Boa Vista dá dicas aos trabalhadores que têm direito a saques do FGTS

Além do saque emergencial e imediato de R$ 500 das contas ativas e inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), cujo saque começa dia 13 de setembro, o trabalhador deverá escolher a partir de outubro se deseja optar pelo saque aniversário que será liberado em 2020. Como são duas novas modalidades de saque e as mesmas envolvem certos detalhes, os economistas da Boa Vista analisam essas situações e têm algumas recomendações.

De um modo geral, os especialistas em finanças da Boa Vista destacam que cada caso deve ser avaliado individualmente, respeitando os diferentes tipos de necessidades e urgências, para uma escolha mais correta. O equilíbrio financeiro deve ser levado em consideração, por isso mesmo quem se encontra com as contas em dia deve ter cautela.

Para os que estão trabalhando há pouco tempo com carteira assinada ou para os que estão desempregados, mas no momento encontram-se muito endividados ou já têm contas com o pagamento atrasado, os economistas acreditam que sacar o valor de R$ 500 para quitar o débito ou pelo menos iniciar uma renegociação, pode ser uma opção interessante. Mas neste caso é importante tomar alguns cuidados ao renegociar com o credor.

Pagamento de dívidas

Segundo os economistas, é comum, em situações como a anunciada pelo Governo Federal para tentar estimular a economia, que o trabalhador saque para tentar pagar dívidas. No entanto, isso deve ser feito dentro de um planejamento financeiro. Levando em consideração as receitas e as despesas da família e colocando tudo na ponta do lápis ou em uma planilha no Excel, que pode ser encontrada para download no site www.consumidorpositivo.com.br da Boa Vista. Neste endereço também é possível consultar os débitos vencidos, gratuitamente.

É fundamental que o trabalhador que pretende sacar o valor de R$ 500 por conta do FGTS entenda que, para fazer uma renegociação, precisa ter condições de honrar com todo o pagamento do débito, senão à vista, parceladamente. Para os que têm débitos até R$ 500 fica mais fácil de resolver essa questão porque depois de fazer o saque podem procurar diretamente o credor para quitar a pendência à vista, pedindo ainda algum desconto, já que vai pagar no ato o valor integral.

Agora, para o trabalhador que deve acima de R$ 500 e que, mesmo tendo direito a mais de um saque em contas FGTS, ainda vai ficar difícil de quitar todo o débito, os economistas da Boa Vista aconselham a fazer as contas para checar se, mesmo negociando a dívida, o valor da parcela vai caber no bolso. Isso porque é preciso considerar, além deste valor, as demais contas que também precisam continuar sendo pagas.

“Por exemplo, se o trabalhador tem uma dívida de R$ 3 mil e vai sacar R$ 1.500, ele precisa saber como vai pagar a diferença. Os outros R$ 1.500 mesmo parcelados poderão ser honrados? Ou ao parcelar essa dívida vai comprometer o pagamento de outras?”. Os economistas alegam que a maioria dos credores deseja receber as dívidas atrasadas, por isso, quando tem condições, o consumidor deve buscar sempre uma negociação que seja a melhor para o seu bolso, exigindo redução de juros e demais taxas que possam estar sendo cobradas.

Para o trabalhador que está empregado há um longo período e não se encontra com dificuldades para pagar as contas, talvez o mais aconselhado seja não sacar os R$ 500, nem o valor na data de aniversário. Isso porque os rendimentos em outras aplicações de baixo risco como a poupança estão praticamente iguais aos do FGTS.

Além disso, se optar pelo saque na data de aniversário, o trabalhador só poderá vir a sacar o valor integral a que tem direito depois de dois anos, caso venha a ficar desempregado. E isso pode vir a ser um fator complicador já que muita gente utiliza o recurso quando demitido sem justa causa, para se manter até encontrar uma recolocação.


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