PNAD: Desemprego atinge 10,9% no 1º trimestre do ano

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), a taxa de desemprego atingiu 10,9% no 1º trimestre do ano, pior resultado desde o início da série, em 2012. O valor é 0,7 p.p. superior ao registrado no trimestre móvel encerrado em fevereiro e, com isso, é o terceiro mês consecutivo que o aumento acontece de forma bem acentuada. Este resultado também superou os 7,9% registrados no mesmo período em 2015.

O número de pessoas desempregadas atingiu cerca de 11,1 milhões de trabalhadores, com elevação de 39,8% frente ao resultado do ano anterior e de 22,2% ante o 4º trimestre de 2015.

A indústria foi a atividade que mais eliminou postos de trabalho. No 1º trimestre do ano, o setor diminuiu 1,5 milhão de vagas, recuo de 11,5% na comparação interanual. Em relação ao 4º trimestre do ano anterior, o recuo foi de 645 mil pessoas.

Outro destaque foi a perda de empregos com carteira assinada. Na variação interanual, 1,4 milhão de pessoas perderam esse tipo de emprego, em apenas um trimestre esse número foi de 772 mil.

O rendimento habitual real registrou uma média de R$1.966, atingindo uma queda real de 3,2% na comparação interanual e um leve aumento 0,3% contra o 4º trimestre de 2015. Com isso, a massa de rendimento totalizou R$ 173,5 bilhões, 4,1% inferior ao mesmo trimestre do ano anterior e 1,3% menor que o 4º trimestre.Sem título

Com a diminuição dos postos de trabalho, a demanda por vagas tende a aumentar. Somado a isso, a queda dos rendimentos reais dos trabalhadores contribui para que mais pessoas entrem no mercado de trabalho a fim de incrementar o orçamento das famílias. Esses dois fatores pressionam a taxa de desemprego, como observado ao longo de 2015 e, de forma ainda mais acentuada, nos 3 meses deste ano.

O recuo na atividade econômica tem levado as empresas a reduzirem seus custos, e o número de demissões leva a crer que este foi o principal meio encontrado pelas empresas. Tendo em vista a pouca possibilidade de mudanças no curto prazo, o cenário mais provável é que a PNAD continue em tendência de alta ao longo do ano.


Buscar por período:

TAGS

Posts relacionados

Pedidos de seguro-desemprego recuam 32% em junho na comparação mensal

O Ministério da Economia divulgou ontem os dados referentes ao movimento dos pedidos de seguro-desemprego. Em junho, o número de requerimentos ao seguro–desemprego foi 32% menor em relação ao mês anterior, contabilizando cerca de 653.160 pedidos na modalidade trabalhador formal. Já na comparação com junho do ano passado houve alta de 28,4%, registrando o quarto…

IPCA avança 0,26% em junho, após dois meses de deflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)[1] avançou 0,26% no mês de junho. No acumulado em 12 meses houve evolução para 2,13%, 0,25 p.p. acima da variação observada em maio.  Com esse resultado, o indicador acumulou baixa de 0,11% no ano. O grupo Alimentação e bebidas (0,38%) foi o que registrou maior impacto…

Volume de serviços recua 0,9% em maio

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE divulgada hoje, o volume do setor de serviços recuo 0,9% na comparação com o mês anterior (dados dessazonalizados). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o indicador contraiu 19,4%. Com isto, o setor acumula baixa de 2,7% na análise em 12 meses. Nos resultados mensais…