IPCA sobe 0,28% em novembro e 2,50% no acumulado no ano

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor amplo (IPCA)[1] avançou 0,28% em novembro, conforme divulgado pelo IBGE nesta manhã. A variação recuou 0,14 p.p. em relação ao mês anterior (leitura da 0,42%) e ficou abaixo da expectativa do mercado de 0,35%[2]. No acumulado em 12 meses, o índice atingiu o patamar de 2,80%, ou seja, ligeira alta em relação a outubro (2,70%). No ano, por sua vez, os 2,50% registrados seguem em nível abaixo do registrado nos últimos anos (conforme gráfico 1).

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A maior parte dos grupos apresentou elevação em outubro. Habitação foi novamente um destaque altista no mês (1,27% em nov. vs. 1,33% em out.) A trajetória do principal responsável pela leitura do índice reflete energia elétrica, impactada pela manutenção da bandeira vermelha, porém em patamar 2 – cobrança adicional de R$ 5,00 ao invés dos R$ 3,50 anteriores (a cada 100 Kwh consumidos). O preço do gás de botijão avançou 1,57%, refletindo o avanço nas refinarias.

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O grupo de transportes variou 0,52% no mês por conta dos preços mais altos de gasolina (2,92%) e etanol (4,14%). Despesas pessoais recuaram 0,42%, seguido de saúde e cuidados pessoais (0,34%), comunicação (0,15%), vestuário (0,1%) e educação (0,03%). Em sentido contrário, alimentos[3] e bebidas registrou variação negativa de  0,38% (após leitura de -0,05% em outubro), sétimo mês consecutivo de queda. A trajetória reflete a queda dos alimentos para consumo em casa (-0,72%), em função da retração dos seguintes itens: farinha de mandioca (-4,78%), tomate (-4,64%), frutas (-2,09%), pão francês (-0,55%) e carnes (-0,11%). Vale ressaltar que a alimentação fora de casa subiu 0,21% no mês. Por fim, artigos de residência retraiu 0,45% no mês.

Nas últimas três leituras, o IPCA apresentou ligeira trajetória de alta, considerando a variação no acumulado em 12 meses (gráfico 2). A despeito da ligeira elevação na ponta do IPCA no acumulado em 12 meses, o índice ainda segue em patamar historicamente baixo. Dessa forma, o resultado anual deverá ficar próximo a 3,0% (conforme o último relatório Focus coletado até o dia 04 de dezembro, cuja expectativa para o índice de 2017 é de 3,03%), enquanto para o próximo ano, a inflação esperada é de 4,02%. Adicionalmente, caso este cenário se confirme, as projeções para os juros seguem estáveis em 7,0% para 2017 e 2018.

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[1] O IPCA considera famílias com rendimentos de 01 a 40 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

[2] Empresas consultadas pelo Valor Data.

[3] Alimentos representam 25,0% das despesas das famílias.


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