Alta da Taxa Selic: comentário do economista Flávio Calife, da Boa Vista SCPC

O COPOM optou por elevar a taxa Selic em 0,25 p.p., atingindo  11% ao ano. Tal resultado seguiu em linha com as expectativas de mercado, uma vez que não houve grandes alterações de cenário em relação à última Ata.

Esta ação se justifica levando em conta os efeitos defasados das elevações da Selic ao longo dos últimos meses, certa melhora nas contas públicas (a despeito da fixação de nova meta mais baixa, de 1,9% do PIB, a política fiscal não deve assumir caráter expansionista) e postergação de reajuste de alguns preços controlados, que mesmo somados ainda não conseguiram baixar o nível de preços a um patamar “palatável”, sendo necessário, portanto, aumentos adicionais da taxa básica de juros.

Ainda assim, para as próximas decisões, é importante levarmos em conta o choque recente dos preços de alguns itens da cesta de alimentos. No curto prazo, tais aumentos contribuirão para uma piora dos níveis inflacionários, mas que deverão se reverter ao longo do segundo semestre. Caso esta perspectiva não se concretize, ainda há reuniões suficientes para novos aumentos da Selic, de modo que a meta inflacionária seja cumprida, ainda que próximo ao seu teto, 6,5%.

Ainda assim, por ora esperamos que o ano encerre taxa básica de juros em 11,25%, aguardando portanto, somente mais uma elevação de igual magnitude, a ocorrer ainda neste semestre.

Para agendar a entrevista com o economista contate:

Liliana Liberato – (11) 9 7514-0811

Theo Carnier – (11) 9 9940-0117

Posts relacionados

34% dos consumidores dizem não ter controle dos ganhos e gastos

Para investigar os hábitos sobre controle orçamentário e fontes de informações sobre o tema, a Boa Vista SCPC realizou uma pesquisa inédita com aproximadamente 1200 consumidores, de todo o Brasil, e constatou que 34% dos entrevistados não controlam o quanto ganham e gastam no mês. Realizada entre os meses de maio e julho, a pesquisa…

Percentual de cheques devolvidos atinge 1,70% em outubro

O número de cheques devolvidos (segunda devolução por falta de fundos) como proporção do total de cheques movimentados[1] foi de 1,70% em outubro, registrando considerável redução em relação ao mesmo mês do ano anterior (-0,76 p.p.). Na comparação mensal, o percentual de cheques devolvidos sobre movimentados diminuiu frente ao mês de setembro (quando o nível…

Vendas no varejo crescem 0,5% em setembro e caem 0,6% no acumulado 12 meses

De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE, o volume de vendas no Varejo restrito subiu 0,5% em setembro na comparação mensal (com ajuste sazonal), enquanto na variação acumulada em 12 meses, a trajetória do indicador apresentou melhora de 1 p.p. em relação ao mês anterior, apresentando retração de apenas 0,6%….