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  • Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE divulgada hoje, o volume do setor de serviços recuou 4,0% na comparação com o mês anterior (dados dessazonalizados). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o indicador avançou 4,5%. Com isso, o setor desacelerou a queda na análise em 12 meses, que passou de uma queda de 8,6% para 8,0% em março. A queda no acumulado do ano ficou em 0,8%.

  • Nos resultados mensais com ajuste sazonal, registraram baixa três das cinco atividades analisadas. As que apresentaram queda neste período foram Serviços prestados às famílias (-27,0%), Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-1,9%) e Serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,4%)

  • No lado das altas no mês, por outro lado, os segmentos que apresentaram destaque foram os de Serviços de informação e comunicação (1,9%) e Outros serviços (3,7%).

  • Em termos regionais, houve queda mensal em 14 das 27 unidades da federação. Entre os principais resultados negativos, destaque para São Paulo (-2,6%), Distrito Federal (-6,1%), Minas Gerais (-1,6%), Santa Catarina (-3,4%) e Rio de Janeiro (-0,8%). Por outro lado, o destaque positivo veio do Mato Grosso do Sul (11,8%).

  • Por fim, foi observado queda da receita nominal de 7,7% nos últimos 12 meses. No mês de março, o indicador teve baixa de 0,4%, de acordo com dados dessazonalizados.





  • O recuo mensal observado no volume de serviços no mês de março venho em linha com as expectativas de queda de 3,3% no período. O resultado ocorreu principalmente pelo retorno das medidas restritivas após o Brasil passar pelo pior momento da pandemia, em termos de casos e mortes diárias. Apesar do avanço, tanto na comparação interanual, quanto na análise em 12 meses, o volume de serviços não apontou um resultado positivo no mês de março, estes avanços decorreram da comparação com março do ano passado que apontou significativas quedas. O movimento para abril deve vir a ser semelhante.

  • Entre os setores, o segmento de Serviços prestados às famílias é o mais impactado pela crise em função do novo coronavírus, este que já acumula queda de 39,8% na análise em 12 meses. Também observamos dentro dos segmentos as quedas em Serviços de alojamento e alimentação, Outros serviços prestados às famílias e Transporte aéreo, que acumulam queda de -41,0%, -33,2% e 43,4%, respectivamente.

  • A recuperação do setor, ao longo de 2021, ainda está condicionada, principalmente, ao progresso do programa de imunização nacional, que ainda se encontra a passos lentos pela escassez global de oferta de vacinas e de insumos para a produção nacional. Outros fatores importantes são os movimentos proporcionados pela nova rodada de auxílio emergencial iniciado em abril, recuperação do mercado de trabalho e outros setores da economia e os movimentos da pandemia como um todo.