Vendas no varejo registram avanço de 0,9% em outubro e apontam resultado positivo no ano

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  • De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada hoje pelo IBGE, o volume de vendas no Varejo restrito cresceu 0,9% na comparação mensal com ajuste sazonal. No acumulado em 12 meses, o indicador avançou 1,3%. Na comparação interanual houve alta de 0,9%.
  • Avaliando os segmentos na variação mensal (com ajuste sazonal), sete das oito atividades pesquisadas registraram alta em outubro. Os principais avanços ocorreram em Tecidos, vestuário e calçados (6,6%), Livros, jornais, revistas e papelaria (6,6%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,7%). Importante observar que os três segmentos que mais avançaram no mês são os que possuem a maior queda no acumulado do ano.
  • Por outro lado, o único setor que apresentou queda no mês foi o de Móveis e eletrodomésticos (-1,1%).
  • O Comércio Varejista Ampliado registrou baixa de 1,4% na variação em 12 meses. Já na comparação mensal (dados dessazonalizados), o indicador avançou 2,1%.
  • Por fim, foi observado crescimento das vendas em 22 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Bahia (3,5%), Piauí (3,1%) e Mato Grosso do Sul (2,9%).

  • Após o varejo ter sido fortemente impactado pelas medidas restritivas ao coronavírus nos meses de março e abril, o resultado do mês continua a tendência de recuperação do setor que já apresenta resultados positivos nas análises dos último doze meses e no acumulado do ano.
  • Importante observar os diferentes crescimentos entre os segmentos do varejo. A pandemia e a crise do coronavírus puniram principalmente os setores de combustíveis, vestuário, materiais de escritório, veículos, papelaria e livros. Enquanto, na via contrária, os segmentos mais beneficiados no ano foram os de mercados e produtos alimentícios, artigos farmacêuticos, móveis e eletrodomésticos e materiais de construção.
  • Os próximos movimentos do varejo ainda estão em função do programa de vacinação no início de 2021, das oscilações no mercado internacional e do impacto do fim do auxílio emergencial datado para o final do ano.


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