PNAD: Desemprego atinge 11,2% em maio

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), o desemprego tornou a subir no país e atingiu 11,2% no trimestre móvel encerrado em maio. Este valor é 1,0 p.p. maior que o registrado no trimestre móvel encerrado em fevereiro, é o mesmo valor do trimestre móvel encerrado em abril e 3,1 p.p. maior do que a taxa de desemprego registrada no mesmo período do ano passado (comparação interanual).

A taxa de ocupação no Brasil (TO) – que mede a porcentagem da população com idade de trabalhar que está efetivamente ocupada – manteve-se praticamente estável, com avanço de 0,1 p.p., alcançando o nível de 54,7%. Já a população economicamente ativa (PEA), cresceu 2,0% na comparação interanual, nível de crescimento maior que o registrado nos outros trimestres móveis do ano.Sem título

O rendimento habitual real, por sua vez, continua com tendência negativa, com queda de 1,8% na variação acumulada em 12 meses.

Apesar da tendência de queda o rendimento real habitual se manteve relativamente estável quando comparado aos três meses anteriores.

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O recuo na atividade econômica tem levado as empresas a reduzirem seus custos, diminuindo o número de postos de trabalho e consequentemente aumentando a demanda por vagas. Ou seja, há um duplo movimento de intensificação da taxa de desemprego, uma vez que há maior número de desempregados e concomitantemente uma elevação da demanda por postos de trabalho, gerando a taxa elevada de 11,2%.

Contudo, já é possível observar estagnação da TO e certa reversão do crescimento da população desocupada, movimentos que contribuem para a estabilidade da taxa de desemprego neste atual patamar. Nos rendimentos ainda ocorre intensificação da tendência de queda, porém tal movimento deverá ser amenizado até o final do ano, devido ao movimento desinflacionário da economia, sinalizando uma pequena melhoria das condições do mercado de trabalho no curto prazo.

Desta forma, com a manutenção dessas tendências, espera-se para o final do ano uma taxa de desemprego em torno de 11% e uma queda de 1% dos rendimentos reais.

 

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