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Demanda do consumidor por crédito sobe 0,5% em fevereiro, revela indicador da Boa Vista Serviços

Demanda do consumidor por crédito sobe 11,9% em julho

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De acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), em julho o indicador de Demanda do Consumidor por Crédito apontou alta de 11,9% na avaliação contra junho, descontados os efeitos sazonais. Já na variação acumulada em 12 meses houve intensificação da tendência de queda, que passou de -5,1% no mês anterior para atuais -6,0%, enquanto na avaliação de julho contra o mesmo mês do ano anterior o indicador caiu 9,9%.

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Considerando os segmentos que compõem o indicador, a avaliação mensal dessazonalizada mostrou que nas instituições financeiras houve elevação de 10,8%, enquanto para o segmento não-financeiro a alta foi de 12,5%.

Apesar de alguma melhoria de expectativas para a economia, o cenário predominante ainda é de muita incerteza para o consumidor. Fatores como altas taxas de juros, rendimentos reais negativos e desemprego elevado são apenas algumas das variáveis condicionantes deste resultado, que gera como consequência um consumidor bastante cauteloso. Desta forma, a expectativa é de que a demanda por crédito continue em território negativo por ora, aferindo níveis positivos na tendência (variação acumulada em 12 meses) somente a partir de 2017.

Abaixo segue a tabela contendo o resumo dos dados apresentados.

Tabela 1 – Resumo

Demanda por Crédito – Pessoa Física
  Acum 16/15 Jul16/Jul15 Jul16/Jun16* 12 meses
Geral -8.9% -9.9% 11.9% -6.0%
Financeiro -15.0% -16.1% 10.8% -9.9%
Não Financeiro -5.2% -6.1% 12.5% -3.7%

* Séries dessazonalizadas
Fonte: Boa Vista SCPC

 

Metodologia

O indicador de Demanda do Consumidor por Crédito é elaborado a partir da quantidade de consultas de CPF à base de dados da Boa Vista SCPC por empresas. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica deste indicador inicia em 2010 e está disponível aqui.

 

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Títulos protestados acumulam alta de 25,1% no ano, diz Boa Vista SCPC

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O número total de títulos protestados no país aumentou 25,1% no acumulado de 2016, em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Na comparação interanual, os títulos protestados subiram 20,3% e recuaram 9,1% em relação ao mês anterior. O valor médio dos títulos protestados para o mês de julho de 2016 foi de R$ 3.577.

A tabela 1 apresenta o resumo dos dados.

Títulos protestados de empresas por regiões

Quando analisados apenas os títulos protestados das empresas, no acumulado do ano o crescimento foi de 5,6%. Na variação interanual houve queda de 1,9% e na comparação mensal recuou 0,1%. A região Sudeste contribuiu com a maior parcela dos títulos protestados (60,3%), seguida das regiões Sul (19,8%), Nordeste (9,2%), Centro-Oeste (7,0%) e Norte (3,8%).

No acumulado do ano, a região Centro-Oeste foi a que obteve o maior crescimento, de 12,4%. A região Norte, por sua vez, foi a única que registrou queda (-0,8%).

Na comparação interanual, a região Sudeste foi destaque, com crescimento de 11,3%. Na variação mensal, o Sudeste também foi a região que registrou o maior aumento (9,6%), enquanto o Centro-Oeste obteve o maior recuo (-24,0%).

O maior valor médio dos títulos protestados em julho foi na região Centro-Oeste (R$9.354), ante uma média nacional para pessoa jurídica de R$ 5.237. A tabela 2 mostra as variações nos protestos de títulos para as pessoas jurídicas entre as regiões do país para os diferentes períodos.

Nota metodológica

O indicador de títulos protestados da Boa Vista SCPC mostra a evolução da quantidade de registros de débitos decorrentes de protestos de títulos, informados por cartórios de protestos no referido mês.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/titulos-protestados/

Inadimplência sobe 5,6% em abril, diz Boa Vista SCPC

Inadimplência das empresas sobe 6,8% no primeiro semestre de 2016, diz a Boa Vista SCPC

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A inadimplência das empresas em todo o país aumentou 6,8% no primeiro semestre do ano na comparação contra o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). O indicador é um somatório dos principais mecanismos de apontamento de inadimplência empresarial, isto é, cheques devolvidos, títulos protestados e registros realizados na base da Boa Vista SCPC.

A inadimplência registrada em 4 trimestres, isto é, quantidade de restrições acumuladas desde o 3º trimestre de 2015 até o 2º trimestre deste ano frente aos 4 trimestres antecedentes, encontra-se em 7,8%. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior houve aumento de 3,4%. Por fim, na avaliação contra o trimestre imediatamente anterior, o indicador apresentou queda de 4,1%, descontados efeitos sazonais.

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Apesar da diminuição marginal da inadimplência no trimestre, a inadimplência das empresas ainda segue em patamares elevados na avaliação dos últimos 4 trimestres, próximos de 8%, valor consideravelmente elevado quando comparados aos últimos 3 anos. Mesmo com a melhoria da situação futura da economia, ainda prevalece um quadro de forte incerteza econômica com atividade econômica em queda, forte restrição ao crédito orientado para o caixa das empresas, inflação elevada, entre outros fatores. Para os próximos meses, a expectativa para inadimplência continua elevada, devendo ceder somente a partir de 2017.

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Percentual de cheques devolvidos atinge pior resultado no acumulado do 1º semestre desde 2006

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O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos) como proporção do total de cheques movimentados[1] atingiu 2,36% no acumulado do 1º semestre do ano, registrando o pior resultado da série histórica, iniciada em 2006, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC.

No 1º semestre de 2016, os cheques devolvidos recuaram 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Tanto os cheques devolvidos de consumidores quanto os de empresas diminuíram no período, 6,8% e 1,7%, respectivamente. Na mesma base de comparação, os cheques movimentados contraíram 13,8%.

O gráfico 1 mostra os percentuais acumulados no 1º semestre de cada ano.

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O percentual de cheques devolvidos sobre movimentados recuou em junho de 2016, ficando em 2,31% ante o resultado de 2,33% de maio de 2016. Em contrapartida, o indicador foi maior na comparação com junho do ano anterior, quando havia registrado 1,98%.

Os cheques devolvidos recuaram 5,5% na comparação mensal, enquanto os cheques movimentados diminuíram 4,3%, o que contribuiu para a queda do percentual no período.

O gráfico 2 mostra a evolução recente dos dados citados.

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A tabela 1 resume os dados.

Tabela 1 – Cheques
Período Devolvidos

(2ª devolução)

Compensados

(Trocados)

Movimentados Devolvidos/

Movimentados

Junho 2016 1.143.310 48.445.970 49.589.280 2,31%
Maio 2016 1.209.792 50.622.590 51.832.382 2,33%
Junho 2015 1.228.734 60.748.790 61.977.524 1,98%
Acum. 2016 7.064.878 292.598.790 299.663.668 2,36%
Acum. 2015 7.458.561 340.326.440 347.785.001 2,14%
Acum. 2014 7.873.574 378.442.250 386.315.824 2,04%
Acum. 2013 8.675.626 416.324.881 425.000.507 2,04%
Acum. 2012 9.496.368 458.170.920 467.667.288 2,03%
Acum. 2011 9.852.479 508.827.840 518.680.319 1,90%
Acum. 2010 10.514.488 560.569.890 571.084.378 1,84%
Acum. 2009 14.273.069 618.691.440 632.964.509 2,25%

Fonte: Boa Vista SCPC

Nota metodológica

O Indicador de Cheques Devolvidos da Boa Vista SCPC é a proporção de cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) sobre o total de cheques movimentados, que é o total de cheques compensados somados aos devolvidos.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/cheques-devolvidos/

 

[1] Desde maio de 2012 a Boa Vista passou a utilizar como base para o cálculo da proporção de cheques devolvidos o total de cheques movimentados e não mais o total de cheques compensados. Consideramos o total de cheques movimentados a soma do total dos cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) com o total dos cheques compensados em um determinado período.

Recuperação de crédito cresce 3,5% em 2013, aponta Boa Vista Serviços

Boa Vista SCPC: recuperação de crédito sobe 3,8% no ano

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O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista SCPC – apontou alta de 3,8% no primeiro semestre. Apesar da elevação no ano, o indicador ainda aponta queda de 0,2% na variação acumulada em 12 meses (período que abrange julho de 2015 até junho de 2016 contra os 12 meses antecedentes). Já na avaliação mensal contra junho de 2015 houve queda de 8,6%, enquanto na análise da série de dados ajustada sazonalmente houve queda de 5,1% frente a maio.

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Em termos regionais, na comparação do primeiro semestre contra o mesmo período do ano anterior observou-se alta em todas as regiões. Desta forma, ficou a seguinte configuração: Norte (6,6%), Centro-Oeste (5,4%), Nordeste (5,0%), Sul (0,2%) e Sudeste (3,7%).

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Após grande avanço no indicador de recuperação de crédito registrado no último mês, a aferição atual mostrou novos resultados negativos. Desta forma, o quadro de inadimplência na economia torna a se deteriorar, uma vez que o aumento dos registros de consumidores inadimplentes realizados nos últimos meses ainda ocorre em maior intensidade do que a do pagamento das contas.

Metodologia

O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista SCPC pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/recuperacao-de-credito/

Tendência de inadimplência é manter ritmo de queda

Inadimplência do consumidor cresce 2,8% no 1º semestre, segundo Boa Vista SCPC

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A inadimplência do consumidor obteve alta de 2,8% no primeiro semestre de 2016 de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Nos valores acumulados em 12 meses até junho (entre julho de 2015 e junho de 2016 contra os 12 meses antecedentes) a elevação foi de 3,2%. Na avaliação contra o mesmo mês do ano anterior, junho apresentou queda de 8,1%, enquanto na série com ajuste sazonal houve alta de 2,6% na comparação com o mês anterior.

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Regionalmente, na análise acumulada em 12 meses, a maior elevação ocorreu na região Centro-Oeste, com 4,6%, seguida das regiões Sudeste (3,3%) e Norte (2,9%). As regiões Sul e Nordeste também obtiveram altas, de 3,1% e 2,2% respectivamente.

A deterioração crescente do mercado de trabalho tem contribuído decisivamente para piora do orçamento das famílias e tem levado consequentemente a uma elevação dos atrasos nos pagamentos de dívidas e contas em geral. Por fim, após três anos de estabilidade, a inadimplência dos consumidores esboça sinais de crescimento e deverá se elevar ao longo de 2016.

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Metodologia

O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista SCPC pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau. Em virtude da Lei Estadual de São Paulo n° 15.659/2015, a partir de setembro de 2015 passou-se a usar como referência para este estado o número de cartas de notificação enviadas aos consumidores em vez dos números de débitos ativos na base do SCPC.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/registro-de-inadimplencia/

consumidor

84% dos consumidores inadimplentes pretendem adiar as compras depois de quitar dívidas, segundo Boa Vista SCPC

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Após limparem o nome, 84% dos consumidores não pretendem fazer novas compras nos próximos meses. O resultado é da Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente da Boa Vista SCPC referente ao 2º trimestre do ano. No levantamento realizado no 1º trimestre, 76% dos respondentes não tinham a intenção de ir às compras após a quitação das dívidas. Assim, aumentou em 8 p.p. (pontos percentuais) a fatia dos consumidores que se dizem mais criteriosos para gastar, compatível com o período de instabilidade econômica, altas taxa de desemprego e de inflação.

Entre os consumidores que pretendem voltar às compras, 37% planejam comprar carro zero, 9 p.p. a menos em relação trimestre anterior. A compra da casa própria aparece em segundo lugar, com 21% das menções, 3 p.p. a mais se comparado ao 1º trimestre de 2016.

Gastos com o pagamento de contas diversas – como as de educação e saúde – seguidos das compras de itens de vestuário e calçados, são os principais causadores da inadimplência, ambos com 19% das menções dos entrevistados. Os gastos com contas de concessionárias (água, luz e gás) aparecem em terceiro lugar, com 17% das menções, o que representa um aumento de 2 p.p. em comparação ao 1º trimestre do ano.

Dos inadimplentes, 42% afirmam que não conseguiram pagar suas contas em dia em função do desemprego, um crescimento de 11 p.p. em relação ao segundo trimestre de 2015. O desemprego afeta mais as famílias que ganham até dez salários mínimos: citado por 46% dos entrevistados que recebem até 3 salários mínimos e 37% que ganham de 3 a 10 salários. O segundo motivo foi o descontrole financeiro, com 24% das menções.

Já o percentual de consumidores que declaram possuir apenas uma conta como causa da restrição aumentou de 49% para 52%. 13% possuem quatro contas ou mais em atraso, contra 12% registrados no trimestre anterior.

34% dos inadimplentes dizem que o valor devido nas contas em atraso não ultrapassa R$ 500,00. Para 16% deles, as contas vencidas já ultrapassam R$ 5.000,00. De modo geral, considerando todas as dívidas mencionadas, o valor médio devido neste segundo trimestre de 2016 é de R$ 1.750,00.

Entre os meios de pagamento utilizados para efetuar as compras cujas dívidas não foram pagas estão as despesas com carnês ou boletos, que cresceram 13 p.p. em comparação ao mesmo trimestre de 2015, passando de 29% para 42% das menções. As compras realizadas com o cartão de crédito surgem em segundo lugar, com 30% das menções.

Quanto à percepção de endividamento, a pesquisa da Boa Vista SCPC mostrou que 23% dos consumidores afirmam estar muito endividados, 42% mais ou menos e 35% pouco endividado. 42% declararam estar com até 25% da renda comprometida com o pagamento de dívidas, esse percentual dobra para 19% dos entrevistados.

Ainda de acordo com a Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente, sobe de 20% para 33% o percentual de consumidores que afirmam ter uma situação financeira pior neste trimestre em comparação ao de 2015. Para 44% deles a situação está igual e para 23% está melhor.

Perfil dos respondentes

Dentre os consumidores inadimplentes entrevistados pela Boa Vista SCPC, na Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente, do 2º trimestre de 2016, 64% são homens. 40% dos consumidores com restrição no segundo trimestre de 2016 têm mais de 45 anos, e outros 29% têm entre 36 a 45 anos e 31% possuem 35 anos ou menos. Entre os consumidores com até 35 anos é maior a concentração de mulheres inadimplentes, 38% contra 27% dos homens. Na faixa de 46 anos ou mais, predominam os homens com 41% das menções, contra 38% das mulheres. 44% dos inadimplentes são casados.

Pesquisa na íntegra está disponível clicando aqui.

Metodologia

A Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente – 2º trimestre, da Boa Vista SCPC, utiliza metodologia quantitativa para realização da coleta das informações, por meio de entrevistas pessoais realizadas trimestralmente com consumidores que procuram o atendimento do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A pesquisa foi realizada de 23 de maio a 3 de junho de 2016, com 1.014 respondentes.

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Pedidos de falência registram alta de 26,5% no 1º semestre de 2016, segundo Boa Vista SCPC

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Os pedidos de falência registraram alta de 26,5% no 1º semestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, segundo dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional. Em junho, o número de pedidos de falências aumentou 20,2% na comparação mensal e 22,8% na comparação com junho de 2015.

No 1º semestre do ano, as falências decretadas subiram 11,3% em relação ao período equivalente do ano anterior. Na comparação interanual cresceram 0,9% e recuaram 15,6% ante o mês anterior.

Os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas, no acumulado do semestre, também seguiram tendência de alta, registrando 113,5% e 118,8%, respectivamente.  A tabela 1 resume os dados.

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O crescimento das falências no primeiro semestre de 2016 é bem mais significativo do observado no primeiro semestre de 2015, quando os pedidos acumulavam alta de 9,2%.

A fraca atividade econômica e os elevados custos atingiram fortemente o caixa das empresas ao longo de 2015, e os pedidos de falência fecharam aquele ano com crescimento de 16,4%. Já as recuperações cresceram 51,0%. A tendência de alta não só continuou como se intensificou neste primeiro semestre do ano.

Sem previsão de mudança no cenário macroeconômico em 2016, os indicadores parecem conservar, de forma mais intensa, a tendência observada ao longo de 2015.

Distribuição das falências e recuperações judiciais por porte

A tabela 2 mostra como estão distribuídas as falências e recuperações judiciais por porte de empresa no 1º semestre de 2016, a partir dos critérios de porte de empresa adotados pelo BNDES.

As pequenas empresas, por exemplo, representam cerca de 86% dos pedidos de falências e 92% das falências decretadas. Tanto nos pedidos de recuperação judicial como nas recuperações judiciais deferidas, as pequenas empresas também correspondem ao maior percentual, 93% e 92% respectivamente.

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Distribuição das falências e recuperações judiciais por setor

Na divisão por setor da economia, o setor de serviços foi o que representou mais casos nos pedidos de falência (40%), seguido do setor industrial (34%) e do comércio (26%). Embora não seja o setor responsável pelo maior percentual de falências, o setor industrial foi o único que cresceu acima dos 26,5%, crescendo 30,6%.  Serviços cresceram 29,5% e comércio 16,3%. Para os demais dados, segue o resumo apresentado na tabela 3 abaixo:

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Metodologia

O indicador de falências e recuperações judiciais é construído com base na apuração dos dados mensais registradas na base de dados da Boa Vista SCPC, oriundas dos fóruns, varas de falências e dos Diários Oficiais e da Justiça dos estados.

A série histórica deste indicador se inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/falencias-e-recuperacoes-judiciais/

A CIRCULAR Nº 11/2010 do BNDES de 05 de março de 2010 classifica as categorias de porte das empresas de acordo com a receita operacional bruta anualizada. Microempresa – menor ou igual a R$ 2,4 milhões; Pequena empresa – maior que R$ 2,4 milhões e menor ou igual a R$ 16 milhões; Média empresa – maior que R$ 16 milhões e menor ou igual a R$ 90 milhões; Média-grande empresa – maior que R$ 90 milhões e menor ou igual a R$ 300 milhões; Grande empresa – maior que R$ 300 milhões.

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Movimento do comércio cai 5,1% em maio no acumulado em 12 meses e atinge novo recorde negativo

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De acordo com os dados do varejo apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), o movimento do comércio caiu 5,1% em maio na avaliação dos valores acumulados em 12 meses (desde junho de 2015 até maio contra os 12 meses antecedentes). Já na comparação dos dados com ajuste sazonal, maio apresentou avanço de 0,1% frente a abril. Na comparação mensal contra o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 4,2%.

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O resultado no acumulado em 12 meses marca novo recorde negativo na série histórica do indicador, iniciado em 2010. Desde junho de 2015 o movimento do comércio entrou em território negativo, o resultado de maio, apesar do pequeno avanço na comparação mensal, segue a tendência de queda do setor, que deve permanecer negativo até o fim do ano. Fatores como elevação de juros, piora do mercado de trabalho e inflação em patamar elevado ainda são considerados como os principais condicionantes deste cenário.

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 2,5% entre abril e maio, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de -7,7%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” caiu 0,2% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Já na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve recuo de 6,3%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” subiu 1,2% no mês, na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses recuou 4,2%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” subiu 0,3% no mês – considerando dados dessazonalizados. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 4,4%.

Abaixo, a tabela contemplando os valores citados.

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Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/movimento-comercio/

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Efeitos Colaterais

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Por Yan Cattani

A realidade vivenciada pelos ofertantes de crédito tem sido cada vez mais complexa. 2016 será um novo ano de crescimento real negativo do saldo de crédito, um pouco por causa dos efeitos de desaceleração dos recursos direcionados (mais focados em investimentos, habitação e fomento de algumas atividades setoriais como agricultura, por exemplo), mas também pela expressiva queda dos empréstimos destinados ao consumo.

No entanto, outra certeza começou a firmar-se neste mercado, a do crescimento da inadimplência. Isso vem acontecendo em virtude da grande deterioração recente das variáveis macroeconômicas, sobretudo as do mercado de trabalho (leia-se aumento expressivo do desemprego e queda acentuada da renda dos trabalhadores). Era apenas uma questão de tempo para observarmos seus efeitos colaterais.

A inadimplência é um desses efeitos. De acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco Central, a inadimplência atingiu em maio seu maior nível histórico de sua série iniciada em março de 2011, com 3,8% do total de recursos emprestados. Puxada pela elevação das taxas dos recursos livres, a alta foi focalizada nos recursos destinados para as empresas, que cresceu expressivos 0,3 p.p. e atingiu 5,4%. Tal aumento também foi observado nas taxas de recursos livres destinados às categorias de pessoas físicas, as quais encontravam-se estagnadas em 6,2% desde dezembro de 2015 e agora aumentaram 0,1 p.p.

O período é complicado, já que a inadimplência era ainda uma variável relativamente positiva no mercado. Ao que tudo indica, isto acaba de mudar.