as atividades da Semana Nacional de Educação Financeira, uma iniciativa do Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF) para promover a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF). A Boa Vista SCPC apoia o projeto e participa da agenda de iniciativas paralelas.

Para ministrar as palestras, os colaboradores da Boa Vista SCPC recebem treinamento específico para atuar como voluntários e multiplicadores nessa ação, que prevê treinar mais de 300 jovens nesta 3ª edição do programa. “Está claro que o endividamento em caso de descontrole pode ser sanado mediante a prática do planejamento e controle dos gastos desde a juventude”, explica Flávio Calife, economista da Boa Vista SCPC.

Para Marisol Parrilla, coordenadora de Capacitação Profissional da Unibes, a parceria com o Programa de Educação Financeira da Boa Vista SCPC é uma excelente oportunidade de ampliar as discussões com os jovens dessa faixa etária sobre a importância de ter uma relação saudável com as finanças desde cedo. “Com o apoio da Boa Vista SCPC teremos a possibilidade de ajudar os nossos jovens a iniciarem o controle do orçamento doméstico desde o primeiro salário”, completou.

As atividades ocorrem nos dias 16, 17, 18, 19, 23, 24, 25, 30 e 31 maio, na Rua Pedro Vicente, 569, Canindé, próximo à estação Armênia do metrô. A agenda completa está disponível no site da ANEF – http://www.semanaenef.gov.br/iniciativas-paralelas/.

Realizado desde 2012, o programa de Educação Financeira da Boa Vista SCPC já soma mais de 100 multiplicadores e cerca de 100 mil consumidores treinados.

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Saber esperar é uma virtude

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Por Bruna Martins

O relatório Focus divulgado hoje pelo Banco Central não trouxe muitas novidades. Embora os agentes econômicos tenham iniciado um discurso mais otimista na semana passada, as expectativas podem indicar um pouco de cautela. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2016 teve uma leve piora de 0,02 p.p., atingindo recuo de 3,88%. Para o próximo ano, a estimativa manteve-se em 0,50%.

Publicado na última sexta-feira, o resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) pode ter contribuído com essa precaução. De acordo com o IBC-BR, a atividade recuou 1,44% no 1º trimestre de 2016 em relação ao trimestre imediatamente anterior. Em 12 meses, os números são mais intensos, passaram de 4,66% em fevereiro para 5,26% em março, indicando um início de ano pior do que o esperado.

Por outro lado, as projeções para a inflação e os juros apresentaram algum alento. Apesar de inalteradas para 2016 – a inflação continuou em 7,0% e a Selic em 13,00% – os analistas esperam novas reduções em 2017, podendo atingir 5,5% e 11,50%, respectivamente.

Desde o ano passado, a intensificação da crise política paralisou o país e com isso, as políticas econômicas foram se perdendo e as variáveis macroeconômicas se deteriorando. Entretanto, a episódica troca da presidência na semana passada parece ter dado um novo rumo para a economia. Contudo é cedo para avaliações definitivas, pois sua concretização e consequências ainda podem demandar mais tempo do que estamos dispostos a esperar

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Ordem e Progresso

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Por Flávio Calife/Yan Cattani

O lema estampado na bandeira brasileira desde 1889 foi inspirado no positivismo do filósofo francês Augusto Comte, “o amor por princípio e a ordem por base; o progresso como meta”. Entre outras coisas, o positivismo defende a ideia de que o conhecimento científico é a única forma de conhecimento verdadeiro e que o progresso da humanidade depende exclusivamente dos avanços científicos.

No campo da economia, Milton Friedman talvez tenha sido o mais importante seguidor da escola positiva que se baseou no ideário e no método de Comte, e se opunha à então classificada escola “normativa”. A economia positiva independeria, em tese, de qualquer posição ética especial, juízos normativos ou ideologias. Portanto, a ciência econômica deveria tratar sempre do que é, não do que deveria ser. O pragmatismo impera sobre o idealismo.

Em termos de previsibilidade, o pragmatismo costuma agradar mais os agentes econômicos. Em movimento de grande euforia, diversas instituições financeiras já começaram a traçar um cenário benigno para os próximos meses, distanciando-se consideravelmente das posições afirmadas há apenas algumas semanas. Há quem já mencione pequenas “revoluções”, como reforma do sistema previdenciário, da legislação trabalhista e até mesmo grandes reformas estruturais, como a do endividamento público dos estados e municípios.

É inegável que uma sinalização de ajustes econômicos pode afetar o ânimo do empresariado. Mas ainda é cedo para repensar um cenário tão otimista assim. O desafio das reformas depende nas atuais circunstâncias de um grande arranjo de negociações políticas. Literalmente, botar a casa em ordem. Assim, talvez, caminharemos na direção do progresso.

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Inadimplência do consumidor avançou 3,5% nos últimos 12 meses

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A inadimplência do consumidor obteve alta de 3,5% no acumulado em 12 meses até abril (acumulado entre maio de 2015 e abril de 2016 contra os 12 meses antecedentes) de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. No acumulado do ano a elevação foi de 4,3% quando comparado ao mesmo período em 2015. Na avaliação contra o mesmo mês do ano anterior houve queda de 0,1%, enquanto na série com ajuste sazonal a inadimplência recuou 0,2% na comparação com o mês anterior.

 

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Fonte: Boa Vista SCPC

 

Regionalmente, em termos interanuais (abril de 2016 contra abril de 2015) o Norte apresentou a maior elevação, de 4,0%, seguido pelo Sudeste, onde o indicador subiu 1,0%. As demais regiões apresentaram quedas, sendo a mais acentuada na região Sul, de 5,5%, seguido pelo Nordeste e Centro Oeste, ambas com variações de -0,5%.

 

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Fonte: Boa Vista SCPC

 

O aumento do desemprego e a queda dos rendimentos têm contribuído decisivamente para diminuição do orçamento das famílias, levando ao atraso nos pagamentos. Após três anos de estabilidade, a inadimplência dos consumidores esboça sinais de que sua taxa poderá se elevar até o fim de 2016.

 

Metodologia

O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau. Em virtude da Lei Estadual de São Paulo n° 15.659/2015, a partir de setembro de 2015 passou-se a usar como referência para este estado o número de cartas de notificação enviadas aos consumidores em vez dos números de débitos ativos na base do SCPC.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/registro-de-inadimplencia/.

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O país em seu labirinto

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Por Flávio Calife

Sempre que perguntado sobre onde buscava inspiração para suas obras, o laureado escritor colombiano Gabriel García Márquez respondia taxativamente: está tudo lá. Ele se referia ao caos social, político, cultural e econômico com que a América Latina e, em especial, seu país, costumam conviver.

Sua vertente literária, que ficou conhecida como o realismo fantástico, tinha como uma de suas maiores características o interesse em mostrar o irreal ou estranho como algo cotidiano e comum. Um cenário onde fatos absurdos e inacreditáveis fazem parte do dia a dia.

O episódio político grotesco que o Brasil viveu ontem não foge dessa realidade. E as incertezas geradas por ele ainda devem se espalhar por um bom tempo sobre todos os agentes econômicos.

Na obra O general em seu labirinto, Márquez faz uma ficção sobre os últimos dias de vida de Simon Bolívar. O general está beirando a morte, sem amigos, poucos aliados e não é mais amado por todos, como em outros tempos, mas se recusa em se deixar vencer. O Brasil precisa rapidamente encontrar a saída de seu labirinto.

Vendas para o Dia das Mães crescem 2,7% em 2014, revela Boa Vista SCPC

Vendas para o dia das mães recuaram 4,6% em 2016, segundo Boa Vista SCPC

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Dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, mostram que em 2016 as vendas do comércio para o dia das mães recuaram 4,6% em relação a 2015.

Segunda data comemorativa mais importante do ano, o dia das mães não trouxe boas notícias aos varejistas, uma vez que apresentou um recuo das vendas ainda maior do que a queda de 1,2% registrada no ano passado.

Com base na queda de 4,6% das vendas reais calculado pela Boa Vista SCPC, a FecomercioSP estimou que o faturamento total no varejo deve ter sido 12% menor do que em 2015 (descontada a inflação), ou de cerca de R$ 5,1 bilhões a menos do que no mesmo período do ano passado.

Segundo a Boa Vista e a FecomercioSP, o movimento do dia das mães segue a tendência de queda das vendas do varejo e aponta para mais um ano negativo para o comércio decorrente da inflação ainda elevada, dos juros altos, do forte aumento do desemprego e da disposição cada vez menor das famílias de contrair novas dívidas diante de um cenário ainda incerto.

Metodologia

O cálculo do volume de vendas para esta data foi baseado em uma amostra das consultas realizadas no banco de dados da Boa Vista SCPC, com abrangência nacional. Para esta data foram consideradas as consultas realizadas no período de 2 a 8 de maio de 2016, comparadas às consultas realizadas entre 4 e 10 de maio de 2015.

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No acumulado do ano, títulos protestados atingem alta de 19,9%, aponta Boa Vista SCPC

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De acordo com os dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), o número total de títulos protestados no país aumentou 19,9% no acumulado do ano em relação ao mesmo período do ano anterior. Mantida a base de comparação, os protestos das empresas e dos consumidores também cresceram, registrando 9,2% e 36,4%, respectivamente.

Na comparação interanual, os títulos protestados subiram 31,2%. Os protestos aumentaram 63,9% para os consumidores e 8,5% para as empresas.

Na comparação mensal, o número de títulos protestados subiu 2,0%. Para as famílias os números cresceram 7,3% e para as empresas recuaram 3,0%.

O valor médio dos títulos protestados para o mês de abril de 2016 foi de R$ 3.529, sendo R$1.763 para as pessoas físicas e R$ 5.380 para as pessoas jurídicas. A tabela 1 mostra os dados citados.

 

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Fonte: Boa Vista SCPC

 

Títulos protestados de empresas por regiões

Em abril de 2016, os títulos protestados de empresas representaram um pouco menos da metade do total dos protestos no país (48,8%). A região Sudeste contribuiu com a maior parcela dos títulos protestados (47,5%), seguida das regiões Sul (22,0%), Nordeste (17,7%), Centro-Oeste (7,6%) e Norte (5,2%).

No acumulado do ano, todas as regiões registraram alta, com destaque para o Centro-Oeste que obteve o maior crescimento, de 21,2%. Na comparação interanual, apenas a região Centro-Oeste apresentou queda (-7,4%).

O maior valor médio dos títulos protestados em abril foi na região Centro-Oeste (R$7.215), ante uma média nacional para pessoa jurídica de R$ 5.380. A tabela 2 mostra as variações nos protestos de títulos para as pessoas jurídicas entre as regiões do país para os diferentes períodos.

 

Tabela2_titulos_05.05

Fonte: Boa Vista SCPC

 

Nota metodológica

O indicador de títulos protestados mostra a evolução da quantidade de registros de débitos decorrentes de protestos de títulos, informados por cartórios de protestos no referido mês.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/titulos-protestados/.