Mais rápido do que o esperado

Por Bruna Martins/Flávio Calife

Ninguém esperava uma melhora no mercado de trabalho em 2016, mas os números do primeiro trimestre começam a assustar. Dados de hoje do IBGE mostram que a taxa de desemprego subiu 0,7 p.p. em relação ao trimestre findo em fevereiro, atingindo 10,9% em março, o pior resultado desde o início da série em 2012. É o terceiro mês consecutivo que o aumento acontece de forma bem acentuada. Em março do ano passado a taxa era de 7,9%.

O número de desempregados que em fevereiro já era de preocupantes 10,4 milhões, agora já chegou aos 11,1 milhões, uma elevação de 39,8% frente ao resultado do ano anterior e de 22,2% ante o 4º trimestre de 2015. As consequências sobre os rendimentos são notórias, queda real de 3,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Com a renda mais apertada e com menos oferta de emprego, mais trabalhadores encontram-se à deriva no mercado de trabalho, pressionando a taxa de desemprego.

Os constantes recuos na atividade econômica têm levado as empresas a reduzirem seus custos, e o ritmo das demissões leva a crer que este foi o principal meio encontrado para o corte. Tendo em vista a pouca possibilidade de mudanças no curto prazo, o cenário mais provável é que o desemprego continue em tendência de alta ao longo do ano. Só esperamos que em um ritmo menor.


Buscar por período:

TAGS

Posts relacionados

Pedidos de seguro-desemprego recuam 32% em junho na comparação mensal

O Ministério da Economia divulgou ontem os dados referentes ao movimento dos pedidos de seguro-desemprego. Em junho, o número de requerimentos ao seguro–desemprego foi 32% menor em relação ao mês anterior, contabilizando cerca de 653.160 pedidos na modalidade trabalhador formal. Já na comparação com junho do ano passado houve alta de 28,4%, registrando o quarto…

IPCA avança 0,26% em junho, após dois meses de deflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)[1] avançou 0,26% no mês de junho. No acumulado em 12 meses houve evolução para 2,13%, 0,25 p.p. acima da variação observada em maio.  Com esse resultado, o indicador acumulou baixa de 0,11% no ano. O grupo Alimentação e bebidas (0,38%) foi o que registrou maior impacto…

Volume de serviços recua 0,9% em maio

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE divulgada hoje, o volume do setor de serviços recuo 0,9% na comparação com o mês anterior (dados dessazonalizados). Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o indicador contraiu 19,4%. Com isto, o setor acumula baixa de 2,7% na análise em 12 meses. Nos resultados mensais…