Recuperação asiática favorece o Brasil

Por José Valter Martins de Almeida, da RC Consultores

As exportações da China aumentaram 7% em maio. As importações diminuíram 1,6%. Com esses dados, o superávit comercial chinês subiu para os US$ 35,9 bilhões. Também hoje foi divulgado o resultado do crescimento da economia japonesa, que cresceu 6,7% no primeiro trimestre.

O ritmo de crescimento do PIB japonês veio acima da previsão dos principais analistas internacionais. No entanto, há dúvidas sobre se a recuperação continuará durante o segundo trimestre. O aumento do IVA (imposto sobre valor agregado) em abril, o primeiro em 17 anos, poderá fazer a economia nipônica contrair no segundo trimestre. Uma recuperação mais frágil poderá aumentar a pressão junto ao Banco Central japonês para aumentar medidas de estímulo econômico. Também as exportações chinesas superaram as expectativas. O ganho nas exportações é tanto mais surpreendente na medida em que é o primeiro após duas quedas mensais consecutivas. O aumento da demanda por parte dos EUA e da Europa é a base desta recuperação. Essas duas notícias são positivas para o Brasil. O preço do minério de ferro, por exemplo, que já recuou 22% nos últimos meses, em função do ritmo menor de crescimento da economia chinesa, pode ter alguma recuperação, melhorando as exportações brasileiras.

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