Desvalorização cambial favorece exportadores

Por José Valter Martins de Almeida, da RC Consultores

Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento indicam que o número de empresas exportadoras aumentou quase 1% de janeiro a outubro de 2013 em relação a igual período do ano passado. Foi a primeira vez desde 2008 que houve aumento de empresas exportadoras. Essa inversão de tendência ocorreu a partir de junho deste ano, quando o real tornou-se mais competitivo. No entanto, no mesmo período, aumentaram em 4% as empresas que importaram.

Cálculos baseados em resgate da competitividade industrial brasileira indicam uma estimativa do real entre R$ 2,45 e R$ 2,75 por dólar. Essas estimativas computam séries históricas de salários industriais versus câmbio. Entretanto, o câmbio, no curto prazo, se rege por fatores de confiança e de liquidez relativa entre moedas, e encontra mais aderência a variáveis financeiras, como os juros por exemplo. Embora o atual patamar de câmbio ainda não seja suficiente para tirar competitividade de alguns produtos importados, determinados setores produtivos serão beneficiados através da redução do índice de penetração de importados no mercado interno. O cenário para os exportadores deve continuar favorável em 2014. A estimativa da RC Consultores indica um câmbio médio para o próximo ano entre R$ 2,30 e R$ 2,35.

Ed.324

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