De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, a taxa de desemprego avançou para 11,2% no trimestre móvel encerrado em janeiro. Estando 0,2 p.p. acima do registrado no mês anterior e 0,8 p.p. menor com relação ao mesmo período do ano passado (12%).
Em termos absolutos, a população desocupada totalizou 11,9 milhões, sendo 2,4% maior do que o registrado em dezembro.

A população ocupada (PO), por sua vez, recuou 0,4% no mês, aumentando 2% em relação ao mesmo período do ano passado. Destacou-se em janeiro o recuo nas posições de “empregado no setor privado sem carteira”, com baixa de 1,5%, “empregado no setor público” em 1%, “trabalhador doméstico” e “trabalhador familiar auxiliar” em 1,5% e 2,6%, respectivamente.
Ainda na comparação mensal, os únicos aumentos ocorreram em ocupações nos setores de Transportes (1,4%) e Serviços (0,3%). Por outro lado, as quedas mais expressivas do período ocorreram em “Serviços Domésticos”, ao recuar 1,5%, e “Administração Pública” que diminuiu 0,9%.
A População Economicamente Ativa (PEA) recuou 0,1% na base mensal e ampliou-se em 1,1% com relação ao mesmo período de 2019.
No acumulado em 12 meses, o rendimento médio habitual recuou para 0,3%, continuando o processo de desaceleração iniciado em outubro.
Apesar do avanço mensal na taxa de desemprego, o resultado da PNAD de janeiro foi o menor dos últimos 3 anos, refletindo, assim, um movimento bastante tímido de recuperação do emprego e da renda, mas existente. Interessante notar que, no mês, houve uma desaceleração generalizada no crescimento das ocupações, apenas as ocupações de empregado no setor privado com carteira e por conta própria que apresentaram leves melhoras em relação a dezembro.