[PESQUISA] Cai o comprometimento da renda de consumidores inadimplentes com o pagamento de dívidas

Caiu de 70% para 68% o número de consumidores inadimplentes com mais de 50% da renda comprometida com o pagamento de dívidas (atrasadas ou não) no 2º semestre de 2019, em comparação com o mesmo período de 2018. Os dados fazem parte da Pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente, feita pela Boa Vista, durante o 2º semestre de 2019.

Já outros 22% dos consumidores inadimplentes têm de 25% a 50% de renda comprometida com dívidas enquanto 10% afirmam que o comprometimento da renda é de até 25%. O gráfico a seguir ilustra os números.

Nível de endividamento

Ainda de acordo com a pesquisa, 39% dos consumidores inadimplentes afirmam estar muito endividados, contra 40% em 2018. 28% estão mais ou menos endividados, 31% um pouco e 2% afirmam não ter dívidas em aberto.

Quando questionados sobre a dificuldade de pagar as contas em dia, 27% dos consumidores classificaram a missão como muito difícil, uma queda de 8 p.p. (pontos percentuais) em relação ao segundo semestre de 2019. Outros 52% classificaram como difícil, 18% como fácil e, por fim, 2% como muito fácil.

Ao saberem da negativação, 30% dos consumidores inadimplentes procuraram ajuda financeira em bancos, 29% em financeiras, 24% com parentes ou familiares e 17% com amigos ou colegas. Em média, sete em cada 100 conseguiram a ajuda esperada, principalmente com amigos e familiares.

De quanto é a dívida?

Em relação ao valor total das dívidas que causaram a restrição, 45% dos consumidores afirmam que o valor é de até R$ 3.000, uma queda de 6 p.p (pontos percentuais) em relação ao período equivalente de 2018. Dentre eles, 16% possuem dívidas de até R$ 1.000 e 29% de R$ 1.000 a R$ 3.000. Outros 55% possuem dívidas maiores que R$ 3.000.

Motivo da restrição

A pesquisa também questionou os consumidores sobre os motivos da inadimplência. O desemprego foi apontado como a principal causa por 36%, seguido da diminuição da renda (21%), o descontrole financeiro (17%), empréstimo do nome para terceiros (13%), despesas extras com saúde e educação (10%) e atraso no recebimento do salário ou aposentadoria (3%).

14% dos consumidores pretendem pagar as dívidas que geraram a restrição num prazo menor do que 30 dias, uma queda de 6 p.p. em comparação ao registrado no segundo semestre de 2018. 39% entre 30 a 90 dias, 24% entre 90 e 180 dias, e 23% acima de 180 dias.

Ainda em relação ao total de devedores, 38% dos que pretendem pagar irão quitar o valor total devido. Outros 62% irão pagar após a tentativa de renegociação ou obtenção de desconto no valor devido.

Metodologia

Cerca de mil pessoas, em todo o Brasil, responderam à pesquisa Perfil do Consumidor Inadimplente realizada por meio de questionário eletrônico, ao longo do 2º semestre de 2019, pela Boa Vista. Seus objetivos: identificar as reais condições do consumidor em honrar com seus compromissos financeiros; medir o nível de endividamento e o comprometimento da renda com o pagamento das contas. Os resultados consideram 2% de margem de erro e 95% de grau de confiança.


Buscar por período:

TAGS

Posts relacionados

Produção Industrial cresce 0,5% em fevereiro

Dados divulgados hoje pelo IBGE revelam que a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) avançou 0,5% em fevereiro, na comparação mensal ajustada sazonalmente. Já referente ao acumulado dos últimos doze meses, a atividade industrial recuou 1,2%. No acumulado de 2020, o setor também registrou queda de 0,6% em relação ao mesmo período do ano…

pagamento de dívidas

Demanda por Crédito do Consumidor avança 0,6% em fevereiro

A Demanda por Crédito do Consumidor avançou 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro, já descontadas as influências sazonais, de acordo com dados nacionais da Boa Vista. Na comparação com fevereiro de 2019, o indicador cresceu 1,8%. Já no acumulado em 12 meses, houve avanço de 2,7%. Considerando os segmentos que compõem o indicador, o…

PNADC: Taxa de desemprego atinge 11,6% em fevereiro

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, a taxa de desemprego avançou para 11,6% no trimestre móvel encerrado em fevereiro. Estando 0,4 p.p. acima do registrado no mês anterior e 0,8 p.p. menor com relação ao mesmo período do ano passado (12,4%). Em termos absolutos, a população desocupada…