Vendas no varejo registram crescimento de 1,2% em 2020. Resultado em dezembro recua 6,1%.

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• De acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE hoje, o volume de vendas no Varejo restrito recuou 6,1% em dezembro na comparação mensal com ajuste sazonal. Em 2020, no entanto, o indicador apontou crescimento de 1,2% em relação a 2019.

• Avaliando os segmentos no acumulado de 2020, quatro das oito atividades pesquisadas registraram alta no ano. Os principais avanços ocorreram em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,8%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%), Móveis e eletrodomésticos (10,6%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%).

• Por outro lado, os setores que apresentaram queda no ano foram o de Livros, jornais, revistas e papelaria (-30,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-16,2%), Tecidos, vestuário e calçados (-22,7%) e Combustíveis e lubrificantes (-9,7%).

• O Comércio Varejista Ampliado registrou baixa de 1,5% na variação em 12 meses. Já na comparação mensal (dados dessazonalizados), o indicador recuou 3,7%.

• Por fim, foi observado queda das vendas em 26 das 27 Unidades da Federação em dezembro, com destaque para Acre (-17,5%), Rondônia (-12,0%) e Maranhão (-8,3%), de acordo com os dados dessazonalizados.

Perspectivas:
• Em 2020 o as vendas do varejo cresceram pelo quarto ano consecutivo, após registrar crescimento de 2,1% em 2017, 2,3% em 2018 e 1,9% em 2019. Apresentando boa melhora após as quedas de 2015 e 2016. O resultado do ano surpreende, dado que o ano de 2020 foi, no mínimo, atípico e que outros setores da economia caminharam no sentido oposto. Ainda assim, é válido ressaltar que entre os setores do varejo houve grande disparidade entre os resultados.

• A comparação entre os segmentos de “Livros, jornais, revistas e papelaria”, com queda de 30,6% no ano, e o segmento de “Móveis e Eletrodomésticos”, com alta de 10,6% na mesma base de comparação, já evidencia isso.

• Isso demonstra, também, que o programa de auxílio emergencial do governo foi, ao menos parcialmente, essencial para sustentar o consumo da população em determinado nível. Contudo, a continuidade do auxílio será de menor valor, dado que outra questão de suma importância ao país, mais especificamente, o resultado fiscal, ficaria em xeque sem uma revisão da política de auxílios.

• Para 2021, espera-se que os efeitos da imunização da população e a retomada das demandas que ficaram reprimidas ou represadas durante o ano que poderão voltar com um pouco mais de força, impulsionando a economia e, consequentemente, as vendas do varejo apresentem melhora no ritmo de crescimento.


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