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  • Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o Índice de Confiança do Comércio (ICOM) recuou 1,0% em relação a dezembro, para 90,8 pontos, na série livre de influências sazonais.

  • O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 3,8% no mês, enquanto o Índice de Expectativas (IE) apresentou alta de 2,2% na mesma base de comparação.

  • Em relação a janeiro do ano passado, o ICOM, o ISA e o IE registraram variação de -6,8%, -1,6% e -10,6%, respectivamente.


 

 
Perspectivas:                                                                                                      
A confiança do comércio seguiu a mesma tendência apresentada pela confiança dos consumidores. Em setembro do ano passado, ambos chegaram muito perto de recuperar o nível observado antes da pandemia, depois disso, no entanto, houve uma forte piora.
Para o ICOM, especificamente, a deterioração da confiança foi muito mais evidente em relação à percepção da situação atual. Desde setembro, o ISA do comércio caiu 15,6%, enquanto o IE apenas 0,3%. Apesar de todo avanço em relação ao combate ao coronavírus (vacina e início da imunização), durante o mês de janeiro ainda houve muita incerteza, de modo que outros fatores, tais como, o fim do auxílio emergencial e a possibilidade de novas restrições pesaram sobre o índice.
O primeiro e, talvez, mais importante passo, contudo, já foi dado. O início da imunização da população era crucial para retomada da confiança e da economia como um todo. A partir deste ponto, outro importante fator que poderá destravar a elevação da confiança seria uma melhora no mercado de trabalho, ainda muito abalado em função da crise.
De modo geral, não há uma percepção de otimismo e sim de readequação da confiança ao cenário atual, uma vez que a alta observada de maio a setembro do ano anterior se deveu muito mais ao efeito base do que a uma melhora, de fato, nos fatores condicionantes da confiança e do comércio.