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Demanda do consumidor por crédito sobe 0,5% em fevereiro, revela indicador da Boa Vista Serviços

Demanda do consumidor por crédito sobe 11,9% em julho

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De acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), em julho o indicador de Demanda do Consumidor por Crédito apontou alta de 11,9% na avaliação contra junho, descontados os efeitos sazonais. Já na variação acumulada em 12 meses houve intensificação da tendência de queda, que passou de -5,1% no mês anterior para atuais -6,0%, enquanto na avaliação de julho contra o mesmo mês do ano anterior o indicador caiu 9,9%.

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Considerando os segmentos que compõem o indicador, a avaliação mensal dessazonalizada mostrou que nas instituições financeiras houve elevação de 10,8%, enquanto para o segmento não-financeiro a alta foi de 12,5%.

Apesar de alguma melhoria de expectativas para a economia, o cenário predominante ainda é de muita incerteza para o consumidor. Fatores como altas taxas de juros, rendimentos reais negativos e desemprego elevado são apenas algumas das variáveis condicionantes deste resultado, que gera como consequência um consumidor bastante cauteloso. Desta forma, a expectativa é de que a demanda por crédito continue em território negativo por ora, aferindo níveis positivos na tendência (variação acumulada em 12 meses) somente a partir de 2017.

Abaixo segue a tabela contendo o resumo dos dados apresentados.

Tabela 1 – Resumo

Demanda por Crédito – Pessoa Física
  Acum 16/15 Jul16/Jul15 Jul16/Jun16* 12 meses
Geral -8.9% -9.9% 11.9% -6.0%
Financeiro -15.0% -16.1% 10.8% -9.9%
Não Financeiro -5.2% -6.1% 12.5% -3.7%

* Séries dessazonalizadas
Fonte: Boa Vista SCPC

 

Metodologia

O indicador de Demanda do Consumidor por Crédito é elaborado a partir da quantidade de consultas de CPF à base de dados da Boa Vista SCPC por empresas. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica deste indicador inicia em 2010 e está disponível aqui.

 

Inadimplência sobe 5,6% em abril, diz Boa Vista SCPC

Inadimplência das empresas sobe 6,8% no primeiro semestre de 2016, diz a Boa Vista SCPC

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A inadimplência das empresas em todo o país aumentou 6,8% no primeiro semestre do ano na comparação contra o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). O indicador é um somatório dos principais mecanismos de apontamento de inadimplência empresarial, isto é, cheques devolvidos, títulos protestados e registros realizados na base da Boa Vista SCPC.

A inadimplência registrada em 4 trimestres, isto é, quantidade de restrições acumuladas desde o 3º trimestre de 2015 até o 2º trimestre deste ano frente aos 4 trimestres antecedentes, encontra-se em 7,8%. Já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior houve aumento de 3,4%. Por fim, na avaliação contra o trimestre imediatamente anterior, o indicador apresentou queda de 4,1%, descontados efeitos sazonais.

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Apesar da diminuição marginal da inadimplência no trimestre, a inadimplência das empresas ainda segue em patamares elevados na avaliação dos últimos 4 trimestres, próximos de 8%, valor consideravelmente elevado quando comparados aos últimos 3 anos. Mesmo com a melhoria da situação futura da economia, ainda prevalece um quadro de forte incerteza econômica com atividade econômica em queda, forte restrição ao crédito orientado para o caixa das empresas, inflação elevada, entre outros fatores. Para os próximos meses, a expectativa para inadimplência continua elevada, devendo ceder somente a partir de 2017.

cheques

Percentual de cheques devolvidos atinge pior resultado no acumulado do 1º semestre desde 2006

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O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos) como proporção do total de cheques movimentados[1] atingiu 2,36% no acumulado do 1º semestre do ano, registrando o pior resultado da série histórica, iniciada em 2006, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC.

No 1º semestre de 2016, os cheques devolvidos recuaram 5,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Tanto os cheques devolvidos de consumidores quanto os de empresas diminuíram no período, 6,8% e 1,7%, respectivamente. Na mesma base de comparação, os cheques movimentados contraíram 13,8%.

O gráfico 1 mostra os percentuais acumulados no 1º semestre de cada ano.

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O percentual de cheques devolvidos sobre movimentados recuou em junho de 2016, ficando em 2,31% ante o resultado de 2,33% de maio de 2016. Em contrapartida, o indicador foi maior na comparação com junho do ano anterior, quando havia registrado 1,98%.

Os cheques devolvidos recuaram 5,5% na comparação mensal, enquanto os cheques movimentados diminuíram 4,3%, o que contribuiu para a queda do percentual no período.

O gráfico 2 mostra a evolução recente dos dados citados.

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A tabela 1 resume os dados.

Tabela 1 – Cheques
Período Devolvidos

(2ª devolução)

Compensados

(Trocados)

Movimentados Devolvidos/

Movimentados

Junho 2016 1.143.310 48.445.970 49.589.280 2,31%
Maio 2016 1.209.792 50.622.590 51.832.382 2,33%
Junho 2015 1.228.734 60.748.790 61.977.524 1,98%
Acum. 2016 7.064.878 292.598.790 299.663.668 2,36%
Acum. 2015 7.458.561 340.326.440 347.785.001 2,14%
Acum. 2014 7.873.574 378.442.250 386.315.824 2,04%
Acum. 2013 8.675.626 416.324.881 425.000.507 2,04%
Acum. 2012 9.496.368 458.170.920 467.667.288 2,03%
Acum. 2011 9.852.479 508.827.840 518.680.319 1,90%
Acum. 2010 10.514.488 560.569.890 571.084.378 1,84%
Acum. 2009 14.273.069 618.691.440 632.964.509 2,25%

Fonte: Boa Vista SCPC

Nota metodológica

O Indicador de Cheques Devolvidos da Boa Vista SCPC é a proporção de cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) sobre o total de cheques movimentados, que é o total de cheques compensados somados aos devolvidos.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/cheques-devolvidos/

 

[1] Desde maio de 2012 a Boa Vista passou a utilizar como base para o cálculo da proporção de cheques devolvidos o total de cheques movimentados e não mais o total de cheques compensados. Consideramos o total de cheques movimentados a soma do total dos cheques devolvidos (2ª devolução por insuficiência de fundos) com o total dos cheques compensados em um determinado período.

Recuperação de crédito cresce 3,5% em 2013, aponta Boa Vista Serviços

Boa Vista SCPC: recuperação de crédito sobe 3,8% no ano

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O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista SCPC – apontou alta de 3,8% no primeiro semestre. Apesar da elevação no ano, o indicador ainda aponta queda de 0,2% na variação acumulada em 12 meses (período que abrange julho de 2015 até junho de 2016 contra os 12 meses antecedentes). Já na avaliação mensal contra junho de 2015 houve queda de 8,6%, enquanto na análise da série de dados ajustada sazonalmente houve queda de 5,1% frente a maio.

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Em termos regionais, na comparação do primeiro semestre contra o mesmo período do ano anterior observou-se alta em todas as regiões. Desta forma, ficou a seguinte configuração: Norte (6,6%), Centro-Oeste (5,4%), Nordeste (5,0%), Sul (0,2%) e Sudeste (3,7%).

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Após grande avanço no indicador de recuperação de crédito registrado no último mês, a aferição atual mostrou novos resultados negativos. Desta forma, o quadro de inadimplência na economia torna a se deteriorar, uma vez que o aumento dos registros de consumidores inadimplentes realizados nos últimos meses ainda ocorre em maior intensidade do que a do pagamento das contas.

Metodologia

O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista SCPC pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/recuperacao-de-credito/

consumidor

84% dos consumidores inadimplentes pretendem adiar as compras depois de quitar dívidas, segundo Boa Vista SCPC

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Após limparem o nome, 84% dos consumidores não pretendem fazer novas compras nos próximos meses. O resultado é da Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente da Boa Vista SCPC referente ao 2º trimestre do ano. No levantamento realizado no 1º trimestre, 76% dos respondentes não tinham a intenção de ir às compras após a quitação das dívidas. Assim, aumentou em 8 p.p. (pontos percentuais) a fatia dos consumidores que se dizem mais criteriosos para gastar, compatível com o período de instabilidade econômica, altas taxa de desemprego e de inflação.

Entre os consumidores que pretendem voltar às compras, 37% planejam comprar carro zero, 9 p.p. a menos em relação trimestre anterior. A compra da casa própria aparece em segundo lugar, com 21% das menções, 3 p.p. a mais se comparado ao 1º trimestre de 2016.

Gastos com o pagamento de contas diversas – como as de educação e saúde – seguidos das compras de itens de vestuário e calçados, são os principais causadores da inadimplência, ambos com 19% das menções dos entrevistados. Os gastos com contas de concessionárias (água, luz e gás) aparecem em terceiro lugar, com 17% das menções, o que representa um aumento de 2 p.p. em comparação ao 1º trimestre do ano.

Dos inadimplentes, 42% afirmam que não conseguiram pagar suas contas em dia em função do desemprego, um crescimento de 11 p.p. em relação ao segundo trimestre de 2015. O desemprego afeta mais as famílias que ganham até dez salários mínimos: citado por 46% dos entrevistados que recebem até 3 salários mínimos e 37% que ganham de 3 a 10 salários. O segundo motivo foi o descontrole financeiro, com 24% das menções.

Já o percentual de consumidores que declaram possuir apenas uma conta como causa da restrição aumentou de 49% para 52%. 13% possuem quatro contas ou mais em atraso, contra 12% registrados no trimestre anterior.

34% dos inadimplentes dizem que o valor devido nas contas em atraso não ultrapassa R$ 500,00. Para 16% deles, as contas vencidas já ultrapassam R$ 5.000,00. De modo geral, considerando todas as dívidas mencionadas, o valor médio devido neste segundo trimestre de 2016 é de R$ 1.750,00.

Entre os meios de pagamento utilizados para efetuar as compras cujas dívidas não foram pagas estão as despesas com carnês ou boletos, que cresceram 13 p.p. em comparação ao mesmo trimestre de 2015, passando de 29% para 42% das menções. As compras realizadas com o cartão de crédito surgem em segundo lugar, com 30% das menções.

Quanto à percepção de endividamento, a pesquisa da Boa Vista SCPC mostrou que 23% dos consumidores afirmam estar muito endividados, 42% mais ou menos e 35% pouco endividado. 42% declararam estar com até 25% da renda comprometida com o pagamento de dívidas, esse percentual dobra para 19% dos entrevistados.

Ainda de acordo com a Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente, sobe de 20% para 33% o percentual de consumidores que afirmam ter uma situação financeira pior neste trimestre em comparação ao de 2015. Para 44% deles a situação está igual e para 23% está melhor.

Perfil dos respondentes

Dentre os consumidores inadimplentes entrevistados pela Boa Vista SCPC, na Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente, do 2º trimestre de 2016, 64% são homens. 40% dos consumidores com restrição no segundo trimestre de 2016 têm mais de 45 anos, e outros 29% têm entre 36 a 45 anos e 31% possuem 35 anos ou menos. Entre os consumidores com até 35 anos é maior a concentração de mulheres inadimplentes, 38% contra 27% dos homens. Na faixa de 46 anos ou mais, predominam os homens com 41% das menções, contra 38% das mulheres. 44% dos inadimplentes são casados.

Pesquisa na íntegra está disponível clicando aqui.

Metodologia

A Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente – 2º trimestre, da Boa Vista SCPC, utiliza metodologia quantitativa para realização da coleta das informações, por meio de entrevistas pessoais realizadas trimestralmente com consumidores que procuram o atendimento do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). A pesquisa foi realizada de 23 de maio a 3 de junho de 2016, com 1.014 respondentes.

titulos

Títulos protestados cresceram 26,0% no 1º semestre do ano, segundo Boa Vista SCPC

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De acordo com os dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), o número total de títulos protestados no país aumentou 26,0% no acumulado do 1º semestre em relação ao mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, o 1º semestre de 2015 registrou alta de 24,6%.

Na comparação interanual, os títulos protestados subiram 49,3% e aumentaram apenas 13,3% em relação ao mês anterior. O valor médio dos títulos protestados para o mês de junho de 2016 foi de R$ 3.428.

Títulos protestados de empresas por regiões

Quando analisados apenas os títulos protestados das empresas, no acumulado do ano o crescimento foi de 7,0%. A alta foi de 11,6% na variação interanual e de 14,4% no mês. A região Sudeste contribuiu com a maior parcela dos títulos protestados (55,0%), seguida das regiões Sul (22,3%), Nordeste (9,2%), Centro-Oeste (9,2%) e Norte (4,3%).

No acumulado do ano, a região Centro-Oeste foi a que obteve o maior crescimento, de 12,4%. A região Norte, por sua vez, foi a única que registrou queda (-0,8%).

Na comparação interanual, a região Sudeste foi destaque, com crescimento de 26,9%. Na variação mensal, a região Nordeste foi a única que recuou (-8,4%).

O maior valor médio dos títulos protestados em junho foi na região Centro-Oeste (R$8.050), ante uma média nacional para pessoa jurídica de R$ 5.639. A tabela 2 mostra as variações nos protestos de títulos para as pessoas jurídicas entre as regiões do país para os diferentes períodos.

 

Tabela 1 – Variações nos Protestos de Títulos PJ – Regiões
Região Jan-Jun 

2016/2015

Jun 2016/

Jun 2015

Jun 2016/

Maio 2016

Valor médio

(R$)

Norte -0,8% 4,2% 18,1% 5.416
Nordeste 5,3% -11,2% -8,4% 5.006
Sul 1,0% -2,3% 3,5% 3.804
Sudeste 10,2% 26,9% 24,6% 6.104
Centro-Oeste 12,4% 2,8% 14,4% 8.050
Brasil 7,0% 11,6% 14,4%

5.639

Fonte: Boa Vista SCPC

Nota metodológica

O indicador de títulos protestados da Boa Vista SCPC mostra a evolução da quantidade de registros de débitos decorrentes de protestos de títulos, informados por cartórios de protestos no referido mês.

A série histórica deste indicador inicia em 2006 e está disponível em:

http://www.boavistaservicos.com.br/economia/titulos-protestados/

 

movimento

Movimento do comércio cai 5,1% em maio no acumulado em 12 meses e atinge novo recorde negativo

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De acordo com os dados do varejo apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), o movimento do comércio caiu 5,1% em maio na avaliação dos valores acumulados em 12 meses (desde junho de 2015 até maio contra os 12 meses antecedentes). Já na comparação dos dados com ajuste sazonal, maio apresentou avanço de 0,1% frente a abril. Na comparação mensal contra o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 4,2%.

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O resultado no acumulado em 12 meses marca novo recorde negativo na série histórica do indicador, iniciado em 2010. Desde junho de 2015 o movimento do comércio entrou em território negativo, o resultado de maio, apesar do pequeno avanço na comparação mensal, segue a tendência de queda do setor, que deve permanecer negativo até o fim do ano. Fatores como elevação de juros, piora do mercado de trabalho e inflação em patamar elevado ainda são considerados como os principais condicionantes deste cenário.

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 2,5% entre abril e maio, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de -7,7%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” caiu 0,2% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Já na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve recuo de 6,3%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” subiu 1,2% no mês, na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses recuou 4,2%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” subiu 0,3% no mês – considerando dados dessazonalizados. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 4,4%.

Abaixo, a tabela contemplando os valores citados.

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Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/movimento-comercio/

demanda

Demanda por crédito cai 6,8% em maio, revela Boa Vista SCPC

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A demanda do consumidor por crédito teve queda de 6,8% em maio/2016, na comparação com o mês anterior, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). O indicador caiu 8,9% na avaliação interanual, 6,3% no acumulado do ano (até maio/16), e 4,3% na variação acumulada em 12 meses. 

Considerando os segmentos que compõem o indicador, a avaliação mensal dessazonalizada mostrou que nas instituições financeiras houve queda de 3,8%, enquanto para o segmento não-financeiro caiu 8,8%.

A grande incerteza econômica gerou um cenário bastante adverso para o consumidor em 2015 e que permanece em 2016. A gradual deterioração da economia contribuiu decisivamente para piora do índice e que agora, de forma tímida, tenta se recuperar. Fatores como a alta das taxas de juros e inflação consistentemente elevada, aumento do desemprego são apenas algumas das variáveis condicionantes deste resultado, que gera como consequência um consumidor bastante cauteloso. Assim, a expectativa é que a demanda por crédito continue em território negativo, tornando a obter crescimento somente a partir de 2017.

A seguir, a tabela contendo o resumo dos dados apresentados.

Metodologia

O indicador de Demanda por Crédito – Pessoa Física é elaborado a partir da quantidade de consultas de CPF à base de dados da Boa Vista por empresas. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica deste indicador inicia em 2010 e está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/demanda-por-credito/

Recuperacao de credito

Recuperação de crédito do consumidor sobe 5,4% no ano, diz Boa Vista SCPC

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A recuperação de crédito do consumidor – obtida a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes – cresceu 5,4% no acumulado do ano (até maio de 2016), em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC. Também houve elevação de 0,7% na variação acumulada em 12 meses (período que abrange junho de 2015 até maio de 2016 contra os 12 meses antecedentes), e na avaliação mensal (maio/16 contra maio/15) a elevação foi de 16,4%. Já na análise mensal da série de dados ajustada sazonalmente (maio/16 contra abril/16) houve queda de 2,8% na recuperação de crédito do consumidor. 

Na observação dos dados pelas regiões do país, no resultado acumulado em 12 meses, houve alta em todas as regiões, exceto na Sudeste, que ainda apresenta queda de 3,4%. 

O indicador de recuperação de crédito apresentou nessa última aferição grande avanço, retornando em patamar positivo após praticamente dois anos. Apesar da melhoria, o quadro de inadimplência na economia ainda é negativo para o ano, uma vez que o aperto do orçamento das famílias e o consequente aumento dos registros de consumidores inadimplentes ainda ocorre em maior intensidade do que o pagamento das contas.

Metodologia

O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/recuperacao-de-credito/

day-namorados

Fatia dos consumidores que comprará presentes para o Dia dos Namorados despenca para 56%

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O número de consumidores que pretende comprar presente para o Dia dos Namorados desabou este ano: pesquisa nacional da Boa Vista SCPC mostrou que apenas 56% dos entrevistados planejam presentear nessa data, uma queda acentuada em comparação aos 92% do ano passado. A pesquisa foi realizada de 18 a 31 de maio, com consumidores de todas as regiões do Brasil.

O alto endividamento e a falta de condições financeiras são os principais motivos para não comemorar a data, com 45% das respostas. Para outros 12%, a principal razão é estar desempregado.

A queda na pretensão de compra é maior nas classes DE (de 91% para 52%), mas o recuo abrange também as classes AB (menos 29 pontos percentuais) e C (queda de 32 pontos percentuais).

O levantamento da Boa Vista SCPC mostrou também que, entre os que comprarão presentes, apenas 39% planejam gastar mais que no ano passado, enquanto 33% gastarão menos e 28% destinarão a mesma quantia para presentear no Dia dos Namorados.

O valor dos presentes também teve redução este ano, passando para R$ 260 em média, em comparação a R$ 313 em 2015 (uma queda ainda maior quando se considera a inflação no período). No geral, 67% gastarão no máximo R$ 200.

A pesquisa da Boa Vista SCPC revelou também que aumentou a proporção de consumidores que pretende comprar itens de perfumaria e cosméticos (de 8% para 14%). Os presentes para o Dia dos Namorados serão principalmente itens de vestuário, com 27%, vindo a seguir smartphones e celulares, com 18%.

O presente preferido, no entanto, não são produtos de consumo. O levantamento revelou que a maioria (37%) gostaria de ganhar uma viagem para comemorar a data e que 27% prefeririam ser convidados para um jantar romântico.

O pagamento à vista é o preferido por 64%, segundo a Boa Vista SCPC, e nesse grupo 44% usarão dinheiro em espécie e 34% optarão pelo cartão de débito. Entre os 36% que parcelarão a compra do presente no Dia dos Namorados, 66% pagarão com cartão de débito e 19% com carnê.