Abrandamento do PIB chinês realça os desafios para implementar reformas

Por José Valter Martins de Almeida, da RC Consultores

A Agência Nacional de Estatísticas da China divulgou que o PIB de 2013 acumulou alta de 7,7%, contra 7,8% observado no ano anterior. Esse resultado ficou acima da meta do governo, que era de um crescimento anual de 7,5%. A produção industrial avançou 9,7% em dezembro na comparação com dezembro de 2012. O varejo teve um crescimento de 13,6% sobre o ano anterior. A maior alta ficou com o investimento em ativos fixos, que teve um aumento de 19,6% em 2013 em comparação com o ano de 2012.

O crescimento da economia chinesa no ano passado deveu-se em larga escala ao pequeno estímulo do investimento no último trimestre do ano, que contribuiu com um impulso temporário. A China enfrenta problemas estruturais não desprezíveis. O crédito para empresas e entes governamentais aumentou exponencialmente desde 2009 para não permitir o desemprego no estouro da bolha americana. No período de 2007 a 2012 o crédito total subiu 170%. Entre os BRICs, a China é a economia com maior alavancagem em crédito corporativo. A previsão para 2014 aponta para um crescimento abaixo dos 7,5% de 2013, como consequência das reformas da administração de Xi Jinping para corrigir desequilíbrios resultantes da política expansionista dos últimos anos, apoiada no crédito e investimento.

Ed.348

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