Nobel de Economia e o Brasil

Por Thiago Biscuola, da RC Consultores

A Academia Real Sueca de Ciências anunciou hoje pela manhã o economista francês Jean Tirole como vencedor do Prêmio Nobel de Economia deste ano. Apesar de reiterar a vasta contribuição do economista da Universidade de Toulouse em diversas áreas, o órgão atribuiu grande importância ao foco do pesquisador no estudo sobre poder de mercado e regulação em segmentos dominados por grandes empresas.

Segundo Tirole, grandes empresas, menos eficientes e com baixa produtividade, se beneficiam de monopólios e de um arcabouço regulatório favorável para se manterem na liderança de seus respectivos mercados. Sua grande contribuição foi unificar em uma teoria como o governo deve regular monopólios e lidar com fusões e formação de cartéis, ressaltando os impactos socialmente indesejáveis dessas estruturas. Adoção em excesso de subsídios, medidas protecionistas, regras rígidas para novos entrantes e crédito direcionado subsidiado configuram os principais fatores que contribuem para este cenário indesejável. Tal arranjo é perfeitamente aplicável à realidade da economia brasileira e explica, em grande medida, o lento avanço da produtividade e a baixa eficiência em algumas cadeias produtivas.

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