Segundo o IBGE, a produção industrial caiu pela terceira vez no ano com variação de -1,2% em abril, na comparação contra o mês anterior dos dados dessazonalizados. Quanto à variação contra o mesmo mês do ano passado a queda atingiu 7,6%, considerando dados sem ajuste sazonal. Na variação acumulada em 12 meses, que possibilita uma visão de longo prazo, houve aceleração de 0,1 p.p. da tendência de queda observada desde junho de 2014, atingindo em abril -4,8%.

Retornando à análise mensal dessazonalizada, na análise das grandes categorias econômicas, as Indústrias de Transformação caíram 1,3%, enquanto as Indústrias extrativas apresentaram alta de 1,5%. Mantida a base de comparação, todas as categorias de uso tiveram queda pelo terceiro mês consecutivo, sendo a mais acentuada no setor de Bens de Capital, que variou -5,1%, seguida por Bens de Consumo Semi e Não Duráveis (-2,2%) e Bens de Consumo (-1,9%). Na tendência de longo prazo, as perdas são ainda mais dramáticas: -14,5% para Bens de Capital, -5,4% para Bens de Consumo e -3,0% para os Bens Intermediários.

Em linhas gerais, a indústria ainda mostra-se bastante longe de retomar aumentos na produção. Os ajustes fiscais em curso na economia bem como o aperto monetário promovido pelo Banco Central certamente manterão o cenário turbulento para a indústria neste ano. O desaquecimento do mercado de trabalho também dificultará maiores empreitadas na indústria. Assim, o resultado de 2015 deverá ainda permanecer em patamar negativo, com provável queda de 3,0%.

pim