IPCA sobe 0,11% em agosto e acumula alta de 3,43% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)[1] subiu 0,11% no mês de agosto. No acumulado em 12 meses houve avanço de 3,43%, 0,08 p.p. abaixo da variação observada em julho.  Com esse resultado, o indicador acumulou alta de 2,54% no ano.

Os grupos Vestuário (-0,09 p.p.) e Transportes (-0,07 p.p.) apresentaram os impactos negativos mais expressivos sobre o índice geral no mês. Resultado das variações de 0,23% em Vestuário e de -0,39% em Transportes, no qual foi puxado pelo desempenho das passagens aéreas que caíram 15,66% após altas de 18,90% e 18,63% em junho e julho.

O grupo Habitação registrou novamente a maior variação e, com isto, o maior impacto positivo ao índice geral de agosto. Ao subir 1,19%, o grupo apresentou impacto de 0,19 p.p. sobre o índice geral no mês, puxado principalmente pela alta média de 3,85% nas contas de energia elétrica. Em agosto, além da incidência da bandeira tarifária amarela adotada desde julho, que onera as contas em R$ 1,50 a cada 100kwh consumidos, passou a vigorar também a bandeira vermelha patamar 1, em que há cobrança adicional de R$ 4,00 para cada 100 kwh consumidos.

O resultado de agosto é o segundo menor para o ano, ficando atrás apenas da variação de junho (0,01%), o que contribuiu para a continuidade da desaceleração do indicador acumulado em 12 meses, que segue abaixo do centro da meta. Com isto, a perspectiva é de que a inflação fique um pouco abaixo do centro da meta em 2019, encerrando o ano em torno de 3,6%.

A desaceleração da inflação, somada às expectativas sob controle e ao ritmo lento de crescimento da atividade, tende a colaborar para a continuidade da redução da taxa básica de juros, que já passou de 6,5% para 6,0% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom ) e deve chegar a 5,0% até o final de 2019 de acordo com a mediana das expectativas do mercado reportada pelo Banco Central.

[1] O IPCA considera famílias com rendimentos de 01 a 40 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.


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