Após quatro meses de queda, volume de serviços volta a crescer e avança 5% em junho

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE divulgada hoje, o volume do setor de serviços avançou 5% na comparação com o mês anterior (dados dessazonalizados). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o indicador contraiu 12%. Com isto, o setor acumula baixa de 3,4% na análise em 12 meses e 8,3% no acumulado do ano.

Nos resultados mensais com ajuste sazonal, registraram alta as cinco atividades analisadas. As que apresentaram destaque neste período foram o de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (6,9%) e de Serviços de informação e comunicação (3,3%).

Em termos regionais, houve crescimento mensal em 21 das 27 unidades da federação. Entre os principais resultados positivos, destaque para São Paulo (5,1%) e Distrito Federal (6,6%). Por outro lado, os principais resultados negativos vieram do Mato Grosso (-3,2%), Paraná (-1,0%) e Espírito Santo (-3,2%).

Por fim, foi observado queda da receita nominal de 1,1% nos últimos 12 meses. No mês de junho, o indicador teve alta de 2,5 %, de acordo com dados dessazonalizados.

O resultado de junho do volume de serviços demonstra uma retomada, ainda que tímida, do setor, após nos meses de março a maio forem significamente impactados pelos efeitos negativos das medidas restritivas e de isolamento social decorrentes da pandemia do Covid-19. Assim como ocorreu nos demais indicadores econômicos, os principais efeitos negativos observados ocorreram principalmente em março e abril, com maio e junho já apresentando uma pequena evolução ou uma queda menos acentuada. O retorno da atividade por completo do segmento irá depender da flexibilização das medidas restritivas e da evolução das medidas tomadas para controlar o avanço do coronavírus.

As tabelas abaixo apresentam os principais números da PMS de junho.


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