Deterioração no mercado de trabalho se refletirá nas urnas

Por Marcel Caparoz, da RC Consultores

Na última quinta-feira o IBGE divulgou a taxa de desemprego de 5,6% em julho, acima da registrada no mesmo mês de 2012 (5,4%). É um resultado ainda positivo para o mercado de trabalho, porém que reflete apenas uma situação do passado recente da economia, e que parece não ser mais a nossa realidade. Segundo dados do CAGED, a geração líquida de postos de trabalho em julho foi de apenas 41,4 mil, o pior resultado para o mês desde 2003. Até agora, no ano de 2013 foram criadas 699 mil vagas. Em 2010, neste mesmo período, já eram 1.655 mil vagas.

Este menor dinamismo do mercado de trabalho tem impactado diretamente o resultado do comércio, que após anos de forte crescimento do volume de vendas (+8,4% em 2012), já enfrenta a realidade de taxas mais modestas de crescimento, devendo encerrar o ano com alta de apenas 3,4%. O endividamento das famílias tem se mantido em nível elevado, assim como a inadimplência e o custo do crédito à pessoa física. Esta situação acaba influenciando não apenas os índices de confiança do consumidor, mas também os índices de aprovação do governo, que segundo a última pesquisa divulgada pelo IBOPE é de apenas 38%. A nova classe C é a que mais sofrerá com a deterioração do mercado de trabalho, da mesma forma que será também a que mais influenciará nas eleições de 2014.

Ed.256

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