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  • Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 0,8% em relação a dezembro, apontando 85,5 pontos na série livre de influências sazonais.

  • O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 0,9% e o de Expectativas (IE) 0,8% nesta mesma base de comparação.

  • Em relação a janeiro do ano passado, o ICS apresentou queda de 10,8%, o ISA de 12,3% e o IE de 9,0%.


 
Perspectivas:

  • Assim como fora observado nas demais sondagens, a confiança no segmento de serviços também operou em queda no mês de janeiro. O índice vinha de alta no mês de dezembro, que pode ter sido sustentada pelo surpreendente resultado divulgado pelo IBGE na Pesquisa Mensal de Serviços referente ao mês de novembro. No entanto, a confiança neste setor cedeu novamente e, dentre as demais, é a que está mais longe dos níveis pré pandemia até o momento. Neste sentido, somente a confiança da indústria encontra-se acima deste nível, mesmo após a queda neste mês.

  • Enquanto o segmento industrial, dado o ciclo longo da atividade, segue apostando numa melhora significativa no futuro, Serviços, Comércio e Consumidor são muito mais sensíveis à situação atual, que de modo geral, está ainda longe de ser ideal. A recuperação da confiança e, consequentemente, a retomada gradual destes setores passa por diversos fatores, dentre eles, a imunização da população. Este processo, de acordo com as publicações mais recentes será longo, apesar de já ter sido iniciado, podendo se estender até o final do 1º semestre.

  • Outros pontos de suma importância se referem ao dilema entre a continuidade do programa de auxílios emergenciais, em menor valor e em menos tempo, e a política fiscal, bem como, a possibilidade de maiores restrições, como já estão em vigor em algumas cidades em função da nova onda de contágio.

  • Em resumo, não são poucos os motivos que levam a redução da confiança neste momento e o pilar da recuperação ainda é combate eficaz ao coronavírus.




  • O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou alta no mês, avançando de 82,5% para 83,4% em janeiro (dados com ajuste sazonal).