Confiança da indústria avança 26,4%, maior variação positiva desde o início da série histórica

Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria (ICI) ficou em 77,6 pontos em junho, avançando 26,4% em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. Já em relação a junho do ano passado, o indicador recuou 18,9%.

Analisando os indicadores que compõem o ICI, observa-se alta em todos os indicadores, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 15,5% no mês, enquanto o Índice de Expectativas (IE) aumentou 38,8% em relação a maio. Na comparação com junho de 2020, o ISA recuou 18,2% e o IE recuou 18%.

Assim como os indicadores de Confiança do Comércio e do Consumidor, o Índice de Confiança da Indústria apresentou um relevante avanço no mês de junho, acompanhando a tendência de maio, após em abril atingir o maior recuo mensal e o menor valor desde o início da série histórica. Também seguindo a tendência dos outros indicadores de confiança, apesar do Índice da situação também avançar significativamente, o destaque ficou para o índice de expectativas futuras que avançou quase 40% no período. Impactados pela crise mundial derivada da pandemia do Covid-19, as perspectivas de recuperação do setor já estão mais positivas, todos os segmentos do setor avançaram.

Observou-se aumento da confiança em todos os 19 segmentos industriais pesquisados, consequência da melhora na percepção da situação atual pelos empresários e, principalmente, nas expectativas em relação para os próximos 3 meses.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) avançou em junho, atingindo 66,6% na série livre de efeitos sazonais.

Diante do nível baixo de utilização da capacidade instalada e a atual pandemia de coronavírus mundial, ainda segue baixa a expectativa de investimentos e geração de empregos na indústria, que está sofrendo significativamente com o momento mundial.


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