Um ano que as empresas gostariam de esquecer

Bruna Martins/Yan Cattani

O indicador de Falências e Recuperações Judiciais da Boa Vista SCPC, divulgado hoje, trouxe mais uma má notícia. No acumulado de 2015 em relação a 2014, os pedidos de falências registraram alta de 16,4%, pior resultado desde 2012, quando havia atingido 13,8%. Não obstante, as falências decretadas aumentaram 16,7%, os pedidos de recuperação judicial 51,0% e as recuperações judiciais deferidas 39,3%.

Quando analisado por porte, segundo os critérios de porte de empresa adotados pela circular Nº 11/2010 do BNDES, a distribuição das falências e recuperações judiciais são predominantemente em pequenas empresas, sendo a representação atual de 83% do total de pedidos de falência, 91% dos decretos de falência, 90% dos pedidos de recuperação judicial e 89% dos deferimentos de recuperação judicial.

Em relação ao setor, a maioria concentra-se em Serviços, mas a diferença entre os setores é pequena. O setor de Serviços representou 41% dos pedidos de falência, seguido do setor Industrial (35%) e do Comércio (24%). Nos demais casos, Serviços é seguido por Comércio e depois por Indústria.

Com isso, os indicadores de Falências e Recuperações Judiciais encerraram 2015 em patamares superiores aos observados em 2014. A fraca atividade econômica e os elevados custos dificultaram a geração de caixa das empresas, que viram a tomada de crédito como uma possível solução. Entretanto, a restrição e o encarecimento do crédito às empresas agravaram ainda mais a situação, levando a piora destes indicadores. 2015 será – durante um bom tempo – um ano que as empresas gostariam de esquecer. E o problema é que em 2016 o cenário não é muito diferente, e por isso os indicadores devem conservar a tendência observada ao longo de 2015. Mais um ano difícil pela frente.


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