Segundo dados divulgados pelo Banco Central, o estoque total de empréstimos e financiamentos do país avançou 15,5% em 2020 na comparação com 2019, para R$ 4.017,65 bilhões. Na comparação mensal, foi registrado avanço de 1,6% em dezembro.
Considerando a origem dos recursos, o saldo total de crédito livre variou 15,2% na comparação com dezembro de 2019, atingindo R$ 2.319,85 bilhões com crescimento de 10,4% para pessoa física e 21,1% para pessoa jurídica. Em relação a novembro, o saldo total de crédito livre avançou 1,8%.
 

 
Os novos empréstimos (concessões) avançaram 5,2% na comparação interanual, enquanto, na base mensal, foi registrado queda de 9,8% frente a novembro (de acordo com dados dessazonalizados pelo próprio Banco Central). As concessões com recursos livres subiram 1,2% em 12 meses e recuaram 6,3% na variação mensal. Já as concessões com recursos direcionados registraram alta de 48,8% em 12 meses e baixa de 19,7% na comparação com novembro.
 

 
A taxa de inadimplência (atrasos superiores a noventa dias) encerrou 2020 em 2,12%, recuando 0,80 p.p. em relação ao mesmo período de 2019. Já na comparação com novembro, o indicador recuou 0,11 p.p. O destaque ficou para a queda de 0,81 p.p. na inadimplência com recursos livres para pessoas físicas em comparação com 2019, encerrando o ano na marca de 4,17%.
A taxa média de juros total das operações de crédito do sistema caiu 4,17 p.p. em 2020, para 18,44%, influenciada pela queda de 7,88 p.p. da taxa média das operações com recursos livres. Observando a comparação mensal, a taxa média de juros total registrou redução de 0,21 p.p. em dezembro.
Com relação aos spreads, considerando a totalidade de recursos, 2020 encerrou com spread de 14,50 p.p., valor 3,36 p.p. menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Mantida a base de comparação, houve baixa de 6,93 p.p. nas operações com recursos livres e aumento de 0,85 p.p. com recursos direcionados. Na comparação mensal, portanto, o spread médio total avançou 0,1 pontos porcentuais.