Investimento na Nuvem Beneficia setor financeiro

Parceria entre Boa Vista e Google Cloud abre espaço para novas soluções nas áreas de crédito e avaliação de riscos

As perspectivas de crescimento da nuvem para 2020 são promissoras e devem impactar, sobretudo, o setor financeiro. No Brasil, o segmento é um dos três que mais investem em computação na nuvem, junto da indústria e educação, segundo pesquisa de 2019 da consultoria Garner citada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A adoção dessa tecnologia pelas empresas e seus parceiros cria vantagens como análise mais rápida e acurada de dados financeiros e desenvolvimento de novas soluções baseadas em demandas reais dos clientes.

Uma das maiores empresas brasileiras de inteligência analítica, a Boa Vista acaba de fechar parceria com o Google Cloud para modernização de sua infraestrutura, que vai migrar de um data center próprio para a nuvem. A Boa Vista também trabalhará em conjunto com a provedora de soluções em nuvem no desenvolvimento de novas ofertas para o segmento financeiro. O tema pautará bate-papo que acontece na TV Estadão no dia 11 de fevereiro, com transmissão no Facebook do Estadão.

A diretora-executiva de Marketing e Produtos da Boa Vista, Lola Oliveira, afirma que uma das prioridades na escolha de um parceiro para fornecimento da nuvem é a segurança de dados, especialmente no setor financeiros, que lida com informações sigilosas e estratégicas. “ O Google Cloud nos proporciona todos os requisitos de segurança para fazer essa transição. A jornada do servidor para a nuvem será feita tendo a privacidade das informações no escopo, exatamente por conta da nossa responsabilidade em relação ao banco de dados que gerenciamos”, afirma a executiva. A Boa Vista é responsável por informações de mais de 130 milhões de empresas e pessoas físicas no País.

Setor em transformação

Os diferenciais em segurança do Google Cloud são resultado de investimentos que acontecem há mais de 20 anos. “O Google nasceu como uma empresa na nuvem. Esse fato fez com que a gente tratasse a segurança de dados com muito carinho desde o início”, aponta João Bolonha, diretor de Estratégia do Google Cloud para a América Latina. “Quando você salva um arquivo na nuvem, na hora em que faz upload, ele sai do seu computador criptografado. Essa informação é depois quebrada em três pedaços, que são salvos em locais fisicamente distintos e com chaves de criptografia distintas. É um nível de segurança absurdo”, explica Bolonha.

Para Eduardo Salvio, head de Negócios do Google Cloud para o mercado financeiro no Brasil, as mudanças no setor demandam um ritmo mais acelerado nas iniciativas de transformação digital. “Entregamos soluções de nuvem baseadas nas mais avançadas tecnologias, e isso está ajudando grandes companhias em todo o mundo a operar de maneira mais eficiente e inovadora”, afirma Salvio. De fato, inovação é um dos principais atrativos para a nuvem, aliada à redução de custos.

Na parceria entre Boa Vista e Google Cloud, por exemplo, a nuvem vai possibilitar a aplicação de técnicas estatísticas diferenciadas de forma mais ágil e fácil. “Modelos estatísticos que aferem a probabilidade de inadimplência ou aceitação de uma oferta de cartão de crédito tendem a ficar muito mais assertivos e aprofundados”, explica Lola Oliveira, da Boa Vista. “ Estamos vivendo uma revolução no mercado financeiro, seja no modelo de negócio, com as fintechs, seja no gerenciamento de dados pela redução da assimetria de informações. A nvem faz isso se tornar realidade de forma mais rápida.”

 

Inteligência Artificial

É possível inserir IA em aplicativos já existentes ou criar novos aplicativos já inteligentes, com recursos de visão, conversa e dados. No mecanismo de visão, por exemplo, o aplicativo pode extrair insights a partir de imagens na nuvem. Eles também podem converter voz em texto com alta precisão e traduzir dinamicamente dois idiomas. O cliente pode escolher diferentes soluções e criar um produto seu, de acordo com suas demandas.

 

Banco de Dados

Oferece a possibilidade de migrar todo o banco de dados para a nuvem, com gerenciamento seguro e confiável. A escala de armazenamento é flexível, isto é, o cliente pode escolher o “tamanho” de nuvem que precisa utilizar, e pagar por aquela faixa. Cada produto também é ideal para uma finalidade (criar aplicativos para web e móveis, fazer análises em tempo real etc.), facilitando a escolha do usuário por um dado que cumpra com sua necessidade.

Análise de Dados

Aliada ao banco de dados, a análise de dados cumpre um papel estratégico na tomada de decisões. O usuário pode descobrir facilmente insights para sua empresa com os produtos de análise de dados completos, comprovados e totalmente gerenciados pelo Google Cloud. Uma das principais vantagens é acabar com as complexidades operacionais da análise de dados e tomar decisões de negócios importantes com rapidez e eficiência.

 

Ferramentas de gestão

São ferramentas para ajudar em desenvolvimento, implantação e gerenciamento de aplicativos na nuvem. O usuário consegue monitorar e gerenciar seus aplicativos de forma mais eficiente, avaliando inclusive o desempenho do app na nuvem. O Stackdriver, por exemplo, é um conjunto de observação incorporado ao Google Cloud projetado para melhorar a infraestrutura da nuvem, o software e o desempenho dos aplicativos.

Acompanhe!

Bate-papo ao vivo sobre “Como as soluções de cloud podem ajudar as empresas de finanças”, com Lucas Guedes, vice-presidente de Business da Boa Vista, e João Bolonha, diretor de Estratégia do Google Cloud para a America Latina.

11 de Fevereiro, às 14h, no Facebook do Estadão

 

 

 


Buscar por período:

TAGS

Posts relacionados

Pedidos de seguro-desemprego recuam 32% em junho na comparação mensal

O Ministério da Economia divulgou ontem os dados referentes ao movimento dos pedidos de seguro-desemprego. Em junho, o número de requerimentos ao seguro–desemprego foi 32% menor em relação ao mês anterior, contabilizando cerca de 653.160 pedidos na modalidade trabalhador formal. Já na comparação com junho do ano passado houve alta de 28,4%, registrando o quarto…

IPCA avança 0,26% em junho, após dois meses de deflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)[1] avançou 0,26% no mês de junho. No acumulado em 12 meses houve evolução para 2,13%, 0,25 p.p. acima da variação observada em maio.  Com esse resultado, o indicador acumulou baixa de 0,11% no ano. O grupo Alimentação e bebidas (0,38%) foi o que registrou maior impacto…

Volume de serviços recua 0,9% em maio

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE divulgada hoje, o volume do setor de serviços recuo 0,9% na comparação com o mês anterior (dados dessazonalizados). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o indicador contraiu 19,4%. Com isto, o setor acumula baixa de 2,7% na análise em 12 meses. Nos resultados mensais…